15 de ago. de 2008

Especial: Ninho de Pássaro tem projeto de marketing definido

O Estádio Nacional, carinhosamente conhecido como 'Ninho de Pássaro', uma das arenas mais espetaculares construída exclusivamente para os Jogos Olímpicos de Beijing, já tem um programa de marketing desenvolvido pronto para eclodiar, assim que a China se despedir do mega evento esportivo. O programa de marketing da arena contempla direitos de naming right por 30 anos e direitos para cerca de 10 parcerias específicas que garantirão o funcionamento dentro da arena como: refrigerantes, tecnologia, comidas etc... Depois dos Jogos Olímpicos, o 'Ninho de Pássaro' terá a capacidade reduzida para 80 mil lugares. O Estádio será a casa do Beijing Guoan Football Club. "Para manter a arena viva, estamos conversando com outros times para realizar jogos exibição e agendar shows de música. Nossa meta é ter um total de 60 jogos por ano" - disse rapidamente, em entrevista, Henry Zhang, gerente do Ninho, que acrescentou afirmando que, futuramente, a arena também terá um museu, centro comercial, hotel e camarotes VIPs. O 'Ninho de Pássaro' é uma propriedade privada pública. Um consórcio guiado pelo Citic Group, um conglomerado chinês, possui 42% do Ninho de Pássaro e os direitos para operação por 30 anos, o resto é posse do governo chinês, que, inclusive, participará da escolha e aprovação da futura empresa que batizar a arena, cuja construção foi estimada em, aproximadamente, US$500 milhões e que é, atualmente, a mais desejada e valiosa do mundo, levando-se em conta que a China, tornou-se o mercado de desejo de várias marcas, principalmente brands da indústria do esporte. Apesar do sucesso de marketing do programa local dos Jogos Olímpicos de Beijing, o marketing esportivo ainda é uma novidade na China. O governo comunista sempre administrou e possuiu a maioria das instalações esportivas. Mas, a abertura do mercado chinês está proporcionando que novas práticas de mercado comecem a ser implantadas, inclusive no sport business. A prática de naming rights, por exemplo, tão desenvolvida na Europa e América, ainda é desconhecida na China. Por isso, a idéia passou, inclusive, por uma pesquisa de aceitação pública desenvolvida pela agência Nielsen. A pesquisa, mencionada em matéria do Wall Street Journal, apontou que 70% das pessoas em cinco grandes cidades da China aceitaram a idéia de ter o nome de uma empresa batizando as grandes vedetes entre todoas as arenas olímpicas, o 'Ninho de Pássaro' e o 'Cubo D'água'. O gerente da instalação olímpica, Henry Zhang, disse que a pesquisa da Nielsen também mostrou que 84% das pessoas entrevistadas têm interesse em visitar o 'Ninho de Pássaro' depois dos Jogos. Henry Zhang também afirmou que sempre esteve nos planos para o Estádio a venda do nome da arena. Com essa meta, os patrocinadores mundiais e locais dos Jogos estão sendo os primeiros consultados. Entre eles está a Lenovo, afinal, o desing da pira olímpica do Estádio Nacional, eterniza a Tocha Olímpica dos Jogos, criação e desenvolvimento tecnológico da única empresa chinesa entre os patrocinadores mundiais do IOC - International Olympic Committee, a qual também foi patrocinadora do Revezamento Mundial da Chama Olímpica (ler matéria arquivo Sport Marketing - Li Ning - príncipe dos ginastas e rei do marketing olímpico chinês). Por ser uma empresa chinesa, a Lenovo é um nome forte, inclusive, em termos de aceitação entre os chineses e o governo. Além da Lenovo, outra forte concorrente a dar nome ao 'Ninho de Pássaro' seria a Li Ning, companhia chinesa de materiais esportivos, que recebe o nome do atleta que é idolatrado pela população e que já é um sucesso de consumo no mercado interno, com metas de crescimento também no exterior. Outro patrocinador que pode bancar essa empreitada é a Ltd. AG e Cia, responsável pela construção da arena. Em termos de tradição em nomear arenas, a Coca-Cola tem know how e interesse no mercado chinês de bebidas, tornado a maior fabricante de refrigerantes e bebidas do mundo, numa forte candidata. Mas, o 'Ninho de Pássaro' cairia como uma luva para a Nestlé, cuja logomarca remete ao apelido que o Estádio Olímpico ganhou pelo design. Enquanto o mercado se movimenta, especula-se que o anúncio do nome da empresa que batizará o 'Ninho de Pássaro' será divulgado já nos próximos meses. Uma coisa o mundo tem que admitir, os chineses não perdem tempo e não investiram nos Jogos Olímpicos para, depois, perder dinheiro. Além disso, depois dos Jogos, a China terá pela frente o maior desafio, manter vivas as arenas que construiu e fazer com que sejam sinônimo de lucros dignos de medalhas!

