11 de mai. de 2008

Gastos da Copa de 2010 aumentam

Os gastos para organizar o evento serão maiores do que o previsto inicialmente. A conta, que será integralmente paga pelo governo da África do Sul, já passou de 8,2 bilhões de rands (cerca de R$ 1,8 bilhão) para 9,8 bilhões de rands (pouco mais de R$ 2 bilhões). Serão 10 estádios, em nove cidades diferentes - haverá duas arenas em Johanesburgo. O governo sul-africano vai bancar a construção de cinco deles e a reforma dos outros cinco. "Muitas obras estão sendo feitas com fornecedores estrangeiros e há variações de preço e de câmbio que não podemos prever"- justificou o dirigente sul-africano Danny Jordaan durante entrevista coletiva no Indaba, principal feira de turismo da África do Sul, realizada em Durban. "Na semana que vem, por exemplo, vamos ao Iraque, para acompanhar a fabricação da cobertura do estádio de Porth Elizabeth (uma das sedes da Copa de 2010)" - finalizou o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2010. O Comitê Organizador da Copa de 2010 exibiu um vídeo sobre os "mitos" que cercam a organização do primeiro Mundial de futebol disputado no continente africano. Um dos mitos diz que a Fifa tem um "plano B", caso a África do Sul não consiga organizar a Copa do Mundo. "Isso não existe. Os parceiros comerciais da FIFA nunca assinariam contratos conosco se existisse um plano B" - defendeu Jordaan. "Os patrocinadores não estão pagando um centavo a menos porque a Copa vai ser aqui. Ao contrário". Jordaan garantiu que haverá uma cota de ingressos mais baratos de venda exclusiva na África do Sul. De um total aproximado de 3 milhões de tickets para os jogos, cerca de 130 mil serão vendidas em rands, a moeda local. As demais, apenas em dólares. A Copa do Mundo será realizada entre 11 de junho e 11 de julho de 2010. "Mas aqui ninguém reclama", revelou Jordaan.

Redação Sport Marketing

Flamengo e Olympikus fecham acerto verbal

Flamengo e a Olympikus teriam fechado um acerto verbal. Os dirigentes rubro-negros até agora não chegaram a um concenso com a Nike sobre a renovação do contrato que vence no primeiro semestre de 2009. Desta forma, o Flamengo busca rescindir o contrato de forma amigável, o que pode facilitar a quebra da cláusula de multa contratual. A Nike propôs pela renovação cerca de R$ 15 milhões anuais. A Olympikus, que também é patrocinadora do Comitê Olímpico Brasileiro ofereceu R$ 20 milhões e as dez lojas espalhadas pelo Brasil, por um contrato de cinco anos e meio (sendo este semestre extra ainda para este ano), com um adiantamento de R$ 10 milhões na assinatura docontrato para o time da Gávea. A previsão da futura parceira para 2009, por exemplo, é a venda de 800 mil camisas. Em 2006, a Nike vendeu cerca de 120 mil. Além disso, a estrutura por trás da Vulcabras, que comanda a Olympikus/Reebok no Brasil impressionou: são 50 mil funcionários, 32 indústrias e 5 mil pontos de venda pelo país. (ver matérias arquivo Sport Marketing) A "gota d' água" para o fim do acordo com a griffe norte-americana teria sido a confecção não consentida de uma camisa alusiva à conquista do título do Campeonato Carioca confeccionada antes mesmo do segundo jogo das finais contra o Botafogo.

Redação Sport Marketing

Parlamento Europeu peita Joseph Blatter

O Parlamento Europeu rejeitou a polêmica proposta do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que limitaria o número de jogadores estrangeiros em clubes de futebol. Os parlamentares da União Européia (UE) rejeitaram a chamada regra "6+5" de Blatter por 518 votos contra 49. A regra permitiria que no máximo cinco dos 11 jogadores de um time fossem de outros países."O parlamento pede aos Estados membros e associações esportivas que não introduzam novas regras que criem discriminação direta baseada na nacionalidade, como a 6+5 da FIFA" - informou o parlamento. A maioria, porém, aprovou a "regra de formação local de jogadores" criada pela UEFA. "Pedimos à Comissão que reconheça a legalidade das medidas que favorecem a promoção de jogadores que passaram por esquemas de treinos, como um número mínimo de jogadores treinados localmente, sem restrição de nacionalidade". A FIFA se opõe à regra da UEFA, que define uma cota de jogadores treinados localmente em clubes sem qualquer discriminação de nacionalidade, argumentando que isso incentiva o recrutamento de jogadores jovens. Segundo a UEFA, a proposta de Blatter não é aplicável à União Européia pois contraria as leis de livre trânsito e trabalho entre países do bloco e poderia levar a desafios legais custosos uma visão recorrente na Assembléia."Infelizmente, a regra do 6+5 não é compatível com o livre movimento de pessoas na UE. O Tratado Europeu é muito claro neste ponto: discriminação baseada em nacionalidade não é permitida, e isto conta para o futebol" - disse à Assembléia o belga Ivo Belet, autor do relatório do parlamento sobre o futuro do futebol profissional."Portanto, pedimos à FIFA que junte forças com o Parlamento Europeu e com a Comissão Européia para apoiar a "regra de formação local de jogadores".

