27 de out de 2008

Penske e Nascar perdem Kodak

A Kodak anunciou que não pretende renovar o contrato de patrocínio com a equipe Penske Racing, da IRL. A empresa, que passa por reformulações também pretende terminar com o patrocínio corporativo voltado aos esportes a motor, concluindo também o patrocínio de 22 anos que a empresa tem com a NASCAR. A pioneira americana em fotografia tem parceria com a NASCAR desde 1986, patrocinando carros e pilotos que ganharam a Daytona 500 quatro vezes como o carro de Ryan Newman este ano, Martin Esterlino (1994, 1995) e Ernie Irvan (1991). A Kodak está entre as empresas TOPs que não renovaram o contrato com o Movimento Olímpico, uma parceria histórica que data desde os Jogos Olímpics de 1928 (ler matéria arquivo Sport Marketing: Kodak retrata a evolução dos Jogos Olímpicos ...). Por outro lado, a empresa fechou, recentemente, acordo com o PGA, por acreditar que o golfe atualmente é o esporte que melhor se ajusta com as novas metas da empresa. A Kodak também pretende somar mais clientes estrangeiros, já que 60% das vendas estão fora dos Estados Unidos (ler matéria arquivo Sport Marketing: Kodak fecha com PGA).

Redação Sport Marketing

Nestlé patrocina 1ª Copa Amigos do Litoral

Patrocinado pela Nestlé e com o apoio da Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Esportes, terá início, em Santos, litoral de São Paulo, a 1ª Copa Amigos do Litoral. O lançamento do evento contará com a presença de Pelé. O torneio, que marca também o início de atividades do Campus Pelé - uma parceria entre Jabaquara AC, Litoral FC e Monte Alegre Futebol S/A -, reunirá 12 equipes formadas por atletas amadores da categoria Sub-13, moradores dos morros e Zona Noroeste.

Redação Sport Marketing

Escândalos e intervenções na Federação Polaca

A Agência Tributária da Polônia bloqueou a conta bancária da Federação Polaca de Futebol (PZPN). Os motivos alegados foram os atrasos no pagamento de impostos, a três dias das eleições no organismo, o conflito com FIFA e a atual entidade. A PZPN deve ao fisco cerca de 18,5 milhões de zloty (cerca de cinco milhões de euros), presumivelmente por dívidas relacionadas com os direitos televisivos por transmissão dos jogos. “Vamos protestar por isto” - assegurou o porta-voz federativo, Zbigniew Kosminski, ao jornal “Dziennik”. A Agência Tributária tomou esta posição a três dias das eleições na PZPN, nas quais será eleita a nova direção, depois da anterior ter sido destituída pelo governo ao nomear um administrador, uma decisão que supõe um confronto aberto com a FIFA. A decisão do executivo polaco, que teve repercussão na imprensa de todo o mundo, foi justificada pela luta contra a corrupção que atinge o futebol. A medida foi recusada pela FIFA, que ameaçou proibir a Polônia de disputar os jogos de qualificação para o Mundial da África do Sul, em 2010, se não voltasse atrás. O governo cedeu ao ultimato da FIFA, além de que estava em perigo o futuro Europeu de 2012, que em princípio, será organizado conjuntamente pela Polônia e Ucrânia. A justiça polaca mantém, há cerca de dois meses, uma guerra aberta contra a corrupção no futebol, que inclusivamente supõe que a liga polaca, a Ekstraklasa, cujo início estava previsto para finais de julho passado, só tivesse começado em agosto devido aos escândalos.

Redação Sport Marketing

Tabaco x Esporte - a solução da crise do marketing esportivo?

