2 de fev de 2009

COB apresenta ações

Em nota à imprensa, o Comitê Olímpico Brasileiro veio a público ressaltar algumas ações que realiza em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas a partir de recursos da Lei Agnelo/Piva, da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, de recursos próprios e de convênios que se traduzem em benefício aos atletas e, por conseguinte, em benefício aos respectivos clubes que estes representam:

"Contratação de técnicos estrangeiros
Com os recursos da Lei Agnelo/Piva o COB e as Confederações têm podido contratar técnicos estrangeiros de ponta em suas modalidades, tais como natação, ginástica artística, handebol, boxe, lutas, canoagem e tiro com arco, entre outras. Ao se qualificar tecnicamente, o atleta obtém melhores resultados internacionais e projeta o nome do país no exterior. Consequentemente, o resultado desse trabalho qualifica os atletas para os clubes aos quais estão vinculados.

Contratação de comissão técnica multidisciplinar
A estrutura oferecida aos atletas pelo COB e pelas Confederações vai além da contratação de técnicos estrangeiros. Preparadores físicos, fisiologistas, médicos, nutricionistas e outros profissionais do esporte compõem a base que possibilita ao atleta evoluir técnica e fisicamente, revertendo-se em benefício direto para os clubes.

Aquisição de equipamentos e materiais esportivos importados
Graças à realização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, o COB, em convênio com o Ministério do Esporte e a Prefeitura do Rio de Janeiro, adquiriu equipamentos e materiais esportivos importados, chancelados pelas Federações Internacionais. Estes equipamentos são utilizados pelas Confederações na preparação dos atletas e na realização de competições nacionais, o que se traduz em benefícios para os clubes.

Manutenção de Centros de Treinamento
Várias Confederações mantêm Centros de Treinamento com base nos recursos da Lei Agnelo/Piva e em recursos próprios. Ao oferecer um espaço de qualidade para o atleta treinar e se preparar, o COB e as Confederações ajudam os clubes a qualificar seus atletas, sobretudo aqueles que dispõem de menor estrutura para os treinamentos.

Treinamentos no exterior
Os recursos da Lei Agnelo/Piva têm proporcionado intercâmbio internacional aos atletas e técnicos. Ao treinar nos centros mais desenvolvidos de sua respectiva modalidade, o atleta se desenvolve tecnicamente e adquire experiência internacional.

Qualificação de técnicos brasileiros
Com os recursos da Lei Agnelo/Piva e do Programa Solidariedade Olímpica o COB e as Confederações têm enviado técnicos brasileiros para capacitação em cursos no exterior. Mais tarde, esses técnicos, já qualificados, são contratados pelos próprios clubes.

Participação nas principais competições nacionais
A qualificação dos atletas das Seleções Olímpicas Permanentes pode ser medida nas principais competições nacionais. Os resultados obtidos pelos atletas das Seleções Brasileiras nessas competições ajudam os clubes na conquista de títulos e a solidificar e prospectar suas marcas a nível nacional. Nas categorias de base, as Olimpíadas Escolares auxiliam a formação dos atletas, muitos deles vinculados a clubes, e possibilitam a obtenção de bolsas de estudo por vários atletas, o que ocorre também com as Olimpíadas Universitárias.


Participação nas principais competições internacionais
Ao participar das principais competições do calendário internacional da modalidade, com passagens e hospedagem pagas pelo COB, o atleta se capacita tecnicamente e passa a conhecer melhor os principais adversários. A conquista de títulos internacionais e mundiais em várias modalidades nos dois últimos ciclos olímpicos, inclusive etapas de Copas do Mundo e medalhas pan-americanas e olímpicas, possibilita exposição internacional do atleta e qualifica os clubes na busca por patrocínios.

Programa Solidariedade Olímpica Internacional
Graças aos resultados técnicos que vem demonstrando no desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro, desde 1997 o COB vem sendo beneficiado pelo Programa Solidariedade Olímpica Internacional, um programa do Comitê Olímpico Internacional e da Organização Desportiva Pan-americana voltado para o desenvolvimento de modalidades esportivas no mundo todo. Ao aplicar esses recursos em jovens e promissores atletas, assim como em técnicos, o COB auxilia na formação dos mesmos e contribui para o trabalho de base das Confederações e dos próprios clubes.

Seguro-Saúde
Nos últimos cinco anos o Comitê Olímpico Brasileiro manteve contrato de patrocínio com a Golden Cross para cobertura de assistência médica aos atletas e equipes técnicas (cerca de 900 pessoas) que participaram dos Jogos Sul-americanos (2006), dos Jogos Pan-americanos (2003 e 2007) e dos Jogos Olímpicos (2004 e 2008). O COB está certo de que ao oferecer este benefício aos atletas está desonerando os clubes de possíveis despesas relativas à assistência médica dos atletas, inclusive cirurgias. No momento, o COB busca nova parceria para a assistência médica aos atletas".

Ainda em nota, o COB afirmou que "estimula que os clubes busquem recursos financeiros para manterem as atividades esportivas de competição, mas ressalta a necessidade de se buscar os caminhos adequados para isso, como, por exemplo, os recursos da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, uma reivindicação de vários anos da comunidade esportiva, liderada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, e que hoje é realidade. Exemplo disso são o Minas Tênis Clube e o Esporte Clube Pinheiros. Ambos conseguiram aprovação junto ao Ministério do Esporte para captação, em 2009, de mais de R$ 39,7 milhões, o que corresponde a uma verba infinitamente superior em relação ao que a maioria das Confederações Brasileiras Olímpicas alcança por ano com os recursos da Lei Agnelo/Piva. O Minas Tênis Clube tem aprovação do Ministério para captar R$ 23,7 milhões, enquanto o Esporte Clube Pinheiros teve aprovados projetos no valor de R$ 15,9 milhões. Há também Leis de Incentivos Fiscais a nível estadual e municipal que podem e devem ser trabalhadas pelos clubes. A Lei Agnelo/Piva é fundamental para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro. Mas ela não é suficiente, pois corresponde a apenas 1/3 das necessidades (diagnóstico apresentado pelo COB em 2000) e menos de 1/10 do investimento em esportes olímpicos de outros países, como Austrália, Grã Bretanha, Alemanha, China... Por fim, o COB está certo de que o Esporte não pode brigar com o Esporte, e afirma que continuará trabalhando com empenho e afinco pelo desenvolvimento do esporte brasileiro".]

Redação Sport Marketing