26 de abr de 2009

Leonardo diz que Flamengo está falido

O ex-jogador Leonardo, atualmente gestor do Milan, repetiu em entrevista a Galvão Bueno, no Esporte Espetacular que 'é preciso vender o Flamengo para o clube dar certo'. Durante a matéria, que foi ao ar neste domingo, o jogador acrescentou que 'é inegável que o clube está falido'. "A palavra vender chama atenção. O mais importante de tudo é entrar no processo de discussão. É preciso vender sejam direitos federativos, imagem, marca. A Parmalat foi dona do Palmeiras. A empresa saiu do clube, mas não deixou sequelas. A Unimed vive isso com o Fluminense, ela é dona do time, só que não está escrito no estatuto" - reforçou o Leonardo que afirmou não ter intenção de ser treinador do time da Gávea, mas não descartou a possibilidade de, um dia, gerir o clube. Segundo Leonardo, em reportagem de Fábio Juppa publicada no jornal O GLOBO 'uma nova conquista não pode evitar a ruptura com um modelo de administração falido e que, se não ameaça a existência do Flamengo, tornou-o inviável como investimento'. A solução de Leonardo é radical, é fazer do Flamengo um clube-empresa para se salvar. "Abre o clube. Vende o Flamengo"- ressaltou. "O que tem de existir é uma estrutura sustentável. O futebol é quem gera receita. A marca vai ser cedida a uma empresa que vai administrá-la como time de futebol. Hoje, tudo que se consegue no Flamengo é na base da amizade. É o cara que é amigo da Nike, da Petrobras, me dá uma força aqui, me adianta ali, a CBF dá uma ajudinha e a coisa vai andando. Assim fica difícil sanear um clube com a dívida que tem. Profissionalizar não significa contratar gente. É construir uma estrutura que se enquadre no mercado. Hoje, o Flamengo está fora do mercado" - completou Leonardo. "O torcedor, num primeiro momento, vai se perguntar: vão vender a minha paixão? Mas, hoje, o Flamengo está na mão de quem? Está na mão de uma estrutura viciada, de gente que vive daquilo, do empresário que ganha com venda de jogador" - desabafou Leonardo que é o único ex-jogador brasileiro ocupando um cargo de direção num grande clube internacional como o Milan que tem operações comerciais no mundo todo e é Leonardo, que fala cinco idiomas, a referência nessas atividades, nas de marketing e esportivas. “Jogador doa o coração. E dirigente, o fígado”- definiu ele, que participou das contratações de Kaká e Cafu e, na Copa da Alemanha, foi comentarista da BBC, de Londres. Leonardo não é o único a criticar a gestão do clube Rubro-Negro, recentemente, o Rei Pelé também se posicionou contra a forma com que o clube está sendo administrado. A maneira com que o departamento de marketing do Flamengo trata os patrocinadores também vem sendo motivo de surpresa dentro das próprias empresas. A Petrobras, por exemplo, se declarou surpresa com a decisão do clube de rescindir o contrato. Coisa parecida aconteceu com a Nike, que além de ter tido problemas de relacionamentos com profissionais do marketing e do futebol, dentro do clube, teve que lutar na justiça contra o time que rescindiu unilaterlamente o contrato de fornecimento de materiais esportivos e fechou um contrato paralelo com a Olympikus.
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Redação Sport Marketing