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008

Grupo Alpargatas divulga lucro do primeiro semestre

A fabricante de calçados São Paulo Alpargatas S.A divulgou lucro líquido de R$ 51,8 milhões no primeiro semestre de 2008. O resultado é 26,1% menor do que o obtido no mesmo período do ano passado. O resultado negativo foi registrado apesar do bom desempenho nas vendas da empresa: a receita bruta das vendas chegou a R$ 825 milhões no período, contra R$ 705,5 milhões observados há um ano. Nos primeiros seis meses do ano, a Alpargatas, dona de marcas como Havaianas, Rainha, Topper, Mizuno e Timberland, vendeu 97,1 milhões de pares de calçados. Enquanto no Brasil as vendas subiram 10%, a expansão foi de 93% no mercado externo.Um dos destaques do balanço financeiro da companhia nos primeiros seis meses do ano foi o desempenho da subsidiárias dos EUA: o volume de vendas cresceu 198% e a receita aumentou 400%.

Redação Sport Marketing

Handebol de Guarulhos fecha patrocínio

As empresas Areião Vitória e 3D Cartuchos resolveram apostar em amrkeitng esportivo. Ambas vão patrocinar as equipes de handebol do ASA/Esporte Guarulhos masculinas e femininas. Os detalhes da negociação não foram revelados, mas o acordo dará aos patrocinadores direito de estampar as logomarcas nos uniformes dos times das categorias juvenil, júnior e sub-21. Cada equipe passou a ter novos uniformes de jogo e de passeio, além de agasalhos. “As empresas são de Guarulhos e estão investindo no esporte da própria cidade, o que é muito bom. Em nome das equipes de handebol de Guarulhos, agradeço” - disse a técnica Láusida Góes. As equipes de handebol do ASA/Esporte Guarulhos foram campeãs nos Jogos Regionais deste ano, no masculino e no feminino.

Redação Sport Marketing

Samsung lança celular ecológico em Beijing

Uma das sensações entre os lançamentos do pavilhão da Samsung em Beijing é um novo modelo de aparelho celular ecologicamente correto. Trata-se do Samsung E200 Eco, em formato barra, com design fino e compacto. Com 9,9 milímetros de espessura, o Samsung E200 Eco é um relançamento do modelo Samsung E200, desenvolvido com materiais ecológicos. A estrutura é toda de bioplástico feito a partir de plantas naturais, entre elas, o milho. A Samsung, patrocinadora do programa de marketing mundial do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI), irá ampliar a aplicação do bioplástico com intuito de reduzir as emissões de carbono e o consumo de combustível durante o processo de fabricação. Uma tonelada de bioplástico utilizado no Samsung E200 Eco é capaz de reduzir em até 2,16 toneladas de CO2, em comparação com o uso do policarbonato (plástico comum), produzido a partir do petróleo. “Estamos comprometidos a ser uma empresa responsável ambiental e socialmente, uma empresa cidadã” - afirmou Geesung Choi, Presidente de Telecomunicações da Samsung. “Nós nos esforçamos para produzir tantos produtos verdes quanto for possível e de maneira pró ativa para expandir de maneira efetiva um sistema de reciclagem de aparelhos” - completou. Além disso, o aparelho vem embalado em uma caixa de papel reciclado e estará disponível no mercado europeu a partir de setembro. Outros dois aparelhos ecologicamente corretos foram lançados em junho desse ano. Trata-se dos aparelhos Samsung W510 e F268.O Samsung W510 é o primeiro aparelho celular desenvolvido com o bioplástico feito a partir do milho. Na produção desse modelo a empresa não utilizou nenhum metal pesado como chumbo, mercúrio e cádmio, na fabricação do modelo.Já o Samsung F268 é o primeiro aparelho feitos sem PVC ou BFRs (retardantes de chamas à base de bromo), compostos químicos que são utilizados nos aparelhos convencionais. O modelo também dispõe de um alarme no carregador que avisa o usuário quando a carga estiver completa.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Terra faz ações de divulgação olímpica

