2 de fev de 2009

COB e UERJ firmam parceria inédita no Brasil

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) selaram nesta segunda-feira, dia 2, compromisso inédito na área de estudos para o desenvolvimento científico, educacional e social do esporte nacional. As atividades deste convênio envolverão as áreas de Educação Física, Ciência do Esporte, Administração Esportiva, Sociologia, Direito Esportivo, Medicina Esportiva, Psicologia Aplicada ao Esporte e demais campos de interesse. A assinatura do convênio, realizada no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, contou com a presença do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral Filho, e do reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves de Castro, além de secretários estaduais, presidentes de Confederações Brasileiras Olímpicas, atletas e ex-atletas olímpicos. “Estamos abrindo uma porta para que muita gente atinja qualificação para poder trabalhar em prol do esporte brasileiro, seja nas Confederações, Federações, clubes, academias ou projetos sociais”, disse Carlos Arthur Nuzman. “Esta é uma página inédita e muito importante da história do esporte em toda a América Latina. A qualificação é hoje em dia muito importante para se trabalhar em qualquer área e com o esporte não é diferente”, afirmou Nuzman.

A UERJ irá auxiliar o COB na estruturação acadêmica dos cursos oferecidos, além de chancelá-los. O objetivo é contribuir para a capacitação de profissionais nas mais diversas áreas ligadas ao esporte. Também serão utilizados centros de pesquisa da UERJ como fonte para a área de Ciência do Esporte. O caráter do projeto é nacional e já existem negociações com entidades de São Paulo, Belo Horizonte e uma cidade da região Nordeste. “Nosso objetivo é envolver a Universidade na formação da cultura olímpica no estado do Rio de Janeiro. Queremos também contribuir para a formação de recursos humanos e a capacitação dos atletas brasileiros”, afirmou o reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves.

“Nosso legado com este convênio é a capacitação do ser humano. Qualificar os nossos profissionais nas mais diferentes atividades relacionadas ao esporte”, disse o Governador Sergio Cabral. “Tenho certeza de que esta ação é uma demonstração à toda comunidade internacional de como estamos trabalhando a candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos 2016. Nosso foco não é apenas com um evento esportivo, mas com mudanças que influenciem o dia a dia da população do Rio de Janeiro”, concluiu Sergio Cabral.


As atividades do convênio consistirão em ações para a formação de profissionais através de cursos de extensão universitária e pós-graduação. A parceria proporcionará o desenvolvimento de eventos acadêmicos orientados a estudantes e profissionais, além do fomento de estudos e pesquisas, incluindo a disponibilização de laboratórios, acervo bibliográfico, oportunidades de estágios, práticas e ações de voluntariado. Esta será uma ferramenta importante na transição do atleta após o fim de sua carreira. Outra meta é formar uma nova geração de treinadores capacitados para contribuir com o desenvolvimento do esporte de alto rendimento do Brasil. Também merecerá destaque no calendário dos cursos a gestão esportiva. O convênio entre COB e UERJ segue o modelo internacional. As grandes potências olímpicas já desenvolvem esse tipo de associação com universidades e colhem os frutos dessas parceiras. Os últimos intercâmbios realizados por integrantes do COB à Inglaterra, Alemanha e Austrália foram fundamentais para estabelecer contato com esse tipo de modelo e trazê-lo para a realidade brasileira. “Com essa iniciativa junto à UERJ, estamos abrindo caminho para que outras universidades de outros estados façam o mesmo, levando a qualificação ao esporte brasileiro de todo Brasil”, ressaltou Nuzman.

As ações do COB neste convênio serão desenvolvidas através do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB). O Instituto é um centro de referência nacional em estudos acadêmicos, pesquisa e difusão do conhecimento nas áreas de Ciência do Esporte e Olimpismo. Seu objetivo é promover o intercâmbio e a difusão de conhecimento a partir de cursos, seminários, congressos e demais eventos acadêmicos e científicos. O IOB visa a fomentar a pesquisa, desenvolver e manter uma base de dados de informações relacionadas à ciência do esporte (artigos, vídeos, gravações, manuais, imagens e documentos em geral), além de promover o desenvolvimento e a elaboração de ferramentas de apoio à tomada de decisão. O Instituto também tem o propósito de compartilhar as melhores práticas e tecnologias com atletas, preparadores físicos, gestores, técnicos, treinadores e demais profissionais envolvidos com a ciência do esporte.

