5 de ago de 2008

Jornalistas expulsos de Beijing

Três jornalistas foram expulsos dos Jogos Olímpicos de Beijing. De acordo com o IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI) os jornalistas violaram as regras do COI sobre os direitos de transmissão de imagem e som. Como punição, o trio e os respectivos órgãos de imprensa serão excluídos da cobertura dos Jogos de Beijing e dos Jogos de Londres e os países de origem receberão menos credenciais em 2012. Os castigos foram revelados por João Querido Manha, assessor de imprensa do Comitê Olímpico de Portugal, que tomou conhecimento das expulsões durante reunião entre responsáveis das operações de mídia do COI e representantes de todos os países. Os jornalistas de empresas que não detêm direitos de transmissão dos Jogos estão impedidos de enviar material registrado no perímetro olímpico.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Equipes de olho em Bruno Senna e no patrocínio Petrobras

A trajetória do piloto brasileiro Bruno Senna está cada vez mais próxima da F1. Especula-se nos bastidores da F1 que metade das equipes da categoria estão interessadas pelo novato. BMW e Toyota estudam contratá-lo como piloto de testes. A Toro Rosso oferece uma vaga de titular, enquanto Honda, além do talento de Bruno no volante, estaria de olho também na possibilidade da presença do sobrinho de Senna atrair o patrocínio da Petrobras, confirmando boatos recentes de que a petrolífera estaria deixando a Williams. "Parece que muitos vêm fazendo um bom trabalho na GP2 e Senna é claramente um deles" - disse o chefe da equipe Honda, Nick Fry. A equipe inglesa também manifesta interesse em Bruno, o que, por outro lado, pode significar a continuidade da parceria de dez anos com a petrolífera. Bruno tem como objetivo estrear na F1 já como titular. "Acredito que seria mais valioso para mim começar ganhando experiência nas corridas. Preciso aprender andar no tráfego, a fazer uma boa classificação. São detalhes que não dá para simular em testes"- contou o piloto à revista GPWeek.

Redação Sport Marketing

Troca de pins bomba na Vila Olímpica

A troca de pins (broches) olímpicos está bombando na Vila Olímpica. Atletas, visitantes, voluntários e pessoas de todo o mundo já estão contaminados com a febre dos pins, inclusive o colecionador Lucca Freire, cujas aventuras na China podem ser acompanhadas no blog (broteinachina.blogspot.com)que nunca perde a oportunidade de somar algumas relíquias. O primeiro pin olímpico que se tem notícia, teria sido produzido pela Coca-Colaos para os Jogos Olímpicos de 1896, em Atenas. De acordo com o livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, o primeiro pin da empresa relacionado aos Jogos era de papelão e serviu como identificação da comissão organizadora dos Jogos. O envolvimento da Coca-Cola com o Movimento Olímpico iniciaria nos Jogos de 1928, quando a empresa enviou mil garrafas do refrigerante para os atletas americanos. Desde então, a Coca-Cola passou a ser uma das principais patrocinadoras dos Jogos. Em 1986, quando os Jogos de Atlanta foram realizados na terra natal da Coca-Cola, os pins viraram uma verdadeira febre olímpica que contaminou o mundo inteiro. A empresa, cujo ex-presidente e diretor executivo Paul Austin havia competido nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim como membro da equipe americana de remo, criou a pin-mania, apoiando trocas, atraindo jovens de todas as partes do mundo num mesmo espaço - o pin trading center - centro de troca de pins - onde a marca Coca-Cola permanecia exposta ideológica e fisicamente em stands de produtos com a marca da empresa. Estava criada também mais uma forma inteligente de aliar a marca Coca-Cola ao evento e atrair ainda mais a atenção do público jovem. Desde então, a troca de pins virou tradição em todas as edições dos Jogos dentro e fora dos centros de troca montados pela Coca-Cola.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Foto: Claudia Liechavicius

