26 de ago. de 2008

Kodak retrata a evolução dos Jogos Olímpicos desde 1896

Os Jogos Olímpicos de Beijing terminaram e as empresas patrocinadoras do maior evento esportivo do planeta já se preparam para um novo ciclo olímpico que começa a partir de 2009. Vem aí a geração TOP VII (ler matéria arquivo Sport Marketing - Coluna Olímpica 2 - Vem aí a geração TOP VII; Beijing, marca a história do marketing olímpico), o programa de marketing do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI). O TOP VI era composto por Coca-Cola, McDonald´s, Kodak, Samsung, Panasonic, Manulife, GE, Lenovo, Atos Origin, Johnson&Johnson, Omega e Visa (ler matérias arquivo Sport Marketing - Coca-Cola fecha com ouro campanha olímpica; Coca-Cola faz mega exposição olímpica; Coca-Cola sai na frente mais uma vez; McDonald’s lança cardápio comemorativo aos Jogos; “Jogos Olímpicos, Tô Dentro!” - um sucesso McDonald’s; McDonald´s é combustível de medalhista; Depois do ouro, Cielo pensa em McDonald´s e em devorar títulos; Samsung lança celular ecológico em Beijing; Samsung aguarda estréia de Scheidt; Panasonic lança campanha HDTV nos Jogos Olímpicos; BBB - Big Brother Beijing Panasonic; GE esbanja tecnologia e números nos Jogos de Beijing; Lenovo realiza ações filantrópicas olímpicas; Lenovo lança lap top olímpico; Atos Origin faz último teste em Beijing; Atos Origin fecha contrato com IPC; Johnson & Johnson lança campanha “Momentos que valem ouro”; Pavilhão Johnson & Johnson encanta visitantes de Beijing; O centésimo de glória da Omega em Beijing; Omega lança edição limitada de relógios olímpicos; Omega inaugura pavilhão em Beijing; Omega reúne em Beijing a nata da história da natação; Omega lança edição limitada de relógios olímpicos; Omega inaugura pavilhão em Beijing; Patrocinadores pressionam COI contra policiamento excessivo; Visa patrocina festa nas ruas de Londres com Michael Phelps; VISA inova para os Jogos de Londres 2012). Entre as doze empresas ligadas ao COI, GE, Johnson&Johnson e Lenovo debutaram em Beijing. Já Coca-Cola, Omega e Kodak seguiram figurando como as mais antigas empresas ligadas aos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Algumas empresas já renovaram contrato e já garantiram a marca na geração TOP VII. A Coca-Cola patrocina os Jogos desde 1928, por exemplo, já renovou contrato até 2020 (ler matérias arquivo Sport Marketing - Coca-Cola fecha com ouro campanha olímpica; Cerimônias olímpicas aumentam custos em publicidade;Especial: Ninho de Pássaro tem projeto de marketing definido). Além da Coca-Cola, mais seis empresas renovaram contrato até os Jogos de Londres 2012: McDonald´s, Atos Origin, Omega, Samsung, Panasonic e Visa. A Manulife, empresa na categoria de seguros, entretanto, até o momento ainda não se manifestou. A Johnson&Johnson está em negociação. Já Lenovo e Kodak já anunciaram que não seguem com o Movimento Olímpico. A saída da Lenovo era esperada. A empresa, única e primeira representante de uma marca chinesa da história do marketing olímpico a fazer parte do roll dos patrocinadores TOPs tinha estratégia bem definida e focada, especificamente, nos Jogos da China. Para a empresa, o retorno alcançado com o patrocínio mundial do último quadriênio, no qual a empresa também patrocinou o Revezamento da Chama e foi responsável pela criação tecnológica da Tocha Olímpica, supriu os objetivos (ler matérias arquivo Sport Marketing - Coluna Olímpica 4 - Revezamento da Tocha Olímpica; Revezamento da Tocha com 1 minuto de silêncio; Tocha passa ilesa por Macau; Réplica da Tocha à venda em Beijing; Nuzman carregará a Tocha de Beijing; Revezamento da Tocha Olímpica dos Jogos de Beijing tem data de retorno; Tocha Olímpica passa sábado por Lhasa capital do Tibet; Chama em Tóquio; Coluna Olímpica 6: Chama da discórdia; Chama Olímpica dorme na Acrópole e tira o sono de jornalistas; Jade Barbosa não conduzirá mais a Tocha Olímpica; Lenovo segue leilão mundial; Templo budista fecha as portas à Tocha de Beijing; Pesquisa mostra nível de interesse nos Jogos). A grande 'surpresa' entre as empresas que decidiram não renovar o patrocínio olímpico ficou por conta da Kodak que encerra uma parceria que já perdura desde 1896, quando foi realizada em Atenas, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros (selo COB Cultural), escrito em parceria com o chefe da delegação brasileira e diretor do COB, Marcus Vinicius Freire, relata que a Kodak contribuiu para a renda dos Jogos de Atenas 1896, ao colocar um anúncio no programa oficial dos Jogos e no livro oficial dos resultados olímpicos comprando uma página de publicidade. Entre os motivos alegados pela Kodak para deixar o patrocínio olímpico está uma mudança nos planos de marketing da empresa fundada por George Eastman, a qual em 1900 lançou a primeira máquina fotográfica portátil e de baixo custo do mundo: a Brownie. A Kodak tem sofrido um profundo processo de reestruturação nos últimos anos. O avanço de novas tecnologias conduziu a uma transição do antigo modelo de negócio baseado em máquinas, filmes e revelações fotográficas para uma nova configuração centrada em tecnologia digital e equipamentos gráficos. A nova configuração do mercado forçou a empresa a se reposicionar, mudar o foco dos negócios. Para cumprir a meta de fazer com que os novos lançamentos fossem bem-sucedidos e tornar a empresa líder global na área de câmeras digitais e impressoras, a Kodak promoveu uma drástica redução de custos, mudou o sistema de distribuição de produtos, vendeu divisões inteiras, como a área de produtos e equipamentos para diagnósticos médicos, fechou fábricas, demitiu mais de 20 mil funcionários e, recentemente, realizou novas mudanças, uma vez que a liderança no ramo de