Redação Sport Marketing

COB apresenta ações

Em nota à imprensa, o Comitê Olímpico Brasileiro veio a público ressaltar algumas ações que realiza em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas a partir de recursos da Lei Agnelo/Piva, da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, de recursos próprios e de convênios que se traduzem em benefício aos atletas e, por conseguinte, em benefício aos respectivos clubes que estes representam:

"Contratação de técnicos estrangeiros
Com os recursos da Lei Agnelo/Piva o COB e as Confederações têm podido contratar técnicos estrangeiros de ponta em suas modalidades, tais como natação, ginástica artística, handebol, boxe, lutas, canoagem e tiro com arco, entre outras. Ao se qualificar tecnicamente, o atleta obtém melhores resultados internacionais e projeta o nome do país no exterior. Consequentemente, o resultado desse trabalho qualifica os atletas para os clubes aos quais estão vinculados.

Contratação de comissão técnica multidisciplinar
A estrutura oferecida aos atletas pelo COB e pelas Confederações vai além da contratação de técnicos estrangeiros. Preparadores físicos, fisiologistas, médicos, nutricionistas e outros profissionais do esporte compõem a base que possibilita ao atleta evoluir técnica e fisicamente, revertendo-se em benefício direto para os clubes.

Aquisição de equipamentos e materiais esportivos importados
Graças à realização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, o COB, em convênio com o Ministério do Esporte e a Prefeitura do Rio de Janeiro, adquiriu equipamentos e materiais esportivos importados, chancelados pelas Federações Internacionais. Estes equipamentos são utilizados pelas Confederações na preparação dos atletas e na realização de competições nacionais, o que se traduz em benefícios para os clubes.

Manutenção de Centros de Treinamento
Várias Confederações mantêm Centros de Treinamento com base nos recursos da Lei Agnelo/Piva e em recursos próprios. Ao oferecer um espaço de qualidade para o atleta treinar e se preparar, o COB e as Confederações ajudam os clubes a qualificar seus atletas, sobretudo aqueles que dispõem de menor estrutura para os treinamentos.

Treinamentos no exterior
Os recursos da Lei Agnelo/Piva têm proporcionado intercâmbio internacional aos atletas e técnicos. Ao treinar nos centros mais desenvolvidos de sua respectiva modalidade, o atleta se desenvolve tecnicamente e adquire experiência internacional.

Qualificação de técnicos brasileiros
Com os recursos da Lei Agnelo/Piva e do Programa Solidariedade Olímpica o COB e as Confederações têm enviado técnicos brasileiros para capacitação em cursos no exterior. Mais tarde, esses técnicos, já qualificados, são contratados pelos próprios clubes.

Participação nas principais competições nacionais
A qualificação dos atletas das Seleções Olímpicas Permanentes pode ser medida nas principais competições nacionais. Os resultados obtidos pelos atletas das Seleções Brasileiras nessas competições ajudam os clubes na conquista de títulos e a solidificar e prospectar suas marcas a nível nacional. Nas categorias de base, as Olimpíadas Escolares auxiliam a formação dos atletas, muitos deles vinculados a clubes, e possibilitam a obtenção de bolsas de estudo por vários atletas, o que ocorre também com as Olimpíadas Universitárias.


Participação nas principais competições internacionais
Ao participar das principais competições do calendário internacional da modalidade, com passagens e hospedagem pagas pelo COB, o atleta se capacita tecnicamente e passa a conhecer melhor os principais adversários. A conquista de títulos internacionais e mundiais em várias modalidades nos dois últimos ciclos olímpicos, inclusive etapas de Copas do Mundo e medalhas pan-americanas e olímpicas, possibilita exposição internacional do atleta e qualifica os clubes na busca por patrocínios.

