4 de set. de 2008

A invejável conta corrente de Federer

Nos Jogos Olímpicos de Beijing ele não conseguiu medalha nas competições do tênis em simples. Mas, o suíço Roger Federer conquistou o ouro olímpico no torneio de duplas, ao derrotar, ao lado de Stanislas Wawrinka os suecos Thomas Johansson e Simon Aspelin por parciais de 6/3, 6/4, 7/6 e 6/3. A medalha olímpica em duplas serviu para consagrar a carreira do tenista que permeneceu no top do ranking da ATP por 237 semanas sucessivas, perdendo o título de número 1 do mundo, apenas na semana passada, para o espanhol Rafael Nadal. Porém, é fato que, durante muito tempo, ninguém irá tirar Federer do topo do ranking dos tenistas com maior conta bancária. O suíço que nasceu em 8 de agosto de 1981, em Binningen, no cantão de Basiléia-Campo, registrou, até o ano passado, ganhos de mais de US$40 milhões, quase duas vezes o que ganhou Nadal, atual Príncipe de Astúrias, que somou estimados US$18 milhões. Federer ganhou US$9 milhões em prêmios em dinheiro em 2007 e registrou outros US$26 milhões em publicidade e patrocínios de empresas como Gillette, Mercedes-Benz e Wilson. A maior quantia ganha em patrocínio vem da Nike, que estendeu o contrato com Federer por mais 10 anos, o que, potencialmente, pode ser o maior acordo de patrocínio da história do tênis. Uma pergunta que não quer calar é: como Federer consegue acumular mais dinheiro do que muitos atletas que brilham em esportes bem mais populares como Derek Jeter, Peyton Manning e Dale Earnhardt, tendo em vista o fato de que nos últimos anos, segundo pesquisa da agência Nielson, o tênis no território americano, tem perdido audiência e interesse do público? Jeter, Manning e Earnhardt todos têm perfis de endosso dentro dos Estados Unidos, mas os esportes geram pouco interesse fora do país, limitando as oportunidades de patrocínio global. Federer, por outro lado, ganhou 55 torneios em na carreira em 17 países e é uma marca global. Além disso, o tenista fala com fluência três idiomas: inglês, francês e alemão. O fator demográfico também favorece os robustos endossos dos jogadores de tênis, como Federer, filho de Robbie, um suíço-alemão, e de Lynette, uma sul-africana. O público que consome o tênis é da classe A, B e tem verba para consumir novos produtos. Desde 2000, Federer namora com Miroslava - "Mirka" - Vavrinec, que conheceu nos Jogos Olímpicos de Sydney. Mirka é também a atual empresária do tenista basileense que venceu 12 grandes torneios (Grand Slams), dois a menos que Pete Sampras, que detém um recorde de 14 títulos (ler matérias arquivo Sport Marketing - 19.02.2008 - Federer, muito mais do que um troféu; 03.07.2008 - Federer é astro de nova propaganda Nike)

Redação Sport Marketing

Comitê Paraolímpico australiano desapontado

O Comitê Paraolímpico australiano declarou estar desapontado com o apoio que recebeu do setor corporativo. O chefe da delegação, Darren Peters, afirmou que tem sido difícil conseguir patrocínio corporativo. "Estou muito desapontado com as empresas que praticamente nos rejeitaram. Nenhum dos patrocinadores TOPs fecharam parceria conosco" - disse. No que parece, a dificuldade de fechar contratos de patrocínio para os esportes paraolímpicos não é provilégio do Brasil. Os Jogos Paraolímpicos de Beijing começam neste fim de semana, com a cerimônia de abertura acontecendo sábado à noite.

Redação Sport Marketing

Liga inglesa vive duelo de Titãs

No que tudo indica, o mercado europeu de futebol irá presenciar um verdadeiro duelo de Titãs nos próximos anos. De um lado, o russo bilionário dono do Chelsea, Roman Abramovich (ler matéria arquivo Sport Marketing - 29.02.2008 - Quem é Roman Abramovich? 12.03.2008 - Roman Abramovich vai fazer a limpa); e do outro, o também bilionário dono do Manchester City, o xeique árabe Sulaiman Al Fahim. Nas últimas 48 horas, o cenário do futebol presenciou o início das transformações pelas quais, o mundo da bola irá passar daqui prá frente. Nos últimos cinco anos, o Chelsea tinha capital, em geral, para comprar os jogadores que desejassem. O grande plano deste ano era Robinho e, em 2009, o brasileiro Kaka, do Milan. Mas, de repente, um time considerado durante muitos anos como 'azarão', Manchester City, entrou forte no mercado, contando com os petrodólares do árabe patrão da Abu Dhabi United – empresa que comprou o Manchester City por 244 milhões de euros. Al Fahim, 31 anos, enriqueceu por meio da empresa de construção civil Hydra Properties, construtora de vários complexos hoteleiros de luxo. É dono de uma fortuna dez vezes superior aos 16 mil milhões de euros do patrimônio do magnata russo Roman Abramovich que adquiriu o Chelsea em 2003. Além de ter muito dinheiro, a rede de contatos de Al Fahim também é grande e conta com relações com figuras importantes como a família real de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), especialmente ao xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, principal investidor do grupo que adquiriu o Manchester City. Sulaiman Al Fahim, que também tem um programa de tv, o Hydra Executives, é o 16º homem mais poderoso do mundo árabe e tem um ego do tamanho da fortuna que adquiriu - sempre está em Hollywood e adora ser fotografado ao lado das estrelas do cinema. Não há como negar o tino comercial de Al Fahim. A compra do clube inglês está atraindo publicidade mundial para os Emirados Árabes e promete aumentar ainda mais, já que a Liga Principal de Futebol da Inglaterra inglesa é a competição nacional mais assistida do mundo. Um jogo, em média atrai uma audiência, ao vivo, de quase 80 milhões de espectadores de mais de 200 países; os jogos principais atraem muito mais. Porém, a propriedade de um clube do futebol inglês pode ser um negócio de risco devido aos altos salários dos honorários de transferência de jogadores, o que significa que os investidores não devem esperar um retorno grande do investimento, uma lição que o bilionário russo, Abramovich já aprendeu. O Chelsea mudou sutilmente o estilo de atuar no mercado 2003 prá cá e os gastos extravagantes na compra de jogadores parece ter diminuído. O negócio fechado com o Manchester City é apenas o mais recente entre as companhias UAE e times do futebol inglês. As linhas aéreas dos emirados já tem o nome nas camisas e estádio do Arsenal, a Etihad patrocina o Chelsea e, recentemente, o Dubai International Capital tentou comprar o Liverpool. O que percebe-se é que depois de passar por sérios problemas, como estádios ruins, a ação dos hooligans, o futebol inglês se reergueu, a ponto de atrair investimentos de árabes, americanos (Tom Hicks e George Gillett Jr - Liverpool), russos (Roman Abramovich - Chelsea) e, quem sabe, futuramente chineses. O reflexo da compra do jogador Robinho pelo Manchester City, superando a proposta feita pelo Chelsea, além de estremecer o mercado, também agitou as casas de aposta européias. Agora, o Manchester City está entre os favoritos, ficando atrás apenas dos quatro gigantes da Terra da Rainha (Arsenal, Manchester United, Chelsea e Liverpool). No site “bet and win”, por exemplo, Manchester United e Chelsea estão na cotação de 1,01 por 1. Liverpool e Arsenal vem logo atrás com 1,20/1. O Manchester City aparece em quinto lugar, pagando cinco euros para cada um apostado.

Redação Sport Marketing