12 de mai de 2008

Grandes fábricas ligadas a violações dos direitos humanos

Um relatório recente da Fair Play 2008, organização criada pela Clean Clothes Campaign, pela Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC) e pela Federação Internacional dos Trabalhadores das Indústrias Têxtil, Vestuário e Calçado (ITGLWF), intitulado "Ultrapassando as barreiras", analisa a indústria dos artigos esportivos através de entrevistas com mais de 320 trabalhadores na China, Índia, Indonésia e Tailândia. Os investigadores da Fair Play não só relatam que os trabalhadores de multinacionais como a Nike, Adidas, Converse, Puma, Reebok ou New Balance ganham salários miseráveis apesar dos crescentes lucros destas empresas. Os pesquisadores concluiram que "as violações dos direitos dos trabalhadores que foram identificadas são normais nas indústrias de vestuários e calçados esportivos". Mais de 15 anos depois da maioria das grandes empresas terem adotado códigos de conduta nas empresas, os trabalhadores que, na Ásia, produzem os artigos para estas marcas estão sujeitos a "pressão extrema para cumprir quotas, fazem horas extras excessivas sem remuneração, sofrem abusos e ofensas verbais ou estão expostos a substâncias químicas tóxicas". Tudo isto, sublinha ainda o relatório, "sem programas de saúde ou outras formas de seguro exigidas por lei, e sem liberdade sindical para poder negociar coletivamente salários e condições de trabalho". O objetivo da Fair Play 2008 é obter do Comite Olímpico Internacional - COI, bem como dos comitês e governos de cada país, um compromisso de que serão tomadas medidas para eliminar a exploração e o abuso dos trabalhadores na indústria de desporto mundial. Razão porque abre o relatório com a dimensão econômica do evento. Beijing deverá receber 800 mil estrangeiros, além de um milhão de visitantes de outros pontos da China. "Um ano depois dos últimos Jogos Olímpicos estimava-se que o mercado mundial de calçado, roupa e acessórios esportivos valia cerca de 74 bilhões de dólares" - diz o documento. Estas mesmas empresas pagam, na Ásia, por uma jornada de trabalho diário entre 12 e 13 horas, 1,25 euros por dia para fazer calçados e o,30 por cada bola feita à mão. Na China, um par de Adidas custa entre 55 e 110 euros, ou seja, quase o salário mensal do trabalhador que a produziu, enquanto na Índia ele recebe entre 0,25 e 0,55 por cozer uma bola, o que pode levar entre duas a quatro horas. No Paquistão, os salários estão congelados há seis anos, mas o índice dos preços ao consumidor aumentou 40%, e no Bangladesh, um trabalhador recebe um salário mínimo de 24,30 euros, cujo valor real é inferior ao de 1995 e não permite pagar três refeições diárias.

Redação Sport Marketing

Terremoto não abala Jogos Olímpicos de Beijing

Em Beijing, os equipamentos olímpicos contruídos para as competições dos Jogos não foram danificados pelo forte tremor de terra que hoje assolou o país e que foi sentido em Hong Kong e Taipé. O tremor teve a magnitude 7,8 e abalou o sudoeste do país e se sentiu na capital. Segundo um porta-voz do BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos os edifícios "têm um alto nível de resistência a terremotos e não sofreram qualquer tipo de dano" - afirmou Sun Weide, diretor do departamento de comunicação do BOCOG. Os 31 locais e instalações em Beijing e nas outras seis cidades chinesas que vão receber as competições dos Jogos não foram afetadas. Sun acrescentou que a localização de Beijing numa zona propícia à ocorrência de tremores de terra foi um ponto levado em consideração durante a construção dos locais como o novo Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaros (em inglês, Bird´s Nest), e outras estruturas incluindo o Centro Nacional Aquático, o Cubo Aquático (Water Cube).

Redação Sport Marketing

Grêmio irá receber € 500 mil por tabela

O Hoffenheim se deu bem na segunda divisão do Campeonato Alemão e se classificou para a Série A após golear o Greuther Fürth por 5 a 0. Aqui no Brasil, por tabela, o Grêmio comemorou em Porto Alegre, isso porque ao vender o atacante Carlos Eduardo (ex-Tricolor) para o Hoffenheim, no ano passado, foi estipulado em contrato que no caso de o clube alemão ascender, o Tricolor teria direito a receber 500 mil euros - além do valor já pago pelos direitos federativos do atleta. Valorizado, Carlos Eduardo já desperta o interesse de grandes clubes europeus e o Grêmio segue acompanhando a carreira do atacante, pois uma possível venda renderá 5% da negociação para o clube gaúcho. Os outros dois clubes que vão para a elite são o campeão Borussia Mönchengladbach e o Colônia (3º colocado).

Redação Sport Marketing

China premia "dedos duros" contra pirataria

Nada como uma olimpíada atrás da outra. Quem diria que a China, famosa mundialmente pela fabricação de produtos piratas iria fazer de tudo para conter a pirataria olímpica! A prefeitura de Beijing pretende recompensar em dinheiro as pessoas que denunciarem produtos pirateados com 5% da multa imposta a quem produzir e vender produtos piratas na cidade. O valor da recompensa pode chegar até a 100 mil yuanes (cerca de R$ 24 mil). No ano passado, houve 95 casos de pirataria de produtos olímpicos, o que gerou multas de US$ 147 mil no total (aproximadamente R$ 250 mil). O Brasil já começou a se resguardar com relação à pirataria para a Copa do Mundo de 2014.(ver arquivo de matérias Sport Marketing)

Redação Sport Marketing

Red Bull investe nos campos

A Red Bull, empresa austríaca fabriante de energéticos lançou clubes de futebol nos EUA e Áustria. Recentemente, a marca escolheu fundou no Brasil a Red Bull Brasil e contratou nomes renomados no cenário esportivo. A médio prazo a meta é chegar à primeira divisão paulista até 2012, disputando títulos de ponta a partir daí. O clube-empresa disputa a 4ª divisão paulista e firmou acordo com a Ponte Preta até o final do ano para realizar seus jogos no estádio Moisés Lucarelli. A consultoria da equipe é feita por José Carlos Brunoro. A empresa de energético planeja iniciar construção de CT próprio até o final do ano, provavelmente em Vinhedo/SP. A co-irmã austríaca -Red Bull Salzburgo- faturou o título nacional de 2007 e ficou com o vice-campeonato deste ano, já a Red Bull New York, ex-New York MetroStars, da Major League Soccer (elite norte-americana), ainda não conquistou grandes feitos.

Redação Sport Marketing