14 de ago. de 2008

Generali patrocina Rio Sport Show

A Generali Seguros será responsável pelo seguro de RC Feiras e Exposições da Rio Sport Show, evento que está em sua 10ª edição e será realizado na Marina da Glória, entre os próximos dias 24 e 26. A Rio Sport Show destina-se a proprietários de academia, administradores de clubes, gerentes de hotéis e spas, além de profissionais de recursos humanos, medicina do trabalho, educação física e saúde. A expectativa dos organizadores é que, nos três dias de evento, circulem mais seis mil pessoas entre os mais de 40 estandes (ler matéria arquivo Sport Marketing -
Seguro da Generali vai cobrir riscos da Rio Sport Show).

Redação Sport Marketing

Jogador se recusa a vestir camisa de patrocinador russo

O meia georgiano Leván Kobiashvilli, resolveu fazer um protesto pelo conflito entre a Geórgia e a Rússia. Segundo o jornal georgiano Sabrieli, Leván de 31 anos, negou-se a defender o Schalke 04 em jogo da fase preliminar da Copa dos Campeões. A empresa russa Gazprom, principal companhia de gás do mundo, é a patrocinadora do clube alemão. “Na camisa do Schalke, está o emblema da corporação russa Gazprom. Não posso usá-la” - recusou Kobiashvilli. Ele ficou no banco de reservas na vitória da equipe por 1 a 0 sobre o Atlético de Madrid, em Gelsenkirchen. Kobiashvilli tem 72 jogos pela seleção da Geórgia no currículo. O jogador foi pressionado pelo Schalke 04 e o jogador provavelmente não repetirá o protesto contra a Rússia.

Redação Sport Marketing

Puma renova com Vodafone Warriors

A Puma fechou contrato de patrocínio com a equipe de rugbi da Nova Zelândia. Os valores do acordo com os Vodafone Warriors não foram revelados, mas sabe-se que o contrato é de três anos. A fabricante alemã de materiais esportivos fornecerá uniformes completos para a equipe oficial e para a equipe de base de rugbi. "A Puma fez um trabalho fantástico Vodafone Warriors durante nove anos e nós temos muito prazer em estender nossa relação" - disse o diretor executivo do Vodafone Warriors Wayne Scurrah.

Redação Sport Marketing

David Berkham orgulhoso com a cerimônia olímpica de encerramento

Como anunciou, o Sport Marketing, em primeira mão e com exclusividade, em matéria publicada em 15.06 (ler matéria arquivo Sport Marketing -David Beckham é estrela do encerramento dos Jogos de Beijing; Londres faz marketing dos Jogos nos Jogos), David Berkham estará entre as estrelas da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Beijing. O evento contará também com a presença do membro do Led Zeppelin, Jimmy Page, que fará um dueto com Leona Lewis. David Berkham, 33 anos, chegará em cima do típico ônibus de dois andares britânico, dando início à contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de 2012. Cumprindo a tradição olímpica, a cerimônia de encerramento reserva aproximadamente oito minutos para um show demonstrativo da cidade anfitriã seguinte. "Tendo um deus como Jimmy Page e cantora Leona Lewis juntos numa apresentação, pela primeira vez, certamente a cerimônia de encerramento dos Jogos de Beijing será inesquecível" - disse David Berkham por telefone. A apresentação inglesa na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos custará cerca de 2 mil libras (R$ 6 mil) e será transmitida para mais de 150 milhões de pessoas no mundo.

Leandro Rabello - Correspondente Sport Marketing - Londres

COI lamenta agressão, nada mais

O IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI) condenou nesta a agressão policial sofrida por um jornalista britânico que tentava cobrir uma manifestação pró-Tibet perto do Ninho de Pássaro, em Beijing (ler matéria arquivo Sport Marketing - Polícia chinesa 'baixa sarrafo' na imprensa). Policiais uniformizados agrediram John Ray, correspondente da Independent Television News (ITN), que acompanhava uma manifestação pró-Tibet. A porta-voz do COI, Giselle Davies, afirmou que os meios de comunicação devem poder trabalhar com liberdade. "O COI desaprova qualquer tentativa de impedir um jornalista que está trabalhando de acordo com as normas reguladoras" - declarou a porta-voz após o incidente. "Não queremos que isso se repita", acresentou. Ray estava legalmente credenciado para realizar a cobertura dos Jogos Olímpicos. O câmeraman, Ben England, também foi agredido e impedido de filmar o protesto.