Mercado: Carlsberg aumenta lucros 36% no segundo trimestre

A Carlsberg, empresa que investe em marketing esportivo, registou um aumento de 36% no lucro líquido do segundo trimestre, aumentando o resultado operacional 68%. A alta dos números são reflexo da aquisição da Scottish & Newcastle, uma operação realizada em parceria com a holandesa Heineken, em abril. O balanço da Carlsberg indica lucros líquidos de 1,42 mil milhões de coroas dinamarquesas (190,35 milhões de euros). Segundo foi divulgado pela empresa, que é acionista da Unicer, as receitas consolidadas subiram 39%, até 17,54 mil milhões de coroas. Os lucros e as vendas superam as projeções dos analistas. Em volume, beneficiando da integração da Baltika Breweries entre outros ativos transferidos da Scottish (S&N), a Carlsberg contabilizou um acréscimo de 12% nas vendas, para 37,6 milhões de hectolitros de cerveja, beneficiando de forte acréscimo na Europa de Leste. Em termos orgânicos as vendas cresceram 7%.

Redação Sport Marketing

Marketing garante vida aos Jogos Olímpicos

O marketing olímpico é responsável pela saúde dos Jogos Olímpicos e garante a sobrevivência do evento. Em entrevista à imprensa internacional, em Beijing, o presidente do IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, garantiu que o órgão máximo do esporte atualmente é uma organização saudável com rendas expressivas. Apenas em direitos de transmissão, o próximo quadriênio (2009-2012), que inclui os Jogos Olímpicos de Inverno (Vancouver - 2010) e os Jogos Olímpicos de Verão (Londres - 2012) irá bater as expectativas, alcançando US$3.8 bilhões, um aumento de 40% comparado com o ciclo olímpico anterior do qual Beijing faz parte. "Nós só conseguiremos os 3.8 bilhões se os Jogos de Vancouver e Londres forem bem sucedidos" - advertiu Rogge. Vale ressaltar que a estabilidade e saúde financeira dos Jogos passou a existir a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984). Antes, o mega evento mal pagava os próprios custos operacionais e, após os Jogos de Moscou (1980), quando os Jogos deram prejuízo, chegou-se até se colocar em questão a continuidade do evento. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, selo COB-Cultural, escrito pelo chefe de missão e diretor voluntário do departamento técnico do COB, Marcus Vinicius Freire (foto em frente a um painel com logos dos patrocinadores na Vila Olímpica) em parceria com a jornalista Deborah Ribeiro, mostra em detalhes toda a evolução do marketing olímpico, desde os Jogos Olímpicos da Antiguidade grega até os Jogos de Londres. A obra de conteúdo inédito mostra também como os Jogos saíram do vermelho financeiro graças ao Programa de Marketing do COI chamado de TOP Sponsors, do qual, hoje, fazem parte 12 empresas que detém direitos de exploração da marca olímpica mundialmente e com exclusividade. No próximo quadriênio (2009-2012), o programa TOP chegará na sétima geração e já conta com nove patrocinadores empresas (Coca-Cola, McDonald´s, GE, Johnson&Johnson, Atos Origin, Omega, Panasonic, Samsung, VISA). Entre elas, a Coca-Cola é a única empresa que renovou contrato com o COI até 2020. Com a saída da Kodak que abandonará o patrocínio olímpico após os Jogos de Beijing, a Coca-Cola, presente nos Jogos desde 1928, passará a ter também o título de empresa mais antiga no Movimento Olímpico. O COI espera que o programa TOP7 arrecade US$1.0 bilhões em rendas e o TOP 8 (2013-2016) apresente um aumento de 10%. As reservas financeiras do COI também são saudáveis. Segundo Jacques Rogge saltaram para US$353 milhões, em cima de $105 milhões em 2001. Ciente de que o 'show' olímpico não pode parar e que é necessário oferecer novos produtos ao mercado, o COI, apesar da atual estabilidade financeira, agora investe em mais um produto olímpico, os Jogos Olímpicos da Juventude, que têm como meta atrair os jovens que giraram por outros eventos esportivos, como os X Games ou os que abandonaram o esporte completamente por falta de incentivo. A criação dos Jogos Olímpicos da Juventude (Verão), cuja primeira edição acontecerá em Cingapura em 2010, se deu a partir da análise do aumento do número de espectadores de tv jovens que assitem aos Jogos. Os Jogos Olímpicos da Juventude serão para jovens entre 14-18 anos. A criação deste novo produto dará oportunidade ao COI de criar um novo filão de patrocínio olímpico, proporcionando às empresas capacidade de atingir um público cada vez mais jovem, formadora de opinião e de padrões de consumo.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Foto: Claudia Liechavicius