O portal Terra, detentor dos direitos dos Jogos Olímpicos de Beijing on-line na América Latina, (ler matéria arquivo Sport Marketing) está agitando pontos estratégicos de São Paulo, Rio de Janeiro,Porto Alegre e Brasília com promotores 'atletas' de cinco modalidades esportivas diferentes que vestem uniformes com a marca do portal. A ação de marketing tem como meta divulgar o conteúdo disponível na web. Além da ação nas ruas, a divulgação da cobertura olímpica do Terra também está sendo feita por meio de cartões postais e mídias de banheiro.

Redação Sport Marketing

Cerimônias olímpicas aumentam custos em publicidade

Os custos em publicidade nas cerimônias de abertura e encerramento do Jogos Olímpicos aumentaram cerca de 40% nos últimos dez anos. De acordo com a agência de medição Nielsen Media Research, o custo médio de 30 segundos de publicidade atingiu, em 2006, os 350 mil dólares (cerca de 235 mil euros). Durante as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, 30 segundos de publicidade custaram 250 mil dólares (cerca de 168 mil euros). Dez anos mais tarde, nos Jogos de Inverno de Torino, este valor disparou para 350 mil dólares (cerca de 235 mil euros). No entanto, o tempo de publicidade durante a Cerimônia de abertura de Beijing a publicidade totalizou 35 minutos. Recentemente, a mesma agência realizou uma pesquisa sobre os índices de audiência nas provas de natação (ler matéria arquivo Sport Marketing - Fenômeno Michael Phelps eleva índices de audiência).

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Topper lança linha Sócrates

A Topper vai lançar uma coleção exclusiva em homenagem a um dos maiores craques do futebol brasileiro. Inspirada na seleção de 82, a marca de materiais esportivos desenvolveu a coleção Tooper 1982, que conta com a linha Sócrates. A nova linha é composta por uma réplica da chuteira do jogador, uma bolsa e camisas. A linha Sócrates também tem uma versão feminina.

Redação Sport Marketing

O fantasma dos espaços vazios

Um fantasma está assombrando os Jogos Olímpicos de Beijing.
O fantasma dos espaços vazios. O BOCOG - Beijing Organizing Committe Olympic Games - Comitê Olímpico Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing, jura, por Confúcio, que todos os ingressos foram vendidos e sugere que as cadeiras vazias pertencem aos patrocinadores. Já o departamento de hospitalidade corporativa dos Jogos, se defende e afirma que a massa de cadeiras vazias não pode ser atribuída à ausência dos convidados dos patrocinadores. "Os patrocinadores sempre fazem bom uso dos ingressos, independente do fato de serem patrocinadores internacionais ou domésticos" - disse Wayne Eldevik, responsável pela Maritz Inc.'s unidade de serviços da SME Olympic, que opera o programa de hospitalidade junto ao Bank of China, um dos maiores patrocinadores locais do BOCOG. "Nos últimos dois anos, foi desenvolvido um sistema chave para ter certeza que os ingressos do Bank of China seriam eficazmente distribuídos" - adicionou disse Eldevik, que há muito tempo é coordenador de hospitalidade olímpica. "Realmente existem muitas cadeiras vazias. Certamente, muito mais do que pode ser explicado. O que pode estar acontecendo é o 'famoso' jeito chinês de divulgar as coisas por aqui. Era evidente que Beijing não assumirá nunca que, em várias datas, a venda de ingressos não foi satisfatória" - desbafou o coordenador. Outra frustração com relação aos ingressos em Beijing é que, apesar das cadeiras vazias, os turistas e os consumidores não conseguem comprar ingressos para as competições por via legal, ou seja, pela organização do evento. A saída é comprar de cambistas, no mercado negro, por serviços on-line ou anúncios secretos nos jornais. Já o BOCOG tem procurado cobrir a vergonha preenchendo os espaços vagos com voluntários que estão formando torcidas organizadas. Levando-se em conta que as informações sobre as vendas de ingressos passavam pelo crivo e aprovação do governo chinês ou partiam de veículos estatais, é bem provável que os números até hoje divulgados não sejam verdadeiros, afinal, a China tem sido mestre em piratarias e em 'produzir' mentirinhas olímpicas (ler matéria arquivo Sport Marketing - Cerimônia de abertura 'pirata' em Beijing).