Será que a crise financeira mundial será a porta por onde as empresas de tabaco voltarão a patrocinar o esporte? Cigarros e esportes. Realmente, a combinação é bizarra, mas é fato que o tabaco foi o primeiro a apostar as fichas na modalidades esportivas e, já passa a ser visto como uma forma de 'salvar' alguns esportes e modalidades que se vêem prejudicadas pela quebra de bancos, instituições financeiras e empresas que começam a restringir os investimentos em marketing esportivo devido à crise. A história do envolvimento do tabaco com o esporte é antiga e, pode-se dizer, que o tabaco foi um dos primeiros a apostar as fichas no esporte e na imagem dos atletas em ações de publicidade, ajudando a desenvolver ações de marketing esportivo. Enquanto a imagem do esporte ganhava proporções mundiais, o tabaco se tornava um hábito definitivo dentro da cultura ocidental. A produção de cigarros se industrializava e fábricas apareciam nos Estados Unidos, Inglaterra e França, atingindo assim, uma produção de larga escala, barateando o produto. Continuando a rota de expansão, o cigarro conquistou novos adeptos em todas as áreas. Os Estados Unidos e a Inglaterra chegaram ao século XX com o domínio de 80% do mercado mundial de tabaco. Em 1903, a produção anual atingiu 3 bilhões de cigarros e 13 bilhões em 1912. O primeiro cigarro 'moderno' foi introduzido pela RJ Reynolds em 1913, com o nome de Camel. A indústria cinematográfica e os atores foram os primeiros a render-se ao charme do hábito de fumar e, conseqüentemente, a disseminar essa imagem em filmes e publicidade. Tanto é que a cidade do condado de Los Angeles, na Califórnia foi homenageada com uma marca de cigarros – Hollywood. O hábito virou charme. Não demorou muito e a publicidade começou a aliar o conceito vitorioso do esporte e dos atletas às marcas de cigarros, a fim de somar conceitos de valor aos produtos. A Texudo, marca de tabaco americana, teria sido uma das primeiras a se lançar no mercado usando atletas em anúncios. Entre as décadas de 30 e 70 a publicidade de tabaco viveu um auge. Os fabricantes de cigarro foram as primeiras indústrias a anunciar extensamente na televisão. Com a expansão do alcance da televisão o veículo se sedimentou como uma ferramenta de marketing, com anunciantes alinhando metas de publicidade na comprar espaços nas grades e programação das tvs. Nos anos 30, a indústria de tabaco passou a se utilizar o endosso de atletas olímpicos. O jogador de beisebol Joe DiMaggio estava em anúncios nos anos 30 e 40; em 1934, a Camel fez uma imensa publicidade com Irving Jaffee, três vezes campeão olímpico em Jogos de Inverno. No ano seguinte, Jack Shea, atleta olímpico de Jogos de Inverno também estaria as publicidades da marca, assim como o campeão de golfe Gene Sarazen. Na década de 40 a participação de atletas em ações de publicidade de cigarros ficou ainda mais intensa e as atletas mulheres passaram a ser mais exploradas como a nadadora Jeanne Wilson que também endossou cigarros Camel em 1948. Frank Gifford estava em publicidades nos anos 60, assim como Bob Cousy (basquete); Arnold Palmer (golfe) que fez publicidade da marca L&M. Em 1963, a indústria de tabaco adotou um "código de ética em publicidade" que proibiu uso de celebridades e atletas para promover o fumo; isto reduziu, mas não eliminou tais anúncios. Hoje, a maioria de atletas se recusa a permitir que as imagens estejam ligadas a promoções de produtos de tabaco. Assim como no início do século passou a ser comum a imagem de atletas em anúncios de publicidade de marcas de tabaco e bebidas, uma outra estratégia de marketing usando o esporte como ferramenta também ganhou força no mercado: figurinhas estilo cards colecionáveis com fotos e histórico de atletas e competições. Nos idos de 1870, as empresas de tabaco lançaram figurinhas colecionáveis em papel cartão que iam dentro dos maços de cigarros com temas diferenciados, entre eles fotos ou hologramas de jogadores de beisebol e pugilistas. A meta das figurinhas foi tentar impulsionar as vendas e desenvolver lealdade de marca entre os consumidores. Quando a indústria de tabaco começou a ser forçada a estar fora das rotas de TV, o que deixou livre um orçamento enorme de publicidade, as promoções se voltaram para nomear eventos esportivos como a Copa Winston (Nascar). O Circuito de Tênis Virgínia Slims recebeu o nome da marca de cigarros introduzida no mercado em 1968 pela empresa Philip Moris com o slogan “You’ve come a long way, baby”. Dando nome a eventos, a indústria de tabaco proveu a primeira grande ação de patrocínio esportivo bem sucedida. Com o início das leis contra propagandas de cigarros na televisão, o patrocínio esportivo passou a ser o centro das operações de marketing das empresas de tabaco. As companhias como Philip Morris puderam assim evitar a lei que impedia a indústria de tabaco a comprar comerciais de tv conseguindo visibilidade durante as transmissões dos eventos esportivos que patrocinavam. A FIFA e o COI desde 1980, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de futebol estão livres de patrocínio de tabaco. Por outro lado, o patrocínio de tabaco de esportes a motor permaneceu sendo um caminho de eficiente para as empresas alcançarem os públicos, entre eles os jovens. Assim, a indústria de tabaco e bebidas migraram os patrocínios para categorias a motor como F1, Fórmula Cart (Mundial), Indy Racing League, Nascar (Stock Car Americana), Motovelocidade, Motocross. Pilotos, equipes e circuitos são fortemente dependentes no apoio financeiro de patrocinadores. Os patrocinadores mais importantes da F1, ao longo dos últimos 20 anos, foram as companhias de tabaco e, em segundo lugar, instituições financeiras e bancos. Em 2001, por exemplo, os três patrocinadores de tabaco principais da F1 investiram US$753.5 milhões porque conhecem os benefícios do evento enquanto plataforma de publicidade. No Brasil, a Souza Cruz conquistou grandes espaços na mídia através do Hollywood Motocross no início da década de oitenta, inclusive importando pilotos como o campeão norte-americano Rodney Smith, mesmo tendo Nivanor di Bernardi, Paraibinha e Paraguaio, as grandes sensações brasileiras. Mais tarde, a Souza Cruz deu seqüência ao trabalho de base neste esporte e começou a fortalecer também o supercross. Produtos como Camel e Malboro (cigarros), Campari e Fosters (bebidas) ficaram conhecidos por patrocinarem especialmente o
automobilismo. A partir da década de 80, os países começaram a regulamentar e criar leis próprias com relação à publicidade tabagista em eventos, principalmente esportivos, baseadas em leis de saúde pública para reduzir o consumo e a morte pelo fumo. Desta forma, o patrocínio de tabaco em eventos esportivos, principalemente na F1, pelas companhias de tabaco ficou com os dias contados e foi extinta. Na Austrália, patrocínio de tabaco foi proibido em 1995. Agora, o governo australiano está explorando caminhos para permitir que as companhias de tabaco patrocinem o esporte de alto rendimento. De acordo com o Sydney Morning Herald, uma cláusula a qual permite que marcas de tabaco patrocinem corridas de cavalo e a motor, em New South Wales, foi inserida na legislação anti-tabaco nos últimos dois dias. A legislação irá permitir as companhias de tabaco em NSW a evitar a lei federal que não proíbe o patrocínio esportivo, mas, sim, a publicidade que promove associação da marca com um esporte. Segundo o diretor do Conselho de Câncer de NSW, Andrew Penman, caso aprovada, a cláusula criará uma brecha nas convenções internacionais de redução do marketing de tabaco e colocará a Austrália em curso de colisão com o Departamento Federal de Saúde. O que percebe-se é que, a partir da crise mundial, com a tendência das empresas limitarem os investimentos em marketing esportivo, existe uma tentativa de retomar a parceria com as indústrias de tabaco e bebidas, as quais, depois das proibições de publicidades mundiais, somam uma quantia considerável monetária para usar em ações de marketing! Será que a crise é o caminho de um retorno ao passado?