Redação Sport Marketing

Speedo, medalha de ouro de marketing em Beijing

Se Michael Phelps é a imagem dos Jogos Olímpicos de Beijing, como ressaltou à imprensa, o presidente do IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, incontestavelmente,a Speedo é a marca desta edição dos Jogos.Desde que lançou, em fevereiro, o badaladíssimo maiô Speedo LZR Racer, com tecnologia desenvolvida pela Nasa (ler matérias arquivo Sport Marketing -Speedo lança novos modelos olímpicos; FINA aprova código antidoping e maiô Speedo; França mela maiô LZR Racer Speedo; FINA cede à pressão das marcas; FINA libera novos modelos de maiôs), a marca de materiais esportivos não saiu mais da mídia e da boca dos apaixonados do esporte, atletas, consumidores, marketeiros. As outras marcas até que tentaram, mas não tiveram sucesso no desenvolvimento de um maiô que combatesse o da Speedo (ler matéria arquivo Sport Marketing - Maiôs de gel Mizuno; Adidas se empenha em maiô olímpico mais eficaz que LZR Racer Speedo). A Speedo conseguiu graças à qualidade, uma visibilidade gigantesca, justamente em uma modalidade, onde os equipamentos esportivos são poucos e minúsculos, com exceção dos maiôs e dos roupões: touca, óculos, sunga, os quais, na maior parte do tempo, ficam dentro da água, cobertos, ou seja, não ficam 100% aparentes aos olhos do público, dos 'consumidores'. Por isso, a estratégia da marca sempre foi apostar no endosso e no patrocínio individual de atletas de todo o mundo, entre eles, simplesmente, o melhor nadador do século, Michael Pheps. Os feitos heróicos do garoto de 23 anos, que desde os 16 anos endossa a marca, eternizou a Speedo na história olímpica e do marketing esportivo mundial. Nenhuma marca se beneficou tanto nestes seis dias iniciais de Jogos Olímpicos do que a Speedo, muito disso, graças a Phelps (ler matéria arquivo Sport Marketing - Quanto vale Michael Phelps - o rei das piscinas?). As provas de natação, principalmente, as provas em que Michael Phelps estava na piscina, indicaram índices históricos de audiência na NBC (ler matéria arquivo Sport Marketing - Fenômeno Michael Phelps eleva índices de audiência). Vinte e quatro, das vinte e cinco medalhas de ouro de natação entregues até o final das competições desta quarta-feira foram entregues para nadadores Speedo. Arena, Fila, Nike, Adidas estavam no Cubo D'água, mas alguém viu ou lembra? A rival Nike proveu um impulso adicional para a Speedo, ao permitir que os atletas endossados por ela, usassem o maiô LZR (ler matéria arquivo Sport Marketing - Nike cede espaço olímpico para maiôs Speedo). Mas, mesmo assim, o lugar mais alto do pódio do Cubo D' água já tinha. O único ponto falho da campanha olímpica da Speedo, até aqui, foi a declaração de Michael Phelps com relação à pouca vedação dos óculos de proteção que ele usava quando conquistou a quinta medalha de ouro em Beijing. Assim que terminou a prova, Phelps foi focalizado tirando água dos óculos e, em sequência, durante entrevista coletiva, disse ao mundo que a água nos óculos o impediram de ver enquanto nadava e que quase perdeu a medalha por isso. Declaração inocente de um garoto de 23 anos, que aos poucos também está se acostumando com o mundo dos negócios. Um porta-voz da Speedo tratou logo de defender a marca dizendo que Phelps usa um par diferente de óculos de proteção para cada prova e que era possível que ele não houvesse apertado corretamente. A veterana Dara Torres corroborou a qualidade da marca (ler matéria arquivo Sport Marketing - Veterana dos Jogos faz história em Beijing), ao declarar à imprensa, quando ganhou a medalha de prata nos 4x100 metros livres, que usa o mesmo par de óculos de proteção Speedo de 15 anos atrás. Deslize à parte, a Speedo agora aguarda Michael Phelps realizar mais um feito - superar a marca de Mark Spitz em maior número de medalhas de ouro conquistadas em uma única edição olímpica (ler matéria arquivo Sport Marketing - Michael Phelps no rastro de Spitz). A marca, que também patrocinou Spitz, ofereceu a Phelps um bônus extras de US$ 1 milhão pelo feito. Enquanto aguarda por momentos ainda mais dourados do rei das piscinas olímpicas, a Speedo já tem planos para quando os Jogos Olímpicos de Beijing acabarem. Assim que os atletas medalhistas Speedo chegarem aos Estados Unidos, terão pela frente uma excursão publicitária pelo país, para coincidir com o lançamento no mercado de trajes de banho baseados na mesma tecnologia que o LZR - a sensação do Cubo D'água.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008

