16 de jan de 2009

Rio 2016 assina protocolo de intenções

Os organizadores da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016 assinaram o protocolo de intenções para a constituição da Autoridade Pública Olímpica (APO), caso a cidade seja escolhida para receber o evento. O IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciará no dia 2 de outubro, durante assembléia da entidade em Copenhague, na Dinamarca, qual será a cidade sede entre Rio de Janeiro, Madrid, Chicago e Tóquio. O protocolo foi assinado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, e Eduardo Paes, prefeito da capital fluminense. A idéia é centralizar em um único órgão toda a coordenação de serviços públicos e a entrega da infraestrutura necessária à realização dos Jogos. Garantir a entrega do Parque Olímpico dentro do prazo e supervisionar projetos de regeneração urbana são algumas das funções da APO. A coordenação e o gerenciamento de todo o legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 também está a cargo do órgão, que deve seguir em atividade até o dia 31 de dezembro de 2020, com possibilidade de prorrogação. A APO, que pode ter orçamento próprio, deve intermediar qualquer demanda do Comitê Organizador que necessite de atuação de algum órgão ou entidade vinculada à administração pública. Até o dia 12 de fevereiro de 2009, o Ministério do Esporte deve criar um grupo de trabalho, formado por representantes dos três governos, com a finalidade de apresentar propostas sobre o funcionamento da APO em um prazo de 60 dias, a contar da publicação do ato de designação no Diário Oficial da União. O projeto olímpico brasileiro deseja constituir um Comitê Organizador (OCOG) constituído em partes iguais pelo governo federal, governo estadual, prefeitura e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A meta é aumentar o poder de decisão da administração pública. Desta forma, o COB poderia priorizar a preparação da delegação. Já as tarefas executivas relacionadas aos Jogos Olímpicos de 2016 seriam atribuição simultaneamente do OCOG e da APO. No organograma sugerido paro o evento, o comando cabe ao Conselho Olímpico, que congrega a APO, OCOG, o COB, o Comitê Paraolímpico Brasileiro, o governo federal, o governo do Estado e a prefeitura. Paralelamente, o Conselho se relaciona com a Presidência da República, o Comitê de Gestão Federal para o Rio 2016 e o Congresso Nacional. Além desses, há outras instâncias e órgãos complementares que integram a governança dos Jogos, como o setor privado e a sociedade civil.

Redação Sport Marketing