Deborah Ribeiro - Diretora Redação Sport Marketing

EBU assina com OSV

A European Broadcasting Union (EBU) - União de Radiodifusão européia e a Austrian Skiing Association (OSV) - Associação Austríaca de Esqui assinaram acordo de transmissão dos principais eventos de esqui da Europa. O negócio inclui o Four-Hills Tournament e vários eventos da Copa do Mundo na Áustria e as competições da Copa do Mundo em Kitzbuhel e Schladming. Os detalhes financeiros do contrato não foram reelados, mas sabe-se que a EBU adquiriu os direitos de mídia mundial para as próximas três temporadas. A EBU é detentora dos direitos de transmissão de vários eventos esportivos como Jogos Olímpicos de Verão, Inverno, Copa do Mundo de Futebol FIFA, Mundiais de Atletismo, Roland Garros etc.

Redação Sport Marketing

Etihad Airways fecha com Telstra Dome

A Etihad Airways, a linha aérea nacional dos Emirados Árabes Unidos, fechou novo patrocínio com o Telstra Dome, em Melbourne. O contrato, cujos valores não foram divulgados, terá a periodicidade de 5 anos e começa a vigorar a partir de 1 de março de 2009, quando o estádio passará a se chamar Etihad Stadium e data do início da temporada da Liga do Futebol Australiano (AFL). Além do naming rights, a Etihad Airways, baseada em Dhabi, também adquiriu os direitos de publicidade dentro e fora do estádio, como placas e outdoors. "Os patrocínios esportivos formam uma parte importante de estratégia de marketing internacional da Etihad. Fundamentando o sucesso dos investimentos em marketing esportivo como à Ferrari F1, Chelsea, Harlequins Rugby Football Club, All Ireland Senior Hurling Championships e Abu Dhabi Golf Championship e, agora com o Telstra Dome, esperamos fortalecer relacionamentos com a Austrália, particularmente Melbourne onde a Etihad Airways começa a voar em março de 2009. Por isso, a Austrália é imensamente importante e um mercado em crescimento para nossa empresa" - disse James Hogan, executivo da Etihad Airways.

Redação Sport Marketing