Nike faz campanha de olho em Londres 2012

Já de olho na próxima edição dos Jogos Olímpicos de Verão, em Londres (2012), a Nike começa a apostar nos atletas do Reino Unido e, consequentemente, no mercado britânico realizando uma série de ações de apoio aos atletas. A maior fabricante de materiais esportivos americana lançou uma campanha para apoiar a atleta Paula Radcliffe a melhorar o desempenho e ganhar a medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Beijing. Radcliffe, que estava entre as favoritas para ganhar ouro nos Jogos de Atenas 2004, mas não conseguiu completar a maratona devido ao forte calor, batalhou para poder competir em Beijing. O comercial da Nike lançou anúncios publictários no jornal The Sun e no site da marca, dando aos membros da comunidade britânica a chance de apoiar Radcliffe assinando o nome em um dos 22.850 passos que a atleta leva para cobrir a distância da maratona. Um dos anúncios sugere que Radcliffe "corre mais rápido com o apoio da torcida britânica". A campanha da Nike foi idealizada pela agência Wieden & Kennedy London e faz parte de uma de várias iniciativas de marketing a gigante fabricante de materiais esportivos baseadas em momentos chave dos Jogos Olímpicos. Outra campanha foi planejada para homenagear a ciclista Nicole Cooke, que ganhou primeira de medalha de ouro da Inglaterra nos Jogos de Beijing na corrida de estrada.

Leandro Rabello - Correspondente Sport Marketing - Londres

Cielo agradece medalha aos patrocinadores e ao 'paitrocinador'

Mais um bronze para o Brasil. Depois de fazer o oitavo melhor tempo nas semifinais dos 100 metros nado livre, o nadador Cesar Cielo subiu no pódio. Foi o primeiro pódio da natação brasileira nos Jogos Olímpicos de Beijing e o décima da história do esporte em Jogos Olímpicos. César Augusto Cielo Filho nasceu na cidade de Santa Bárbara d´Oeste, interior de São Paulo. Com a Samsung, o primeiro patrocinador, Cielo é um dos atletas mais velozes das piscinas deixou de ser um atleta amador e se tornou profissional. "Hoje sonhei que era o terceiro na prova, mas aí acordei e lembrei que estava na raia oito. Não importa. Agora eu vou ganhar os 50 metros" - disse Cielo, patrocinado pela Speedo, que chorou ao agradecer a todos que o ajudaram na conquista. "Agradeço aos meus pais, minha família, meus patrocinadores". A prova foi vencida pelo francês Alain Bernard, com o tempo de 47s21. O australiano Eamon Sullivan ficou em segundo, com 47s32, e o brasileiro dividiu a terceira colocação com o norte-americano Jason Lezak, com a marca de 47s67. Aos prantos, Cielo, que além da Samsung também é patrocinado pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), por meio da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e salário pago pelo Esporte Clube Pinheiros de São Paulo, bateu o recorde sul-americano da prova, completou: "muito bom trazer essa medalha para o Brasil. Foi emocionante. Vendo o meu nome no placar é muito bom" - afirmou Cielo. Os Correios patrocinam os esportes aquáticos desde 1991, numa parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Quanto vale Michael Phelps - o rei das piscinas?