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Li Ning pega carona em escândalo espanhol

Uma das estratégias de marketing da marca chinesa de materiais esportivos Li Ning nos Jogos Olímpicos foi o patrocínio de algumas delegações como a sueca e espanhola (ler matérias arquivo Sport Marketing - Li Ning - príncipe dos ginastas e rei do marketing olímpico chinês). Apontada por muitos como campeã em marketing de emboscada dos Jogos Olímpicos de Beijing, a marca que recebe o nome do ginasta que acendeu a pira olímpica dos Jogos, está novamente envolvida em mais uma situação delicada, mesmo que, desta vez, involuntariamente. A equipe olímpica de basquete da Espanha, antes dos Jogos, posou para uma fotografia, na qual todos da seleção aparecem usando uniformes Li Ning e puxando os cantos dos olhos, numa alusão ao formato dos olhos dos anfitriões olímpicos. Na época, a foto foi publicada em página inteira pelo popular jornal espanhol Marca. Organizações de chineses, principalmente nos EUA e no Canadá, disseram-se ofendidas. A Europa também criticou. "A fotografia abala a já combalida reputação da Espanha em questões raciais" - escreveu o "Daily Telegraph", de Londres. Já o "El Mundo", de Madri, afirmou que os ataques são dirigidos pelos EUA para minar a candidatura da capital espanhola aos Jogos de 2016, já que Chicago é uma das adversárias. O anúncio, entretanto, não foi solicitado pela marca chinesa, mas sim pela Seur, empresa de entregas expressas e
logística, patrocinadora da Federação Espanhola de Basquete. O fato é que, como, recentemente, a Espanha sido protagonista de escândalos raciais no esporte (futebol, F1), Comitê Organizador da candidatura de Madrid para os Jogos Olímpicos de 2016, teme que a fotografia possa não ser bem vista pelo IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI), o qual classificou as fotos de "inapropriadas", e que abra prescedentes para interpretações de preconceito racial. A marca chinesa Li Ning, entretanto, até o momento, não se queixou da foto, nem tão pouco o BOCOG - Beijing Organizing Committee Olympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing e nem o governo chinês. Mas, o assunto está se inflamando na China e entre os nacionalistas radicais chineses. Um site popular chinês questionou quanto tempo a marca Li Ning seguirá patrocinando a Espanha e, principalmente, a seleção de basquete. A resposta mais lógica é que, caso o escândalo não tome proporções olímpicas, a parceria da Li Ning com a Espanha irá durar, ao menos até os Jogos Olímpicos de Londres, quando o evento retorna à Europa, onde a marca chinesa pretende expandir as vendas e popularizar os produtos. A Espanha é a porta de entrada, por onde a Li Ning dará início à incursão no mercado europeu e, consequentemente, à uma batalha frontal com Nike e Adidas, desta vez, em território inimigo. Retirar o patrocínio da Espanha pode manchar a reputação da Li Ning na Espanha e, possivelmente, na Europa. Se por um lado, a confusão envolvendo a Li Ning e a delegação patrocinada pela marca irrita os chineses nacionalistas, onde a marca já bateu a Nike e Adidas em marketing e vendas (ler matéria arquivo Sport Marketing - Especial: Li Ning, a marca que venceu Nike e Adidas), por outro lado, a Li Ning pega carona na mídia espanhola e se divulga com humor. A permanência do patrocínio irá mostrar uma imagem simpática do chinês Li Ning, um homem de negócios de 45 anos, ex-atleta e que, portanto, abraça qualquer bandeira, principalmente a do ex-presidente do COI, o espanhol Juan Antônio Samaranch, o grande nome do sport business local. A Li Ning assinou o contrato com o Comitê Olímpico da Espanha em 2002. O negócio foi renovado em 6 de agosto, dois dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos de Beijing e tem duração até os Jogos de Londres 2012. Portanto, é mais do que óbvio que a marca faça de conta que não percebeu a foto jocosa e siga o caminho rumo ao pódio de 2012.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008

