28 de abr de 2009

Falta visão e humildade ao marketing do Flamengo

A falta de visão administrativa e, principalmente, de humildade são os principais adversários do departamento de marketing do Flamengo e, consequentemente, dos torcedores do time da Gávea. Apontado como 'falido' pelo ex-jogador Leonardo, atual gestor do Milan, criticado pelo Rei Pelé e atolado em dívidas, o clube se dá ao luxo de não aderir e recusar patrocínios pontuais, de ocasião, aqueles fechados por apenas um jogo. Outros times grandes como Corinthians, Vasco, Cruzeiro já aderiram à ação que proporciona uma verba 'pequena', mas imediata. O Santos FC já pensa em aceitar essa nova tendência e opção que se abre, como uma porta de salvação para o período em que a saúde financeira mundial está comprometida, refletida nos cortes de ações em marketing esportivo pelas empresa de todo o mundo. O torcedor flamengista não merece a atual ameaça de falência que ronda o time da Gávea, o qual está sem patrocínio de camisa desde o fim da parceria com a Petrobras. Algumas empresas até procuraram o marketing do clube interessadas em fechar acordos para as finais do Campeonato Carioca, mas tiveram, prá variar, uma péssima receptividade, marca registrada do marketing do clube, que tem um longo histórico de problemas de relacionamento com alguns parceiros como a própria Petrobras e Nike. "Já nos procuraram, mas não topamos. Não queremos ficar estampando toda hora uma marca diferente na camisa" – explicou o vice-presidente de finanças, Sebastião Pedrazzi ao portal GloboEsporte.com. "Não faz parte da nossa estratégia. Queremos preservar o espaço para o novo patrocinador. E olha que tivemos boas propostas. Só vamos aceitar se for por um valor realmente irrecusável, o que acho difícil" - tentou explicar o diretor de marketing do clube, Ricardo Hinrichsen ao repórter Cahê Mota do portal GloboEsporte.com. "Podemos até entrar em acordo, mas no Flamengo não é tão simples como nos outros clubes. O patrocínio precisa ser referendado pelo conselho, há todo um procedimento e não teríamos tempo para colocar na camisa já para domingo. É muito improvável" - acrescentou. Apesar da falta de visão, uma coisa é certa, o 'jurássico' modelo de gestão do Flamengo, engessa qualquer possibilidade de articulação rápida do marketing e prejudica qualquer tipo de modernização. Quem sofre com isso? Os jogadores, os funcionários, os atletas olímpicos e o coitado do torcedor.

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Redação Sport Marketing