As 11 medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos de Michael Phelps não podem ser valoradas do ponto de vista histórico e emocional. Mas, no campo do marketing esportivo, especialistas já arriscam traduzir em cifras a imagem do rei do Cubo D'água Michael Phelps. Especula-se que o peso em ouro de Michael vale, hoje, cerca cinco milhões de dólares (3,35 milhões de euros) por ano, em apoios e patrocínios, um valor que a agência Octagon, responsável pela carreira do atleta, não comenta. Mas, acredita-se que essa quantia aumente para 30 milhões (20,11 milhões de euros) a curto prazo, pelo período mínimo de um ano. Phelps irá transformar-se o nadador profissional mais bem pago da história. Até neste quesito, o norte-americano promete ultrapassar o fenômeno de marketing da década de 70, Mark Spitz, sete medalhas de ouro olímpicas conquistadas em uma única edição dos Jogos. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, destaca a trajetória mercadológica espetacular de Spitz, cuja imagem foi disputada por grandes marcas esportivas de todo o mundo na década de 70. No universo do sport business mundial e, principalmente, no mercado americano, ninguém, até hoje, bateu a popularidade do golfista Tiger Woods, o atleta de um bilhão de dólares e, a grande pergunta do momento é: será que fora das piscinas Michael Phelps irá desbancar ídolos do marketing como Tiger Woods, David Beckham, Michael Jordan? Há quem preveja que Woods se torne até 2010, o primeiro atleta multimilionário (ler matérias arquivo Sport Marketing - Michael Phelps no rastro de Spitz; Federer e Tiger Woods celebridades da Forbes; O atleta de US$ 1 bilhão; Tiger Woods - o Barak Obama do esporte; O efeito Tiger Woods). Micheal Phelps tornou-se milionário e atleta profissional aos 16 anos, quando fechou o primeiro contrato de patrocínio com a Speedo, marca que o acompanha até hoje e que lhe ofereceu um bônus recorde, caso consiga as oito medalhas de ouro olímpicas em Beijing. Aos 18 anos, o garoto de Batimore, já era um exemplo perfeito do poder do marketing norte-americano da era moderna. Aos 23 anos, em Beijing, as 11 medalhas olímpicas de Phelps deixaram para trás heróis olímpicos como Carl Lewis, Mark Spitz, Paavo Nurmi e Larysa Latynina (ler matérias arquivo Sport Marketing - Fenômeno Michael Phelps eleva índices de audiência; A supremacia Phelps - medalhas 4 e 5; A supremacia Phelps - medalha 3; A supremacia Phelps - medalha 2; A supremacia Phelps - medalha 1). Assim como nas piscinas, fora delas, a carreira de Phelps é muito bem gerida e o nadador conta com uma imensa equipe de patrocinadores, agentes, advogados e outros profissionais. O site do atleta, em inglês e chinês, mostra o logotipo do atleta, M azul e um P vermelho ondulado. Entre os patrocinadores do maior atleta do século estão marcas e empresas mundialmente conhecidas como a VISA, Speedo, Power Bar, AT&T Wireless, Omega, Rosetta Stone, PureSport e Kelloggs. A VISA foi a primeira a ativar o patrocínio ao mandar produzir um comercial de tv especial homenageando Phelps pela conquista histórica de onze medalhas olímpicas (ler matéria arquivo Sport Marketing - A supremacia Phelps - medalhas 4 e 5). “Temos que estar atentos e associarmo-nos rapidamente ao ativo, à marca Michael Phelps” - explicou outro Michael, Micheal Lynch, gestor de marketing da VISA, patrocinadora do atleta desde 2002 e que está em Beijing. “A performance também nos beneficia porque acrescenta visibilidade à nossa marca. E o poder comercial de Phelps vai crescer, sem dúvida”, acrescentou. Micheal Phelps é a personificação do lema dos Jogos Olímpicos de Beijing "um mundo, um sonho". Michael Phelps é um mundo de possibilidades de marketing esportivo, um sonho de consumo para qualquer marketeiro nos Estados Unidos. A imagem de Phelps é exemplar. Nem mesmo a detenção policial, em 2004, por dirigir alcoolizado, minou a popularidade do jovem, cuja imagem associa-se a tudo o que é puro, jovem, forte e visionário para a América. Além de Michael Phelps, outra marca também vive momentos de glória olímpica. Desde que as competições começaram em Beijing, de todas as marcas que desfilam nos corpos dos atletas que representam as 204 delegações inscritas nos Jogos Olímpicos de Beijing, nenhuma, absolutamente, nenhuma conseguiu, até agora, mais visibilidade mundial do que a Speedo, graças ao desempenho espetacular de Michael Phelps. Nike e Adidas aguardam anciosamente o início das provas de atletismo e as finais de algumas competições de equipe para conseguirem uma maior visibilidade mundial. Fora competição, outra marca que ganhou medalha de outro em visibilidade foi a chinesa Li Ning, deixando para trás as grandes marcas ocidentais de materiais esportivos (ler matéria arquivo Sport Marketing - Li Ning - príncipe dos ginastas e rei do marketing olímpico chinês) e a Lenovo, patrocinadora mundial do Movimento Olímpico, idealizadora da Tocha Olímpica e patrocinadora do Revezamento da Tocha.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008