Mizuno amarga em Beijing erros estratégicos de marketing

Kosube Kitajima confirmou-se como a grande figura asiática na natação, ao ganhar duas medalhas de ouro em Beijing, repetindo a façanha de Atenas, quando conquistou dois ouros. O nadador de 25 anos, campeão do Mundo, faturou o ouro nos 200 metros peito em Beijing e o bicampeonato olímpico nos 100m batendo o recorde mundial, com o tempo de 58s91. Enquanto o Japão regozija com o sucesso de Kitajima, executivos na Mizuno, fábrica de materiais esportivos japonesa, sentem emoções misturadas. Ao passo que comemoram o sucesso do país nos Jogos, lamentam estratégias de marketing mal articuladas e planejadas, cujo reflexo negativo vem à tona com os Jogos Olímpicos de Beijing. Afinal, em junho, Kitajima solicitou à Federação Japonesa de Natação, para deixar que os nadadores usassem o maiô LZR Racer da inglesa Speedo. O pedido de Kitajima foi prontamente atendido. O grande campeão japonês da natação ganhou as duas medalhas de ouro em Beijing vestindo Speedo. Justamente a Speedo, empresa com a qual a Mizuno rescindiu um contrato de licenciamento, anos antes do lançamento do LZR (ler matérias arquivo Sport Marketing -Speedo lança novos modelos olímpicos; FINA cede à pressão das marcas; FINA libera novos modelos de maiôs). A fabricante japonesa até que tentou correr atrás do prejuízo e criou novos trajes de natação, mais rápidos, porém, em Beijing, a marca japonesa não obteve sucesso diante do produto desenvolvido pela Nasa para a Speedo (ler matéria arquivo Sport Marketing - Maiôs de gel Mizuno). Agora, a Mizuno se prepara para novidades nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. "Nós teremos muitas oportunidades de testar os novos produtos de natação e impulsionar a imagem da marca, como campeonato mundial no próximo ano em Roma" - disse o presidente da Mizuno, Akito Mizuno, à imprensa internacional. Se romper um acordo com a Speedo foi uma manobra ruim para a Mizuno, a empresa japonesa também articulou mal, em termos de divulgação internacional, ao patrocinar o beisebol. O IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) vetou o esporte nos Jogos Olímpicos de Londres, o que significa que a Mizuno terá que rever a estratégia olímpica para a próxima edição do mega evento. Em Beijing, a empresa sediada em Osaka, que sofreu uma queda de 20% nos lucros, fez os uniformes do time japonês de beisebol, esporte mais popular no Japão, mas sem expressão nos demais países do mundo. A expectativa é que uma forte apresentação do time da terra do sol nascente possa compor os prejuízos da natação. "Se o Japão ganhae nos Jogos Olímpicos de Beijing, a maioria dos times de beisebol amadores provavelmente copiarão os uniformes" - disse esperançoso o presidente da Mizuno. A seleção japonesa de beisebol tem grande chance de ganhar ouro em Beijing, apesar da desapontadora derrota por 4-2 no jogo de abertura dia 13 contra Cuba. Mas, o retrospecto histórico do beisebol japonês em Jogos Olímpicos sugere que a Mizuno siga confiante. Em Atenas 2004, o Japão ganhou bronze, enquanto Cuba ganhou o ouro. A seleção japonesa inclui cinco jogadores do time que ganhou o Mundial de Beisebol em 2006. O lançador Yu Darvish é a grande estrela do time, desejado por equipes de outras ligas como Daisuke Matsuzaka do Boston Red Sox e Seattle Mariners' Ichiro Suzuki. Uma medalha de ouro no beisebol para o time japonês iria catapultar Yu Darvish para condição de lenda do esporte no Japão e dar a publicidade que a Mizuno espera, ao menos, dentro do país origem. Para a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Verão, a Mizuno, certamente, terá que rever a estratégia de marketing olímpica.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008