Redação Sport Marketing

UEFA luta contra mercado negro da EURO 2008

Já começaram a ser impressos e distribuídos os ingressos para a Eurocopa 2008. Segundo o portal swissinfo.ch, o torneio acontece de 7 a 29 de junho na Suíça e na Áustria está tendo dificuldades em controlar a pirataria, o mercado negro e os cambistas. Portais como o site de leilões Ebay já recebeu a oferta de de 5.500 francos suíços por um ingresso da EURO 2008 enquanto três mil ingressos estão sendo negociados atualmente na bolsa suíça Emticket.net, criada especialmente para a Eurocopa. A escassez de bilhetes e os privilégios dos "torcedores de primeira classe" incentivam o mercado negro e a partir dessa semana a impressão e a distribuição dos bilhetes pela Uefa darão novo impulso. A ameaça da UEFA de aplicar multas de até 5 francos aos envolvidos não inibe ninguém. Uma entrada para um jogo da primeira fase varia de 1.000 a 1.500 francos suíços, dependendo da participação ou não da seleção da Suíça. Para a partida Portugal x Suíça, há ingressos que variam de 300 a 800 francos. O operador da bolsa, Kurt Schwendener, disse ao jornal SonntagsZeitung que nem ele nem qualquer dos clientes até agora sofreu ameaça de punição. No Ebay suíço há mais de 100 ofertas, no Ebay alemão são oferecidos mais de 2 mil ingressos, a preços que vão de 1.000 a 3.300 francos para as semifinais e a final. Revendedores profissionais de ingressos, como o site norueguês Euroteam2008.com oferecem entradas para o jogo Itália x França em Zurique por 1 mil francos. Na plataforma alemã viagogo.de encontram-se ingressos por 1.750 francos (Suíça x Portugal) a 2.000 francos pela partida de abertura do torneio – Suíça contra república Tcheca – na Basiléia. Segundo o SonntagsZeitung, há indícios de que estão sendo vendidos ingressos que a UEFA havia entregue aos patrocinadores. A Federação Holandesa de Futebol, por exemplo, anunciou que a seleção laranja será apoiada do Estádio da Suíça, em Berna, pelo dobro de fãs do que o previsto com base nos ingressos reservados pela entidade. A própria UEFA e a firma Euro 08 SA admitem que a luta contra o mercado negro é difícil. "As leis não permitem agir contra as plataformas de revenda em todos os países" - disse a porta-voz da Euro 08, Pascale Vögeli. Segundo ela, o comércio de tickets na Suíça é legal. Como os vendedores não revelam a identidade e nem o número de referência dos bilhetes na internet, a UEFA dificilmente consegue pegar alguém. Um total de 8,7 milhões de torcedores se candidataram para os 346 mil tickets vendidos no "mercado livre" – do total de 1,05 milhão de bilhetes. A maioria saiu de mão vazias. Enquanto isso, a UEFA garantiu entradas aos "amigos" da entidade, patrocinadores, políticos, às cidades-sede e aos cartolas das nações participantes (leia mais sobre isso na coluna à direita). Um exemplo: dos 42.500 ingressos para o jogo de abertura do Euro, entre a Suíça e a República Tcheca, dia 7 de junho na Basiléia, 1.275 foram para a "família Uefa", um número igual para os VIPs, 3.400 em forma de pacotes de luxo para empresas, 5.950 para patrocinadores, meios de comunicação, entidades esportivas e supermercados. Para os torcedores suíços restaram 12.155 ingressos. Espera-se deles que criem um clima de festa no estádio, enquanto os "frustrados" devem se contentar em conseguir uma entrada para assistir aos jogos diante de telões instalados em locais públicos.

Redação Sport Marketing