Patrocinadores pressionam COI contra policiamento excessivo

Se por um lado o BOCOG - Beijing Organizing Committee Olympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing aponta os patrocinadores como a causa dos espaços vazios nas instalações olímpicas, por outro lado, os patrocinadores apontam a forte segurança no Parque Olímpico (Olympic Green) como responsável pela falta de público. Os patrocinadores mundiais dos Jogos Olímpicos como Coca-Cola, GE e McDonald´s estão pressionando as autoridades chinesas a permitir o acesso do público no ermo Olympic Park, uma praça de convivência, ao lado do estádio Nacional Olímpico, o Ninho de Pássaro, onde as empresas patrociandoras mundiais dos Jogos montaram stands e idealizaram realizar, como é de costume em todas as edições olímpicas, ações para conquistar novos consumidores. A Johnson & Johnson, por exemplo, tem duas estátuas de terracota, os famosos guerreiros, em exibição. Já a Samsung tem apresentações de bandas de rock ao ar livre. Mas, a entrada para o Parque Olímpico está limitada às pessoas que têm ingressos para as competições desportivas no Ninho de Pássaro, que só volta à atividade nas provas de atletismo e para o Cubo D'água. Por isso, na maioria do público no local tem sido de voluntários. "Gostaríamos de ter mais pessoas por dia" - disse Erica Kerner, diretora de marketing da Adidas que também tem um stand focado aos consumidores, mas o qual está sendo pouquíssimo visitado. Com dois pavaimentos, poucas pessoas visitaram a exposição da Adidas que inclui um par de tênis com cristais de Swarovski costurados, projetado para a saltadora
recordista mundial Yelena Isinbayeva. Panasonic e Omega então têm muito o que reclamar. As bandeiras estão dentro do cordão de segurança do Parque Olímpico, numa área super, hiper controlada pelo esquema de segurança chinês. As reivindicações dos parceiros do Movimento Olímpico foram feitas d emaneira formal ao IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI). Um porta-voz do COI, Sandrine Tonge, disse que não poderia dizer imediatamente as medidas tomadas pela agência para resolver as queixas."Temos de fazer alguma coisa sobre isso" - disse Gerhard Heiberg, chefe de marketing do COI à imprensa. "Isto é inaceitável para nós e para os patrocinadores. Por isso prometemos que vamos fazer alguma coisa" - saleintou. Agora, o BOCOG e o governo chinês encontram-se em uma situação delicada, pois as reclamações partem das empresas que pagaram milhões para patrocinar os Jogos e, consequentemente, ter visibilidade e atrair novos públicos consumidores. O BOCOG ainda não se pronunciou a este respeito, mas com relação aos espaços vazios nas arquibancadas durante os eventos, a organização se defende afirando que os espaços são referentes aos ingressos cedidos aos patrocinadores que não estão usando os direitos adquiridos de assistirem aos Jogos em lugares privilegiados.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008