Mercado: Apple e a AT&T fecham acordo

A Apple e a AT&T fecharam um acordo que garante que a operadora ofereça o iPhone com exclusividade, nos Estados Unidos, até 2010. Randall Stephenson, da AT&T, disse que o fornecimento do iPhone saldou a dívida da operadora, afirmando que as previsões da operadora se confirmaram. Como resultado positivo da sociedade, as duas empresas têm agora um novo acordo de mais um ano para extensão de exclusividade, que anteriormente iria expirar em 2009.Isso faz parte do acordo do iPhone 3G ,que eliminou o compartilhamento de receitas com a Apple, mas repartiu o subsídio da AT&T no custo do dispositivo. Usuários do aparelho da Apple continuam a gastar duas vezes mais com a operadora do que qualquer outro consumidor. “O iPhone reposicionou a AT&T como a principal marca de conectividade sem fios do mundo”,disse Stephenson. E acrescentou rapidamente: “Nosso foco é wireless”.

Redação Sport Marketing

Acesso restrito à Praça da Paz Celestial

O acesso à Praça da Paz Celestial está cada vez mais restrito à imprensa mundial que foi a Beijing para os Jogos Olímpicos, Os procedimentos para fotografar, gravar matérias ou realizar transmissões são muitos e estão piorando a cada dia. Os jornalistas estrangeiros que trabalham na cobertura dos Jogos Olímpicos devem se registrar com 24 horas de antecedência se quiserem tirar fotografias ou entrevistar pessoas na Praça da Paz Celestial, coração político e simbólico de Beijing. De acordo com o governo chinês, um comunicado indica que os repórteres serão credenciados e escoltados por um guia no local. O acesso será feito pela zona leste da praça, oposta ao portão próximo do Museu Nacional. Para a realização de entrevista, os jornalistas precisam apresentar uma credencial de imprensa. Os jornalistas devem agendar a visita um dia antes e por telefone, por meio de dois números que funcionam 24 horas por dia. A cobertura jornalística a partir da Praça da Paz Celestial tem sido alvo de polêmica entre as autoridades chinesas e as redes de televisão que compraram os direitos de transmissão dos Jogos. Em junho, a organização dos Jogos recuou de uma primeira decisão e proibiu as transmissões ao vivo a partir do centro da capital chinesa, depois de grandes redes, como a NBC, terem desembolsado milhões de dólares pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos, com imagens inéditas a partir do local. A Praça da Paz Celestial é um dos lugares mais vigiados pelas autoridades chinesas devido ao receio de que se realizem protestos no coração simbólico e político da China, local onde os militares chineses massacraram os protestos pacíficos pró-democracia de 1989. Durante o período dos Jogos Olímpicos a praça será palco de eventos culturais de larga escala e uma exposição especial de flores, diz o comunicado oficial.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008