máquinas fotográficas digitais não trouxe o retorno esperado. A Kodak passou a focar o modelo de negócios em máquinas mais caras e em um novo segmento de impressoras. Investiu cerca de US$2 bilhões na compra de uma dezena de empresas ligadas às áreas de imagem digital e impressão gráfica. A péssima fase que acumulou um prejuízo anual da ordem de US$1 bilhão e uma dívida de US$3,5 bilhões nos últimos anos forçou. Apesar dos prejuízos terem sido reduzidos à metade em 2006, no ano passado, ainda estavam na alarmante marca de 600 milhões de dólares. Esses fatores influenciaram na decisão da Kodak em repensar a continuidade com o patrocínio olímpico que nas primeiras edições dos Jogos Olímpicos, foi fundamental, principalmente para a mídia. Atualmente, os Jogos serviram para a empresa desenvolver e apresentar novos produtos, como tecnologias inovadoras de processamento de imagens digitais voltadas para a saúde. Mas, a Kodak como patrocinadora da categoria processamento de imagens nos Jogos Olímpicos, sempre teve funções vitais no evento. O trabalho da Kodak começa no credeciamento de todas as pessoas envolvidas nos Jogos: atletas, dirigentes, convidados, chefes de países, voluntários, patrocinadores, membros do comitê organizador, membros do COI, autoridades, técnicos, empresas de manutenção...Nos Jogos Olímpicos de Beijing, por exemplo, a Kodak produziu mais de 1.2 milhões de distintivos de segurança e credenciais, além de prover equipamentos, materiais e suporte técnico. No processo de credenciamento, a Kodak utilizou câmeras EasyShare Z812 digital, scanner Kodak i620 e impressoras Kodak ML500 ou Kodak 9810. No IBC - International Broadcast Center - Centro Internacional de Transmissão, onde ficaram os estúdios de tvs e a central de transmissão de imagens dos Jogos e no MPC - Main Press Center - Centro Principal de Mídia, onde a imprensa escrita mundial se reuniu para cobrir os Jogos, a presença da Kodak sempre foi importante na missão de ajudar diretamente a mídia. A Kodak foi a idealizadora da montagem de um centro especializado em imagens nos MPCs durante os Jogos - o Kodak Image Center. Em Beijing, o centro prestou serviços para mais de 1.500 fotógrafos profissionais e agências de notícias, oferecendo produtos fotográficos tradicionais, digitais, serviços. Estima-se que mais de seis milhões de imagens foram digitalizadas no Kodak Image Center durante o evento, isso sem contar os Jogos Paraolímpicos. Várias tecnologias de impressão digital foram empregadas no Kodak Image Center, como a Kodak NEXPRESS. Graças a todo esse know how adquirido com a experiência olímpica ao longo de aproximadamente um século de parceria, em Beijing, a Kodak produziu cartões postais, cartazes, impressões, fotografias das cerimônias de abertura, encerramento e outros artigos de imagem para o COI, CONs - Comitês Olímpicos Nacionais e patrocinadores dos Jogos. Na área de saúde, o papel da Kodak também tem sido excepcional durante os Jogos. Por meio da Carestream Health, Inc., um braço da Kodak Health Imaging Group, a empresa forneceu serviços de processamento de imagens e tecnologia de radiologia médica, a fim de ajudar nos diagnóticos dos atletas. Graças à tecnologia desenvolvida, radiologistas capturaram imagens digitais em segundos, além de serem capazes de distribuir as imagens e informações, eletronicamente, para alguns dos 20 hospitais de Beijing, responsáveis em prover serviços de suporte médico aos Jogos Olímpicos. O equipamento Kodak nas Policlínicas montadas nas Vilas Olímpicas agilizaram processos, habilitando um tratamento mais rápido aos atletas. Após os Jogos Olímpicos, os equipamentos Kodak foram doados e permanecerão em Beijing. No Parque Olímpico de Beijing, local reservado para os patrocinadores TOPs realizarem as ações de marketing e montarem pavilhões de exposição de produtos e serviços, a companhia instalou o Kodak Experience, um pavilhão de demonstração de produtos e serviços digitais inovadores e ajudou o público a compartilhar as lembranças dos Jogos com amigos e familiares no mundo inteiro. Além do Kodak Experience, a empresa também instalou quiosques de serviços no Parque Olímpico e nas Vilas Olímpicas. A Kodak despede-se do Movimento Olímpico, mas não do esporte. A empresa recentemente fechou acordo com o golfe (ler matéria arquivo Sport Marketing - Kodak fecha com PGA). Nos Jogos Olímpicos nenhuma empresa até o momento demonstrou interesse em ocupar o lugar da Kodak, porém, na história dos Jogos de Tóquio, a Nikon, fundada em 1917, teve a primeira grande participação no cenário Olímpico quando empresa instalou uma loja que também oferecia serviços de consertos e reparos, próxima ao Estádio Olímpico para ajudar os representantes da mídia internacional de todo o mundo. Nos Jogos de Moscou 1980, a empresa japonesa voltou a operar junto ao Movimento como fornecedora oficial dos Jogos na categoria câmeras e serviços. Fixou no Centro de Imprensa um stand de consertos de todos os tipos de máquinas fotográficas e de aluguel de máquinas e equipamentos Nikon para os profissionais de imprensa credenciados. Na categoria filmes e equipamentos de processamento de revelação, a empresa oficial foi a Kodak. Entre os novos interessados está a empresa russa Gazprom, um grupo no ramo de energia. Especula-se nos bastidores de Lausanne que o COI esteve em reunião na Rússia, com representantes da estatal russa que estaria interessada em se tornar TOP. A preocupação por parte do COI é com relação ao fato que a Rússia ganhou o direito de hospedar os Jogos de 2014 que serão realizados em Sochi. A inclusão de uma estatal russa na próxima geração TOP possa levantar questões éticas.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing

Ticketmaster fecha com a CBF

Depois dos escândalos envolvendo a empresa BWA, responsável pela confeccção de ingressos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolveu mudar. Saiu a BWA e entrou a Ticketmaster, do grupo Accioly, empresa que foi responsável pela venda dos ingressos dos Jogos Pan-americanos Rio 2007."É um processo que temos feito de conhecer as empresas. Já trabalhamos com a BWA e agora vamos trabalhar com a Ticketmaster" - afirmou o diretor Virgílio Elísio. O valores da negociação e os detalhes do novo contrato não foram revelados.

Redação Sport Marketing

Estrelas agendadas no David Letterman

O apresentador de tv David Letterman já está com a agenda de atletas olímpicos medalhistas marcada. A ginasta Shawn Johnson foi ao programa nesta segunda-feira. O vencedor do decatlo
Bryan Clay é o astro desta terça-feira. A dupla de vôleibol de praia Misty May-Treanor e Kerri Walsh serão as convidadas da quarta-feira. Até agora, a produção do programa ainda não conseguiu agendar uma entrevista com a grande vedete dos Jogos Michael Phelps. Ao contrário do que acontece no Brasil, os Estados Unidos costuma reverenciar os ídolos e heróis olímpicos. David Letterman é um apaixonado por esportes e, inclusive tem uma equipe na Nascar.

Redação Sport Marketing

Jogos de Beijing batem recordes de audiência olímpica na NBC

A NBC Universal, rede de tv americana, detentora dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos com exclusividade para os Estados Unidos, recebeu a esperada medalha de ouro! A transmissão do mega evento da vigésima nona edição olímpica atraiu mais de 211 milhões de espectadores nos 16 dias, eclipsando os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, que até Beijing, foram os eventos mais assistidos da história da televisão dos Estados Unidos. De acordo com a agência de pesquisa Nielsen, os Jogos de Atlanta somaram 209 milhões de espectadores e, agora, são o segundo a maior evento de TV visualizado na história, seguido pelos Jogos de Inverno de 1994, em Lillehammer com 204 milhões de espectadores e, em quarto lugar, os Jogos de Atenas 2004 que atraíram 203 milhões de espectadores.

Redação Sport Marketing