Programa Solidariedade Olímpica Internacional
Graças aos resultados técnicos que vem demonstrando no desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro, desde 1997 o COB vem sendo beneficiado pelo Programa Solidariedade Olímpica Internacional, um programa do Comitê Olímpico Internacional e da Organização Desportiva Pan-americana voltado para o desenvolvimento de modalidades esportivas no mundo todo. Ao aplicar esses recursos em jovens e promissores atletas, assim como em técnicos, o COB auxilia na formação dos mesmos e contribui para o trabalho de base das Confederações e dos próprios clubes.

Seguro-Saúde
Nos últimos cinco anos o Comitê Olímpico Brasileiro manteve contrato de patrocínio com a Golden Cross para cobertura de assistência médica aos atletas e equipes técnicas (cerca de 900 pessoas) que participaram dos Jogos Sul-americanos (2006), dos Jogos Pan-americanos (2003 e 2007) e dos Jogos Olímpicos (2004 e 2008). O COB está certo de que ao oferecer este benefício aos atletas está desonerando os clubes de possíveis despesas relativas à assistência médica dos atletas, inclusive cirurgias. No momento, o COB busca nova parceria para a assistência médica aos atletas".

Ainda em nota, o COB afirmou que "estimula que os clubes busquem recursos financeiros para manterem as atividades esportivas de competição, mas ressalta a necessidade de se buscar os caminhos adequados para isso, como, por exemplo, os recursos da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, uma reivindicação de vários anos da comunidade esportiva, liderada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, e que hoje é realidade. Exemplo disso são o Minas Tênis Clube e o Esporte Clube Pinheiros. Ambos conseguiram aprovação junto ao Ministério do Esporte para captação, em 2009, de mais de R$ 39,7 milhões, o que corresponde a uma verba infinitamente superior em relação ao que a maioria das Confederações Brasileiras Olímpicas alcança por ano com os recursos da Lei Agnelo/Piva. O Minas Tênis Clube tem aprovação do Ministério para captar R$ 23,7 milhões, enquanto o Esporte Clube Pinheiros teve aprovados projetos no valor de R$ 15,9 milhões. Há também Leis de Incentivos Fiscais a nível estadual e municipal que podem e devem ser trabalhadas pelos clubes. A Lei Agnelo/Piva é fundamental para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro. Mas ela não é suficiente, pois corresponde a apenas 1/3 das necessidades (diagnóstico apresentado pelo COB em 2000) e menos de 1/10 do investimento em esportes olímpicos de outros países, como Austrália, Grã Bretanha, Alemanha, China... Por fim, o COB está certo de que o Esporte não pode brigar com o Esporte, e afirma que continuará trabalhando com empenho e afinco pelo desenvolvimento do esporte brasileiro".]

Redação Sport Marketing

Jogos Olímpicos ajudaram Beijing a crescer

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Beijing contribuíram para o crescimento econômico da capital chinesa. De acordo com o Departamento Municipal de Estatísticas da cidade, o Produto Interno Bruto (PIB) de Beijing totalizou 1,05 trilhão de yuans (US$ 153 bilhões) em 2008, um aumento anual de 9%. "Beijing manteve um crescimento econômico relativamente rápido em 2008 apesar do impacto da crise financeira global e dos vários desastres naturais ocorridos no país" - disse a porta-voz do departamento, Yu Xiuqin, que manifestou satisfação com esta cifra, que representa queda em comparação com a taxa média de 12,4% registrada entre 2002 e 2007. A porta-voz disse que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo investimento e consumo, que atingiram 390 bilhões de yuans (US$ 56,85 bilhões) e 459 bilhões de yuans (US$ 66,91 bilhões), respectivamente. "Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Beijing serviram como importantes estimulantes ao crescimento econômico da capital chinesa" - salientou Yu. Um relatório anual publicado pela Academia Municipal das Ciências Sociais de Beijing revela que os efeitos dos eventos esportivos continuarão beneficiando a economia local nos próximos anos, pois as instalações, infraestruturas e a reputação internacional garantirão o desenvolvimento sustentável da indústria de serviço da cidade. Em 2008, o setor de serviço representou 73,2% do PIB da capital chinesa, afirmou Zhang Gong, diretor da Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma de Beijing.

Redação Sport Marketing