Casa Brasil promove candidatura aos Jogos de 2016

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está investindo alto na divulgação e promoção da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016. A Casa Brasil, em Beijing, tem sido a sede das ações de marketing do evento no Brasil. Trata-se de um espaço No de quase mil metros quadrados, vários recursos multimídia, imagens de paisagens brasileiras passando, principalmente do Rio, claro, cenografia que lembra umas lojinhas da Lapa e Santa Tereza, uma réplica, em miniatura, do calçadão da praia de Copacabana e também uma réplica de boteco carioca que emprega garçons chineses para servir café brasileiro. A Casa Brasil consumiu investimentos de 10,45 milhões de reais. A intenção não é abrir para o público, apesar do diretor de marketing do COB, Leonardo Gryner, ter dito que talvez encaixe na agenda a abertura para os brasileiros que estão acompanhando os Jogos. O negócio mesmo é atender aos clientes: o COB, Ministério do Esporte, Ministério do Turismo, APEX (agência do governo de promoção de exportações) e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A casa vai receber autoridades, jornalistas, empresários e imprensa, basicamente. O gerente-geral do COB, Carlos Roberto Osório, salientou que será um espaço de entretenimento e comunicação. Os atletas também vão poder usar a casa, principalmente para realizar coletivas. Destinada à promoção do turismo, ao planejamento e realização de negócios, e à campanha Rio 2016, e funcionará até o dia 24 de agosto no hotel Beijing Jianguo Garden. Na Casa Brasil foi realizado um ato de promoção da candidatura, no qual esteveram presente autoridades como o Ministro do Esporte Orlando Silva, Ricardo Leyser, representante do Ministério do Esporte, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, o secretário-geral do COB Carlos Roberto Osório, o chefe de missão e diretor do COB, Marcus Vinicius Freire, o sub-chefe de missão Bernard Razjman entre atletas e outras personalidades. "Os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro seriam o ponto alto de uma série de eventos esportivos internacionais promovidos, que reforçam nossa candidatura como cidade sede" - afirmou Ricardo Leyser. "Queremos mostrar que somos um porto seguro para a realização" dos Jogos Olímpicos, acrescentou Leyser, que aposta em uma estratégia de longo prazo iniciada em 2007, com os Jogos Pan-americanos, e que inclui os Jogos Mundiais Militares de 2011, a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O responsável do departamento de marketing do COB, Leonardo Gryner, disse que o próximo passo para a candidatura é a elaboração do dossiê que deverá ser entregue ao COI em fevereiro de 2009 e acrescentou que, por enquanto, espera poder estreitar relações com a comunidade esportiva e com o COI, para que todos se familiarizem e adquiram confiança no projeto Rio 2016.
Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Fotos: Claudia Liechavicius

Nike lança novo comercial

O novo comercial da Nike, chamado ‘Superação’, estréia no Brasil em TV aberta, fechada e cinemas, em versões de 30s e 60s. A campanha faz parte da comemoração do 20º aniversário do slogan ‘Just Do It’ e cria uma energia positiva para a chegada dos Jogos Olímpicos de Beijing. O vídeo reúne histórias emocionantes de superação de 31 atletas patrocinados pela Nike, como Cristiano Ronaldo, Roger Federer, Maria Sharapova, LeBron James (foto), Lance Armstrong, ao ex-astro do basquete Michael Jordan. A trilha sonora ‘All These Things That I’ve Done’, da banda de rock americana ‘The Killers’, dá um ritmo pulsante às cenas. Os internautas podem interagir pelo site http://www.nike.com/superacao, adicionando comentários, vídeos com histórias pessoais que tenham a mesma essência da campanha ‘Courage’, bem como podem buscar informações sobre os atletas que participam do comercial. Para acessar o vídeo, clique em http://www.nike.com/superacao.

Redação Sport Marketing

Lucro líquido da Adidas aumenta

No primeiro semestre do ano a Adidas esteve com a bola toda. A fabricante alemã de artigos esportivos obteve lucros líquidos de 286 milhões de euros (23% a mais do que no mesmo período de 2007). Um dos fatores que impulsionaram os números e aumento das vendas foi a Eurocopa 2008, evento patrocinado pela empresa e e aos Jogos Olímpicos de Beijing. Segundo informou a segunda maior fabricante de equipamentos esportivos do mundo, o faturamento melhorou 12% entre janeiro e junho, para 5,142 bilhões de euros, em comparação com os mesmos meses do ano anterior. As vendas na Europa subiram 16% entre janeiro e junho; na Ásia, melhoraram 25%, e na América Latina evoluíram 29%. A América do Norte foi o único local onde as vendas caíram. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado houve uma queda de 8%. Já os resultados da Reebok continuaram fracos, uma vez que a marca teve uma queda de 8,8% nas vendas do segundo trimestre deste ano, em comparação à igual período de 2007, para 490 milhões de euros.

Redação Sport Marketing