27 de abr. de 2008

Coréia do Sul protesta no Revezamento da Chama

Na Coréia do Sul o Revezamento da Tocha não foi diferente. A capital Seul se juntou a várias cidades como Londres, Paris, Atenas, San Francisco e Japão ao entrar para a história pelas manifestações com relação à política externa da China. Entretanto, a maior presença foi de manifestantes pró-China, que carregando bandeiras e cartazes em apoio à política chinesa, acompanharam o desfile de 24 quilômetros entre o Parque Olímpico e a prefeitura. Os chineses tiveram que ser contidos por tropas de choque da polícia ao ameaçarem atirar pedras contra os manifestantes contra China. A segurança contou com 120 policiais correndo junto com a tocha, além de um helicóptero. A Tocha chegou à Coréia do Sul vinda do Japão, onde a passagem provocou tumulto em Nagano. A Chama Sagrada de Olympia agora egue para a Coréia do Norte, onde a expectativa é de que a passagem por Pyongyang ocorra sem incidentes.

Redação Sport Marketing

CT do Paraná tem novos parceiros

O Paraná está prestes a assinar contrato com a Base – grupo de investidores que se responsabilizará pela construção do CT, em Quatro Barras. O grupo é formado pelo fazendeiro e vice-presidente das categorias de base do clube, Marlo Litwinski, Renê Francisdo Bernardi (vice-presidente de patrimônio do clube) e pela empresa de marketing esportivo Koch Tavares. “Antes de ter algum rendimento, o grupo já terá injetado pelo menos R$ 4 milhões (custo estimado da construção do CT)” - afirmou Litwinski. A negociação prevê que o clube receba 50% dos lucros da venda de jogadores por ele revelados. A outra metade fica como contrapartida à Base pelos investimentos aplicados no Tricolor. Marlo Litwinski, desde janeiro, quando assumiu a vice-presidência das categorias de base do clube, batalha para eliminar os famosos "intermediários" que agenciam jogadores. A meta é que os jovens talentos tenham vínculos somente com o time. A intenção de investir em jovens atletas sem vínculo com empresários, segundo Litwinski, é poder formar o jogador com total autonomia. “O empresário é um atrapalho. Via de regra, não tem paciência para esperar o atleta se desenvolver, quer reverter seu trabalho em dinheiro o quanto antes. Pode ser muito útil no futebol profissional, não na base” - completou. Ele afirma que cerca de 70% dos atletas da base já estão regularizados. “Teremos não só a estrutura física do novo CT como também o investimento em recursos humanos para a formação dos atletas. Serão mais de R$ 19 milhões que serão investidos nos próximos 12 anos” - destacou o vice-presidente paranista, Márcio Villela. "Espero que a Base ganhe bastante dinheiro porque isso será sinal de que estaremos ganhando também” - salientou Aramis Tissot, presidente do Conselho Normativo e responsável por analisar o contrato com a parceira.

Redação Sport Marketing

Coluna Olímpica 9: Londres, cem anos atrás

Há exatamente 100 anos, Londres era contemplada pela primeira vez como sede da quarta edição dos Jogos Olímpicos. Em 1908, mal sabiam os fãs do esporte que a capital da Inglaterra reviveria a emoção de hospedar o mega evento quarenta anos depois, em 1948, logo após a Segunda Guerra Mundial e cento e quatro anos depois, em 2012. Muita coisa mudou no esporte e no Movimento Olímpico de um século prá cá e muito ainda irá mudar até que Londres entre para a história olímpica como a única cidade a ganhar três vezes a candidatura do evento. Do ponto de vista de marketing olímpico então, nem se fala! O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, detalha toda essa transição e mostra que "Londres 1908 estabeleceu os padrões de organização e produção dos Jogos futuros, abrindo um novo capítulo na história olímpica. O Comitê Organizador persuadiu as autoridades da Franco-British Exhibition a construírem um estádio completo com pistas de ciclismo e atletismo, piscina, vestiários e arquibancadas. A Feira pagaria por tudo isso, a um custo de não menos que £44,000. Em retorno a Franco-British Exhibition receberia 75% da arrecadação de bilheteria. Este notável contrato – do ponto de vista Olímpico - foi assinado em 14 de janeiro 1907. Algumas fontes sugerem que o custo real de construção das instalações do estádio Shepherds Bush subiu para £60,000 e posteriormente para £220,000. Depois dos Jogos, a Inglaterra ficou conhecida pelo novo método de se organizar os Jogos Olímpicos, mas o estádio caiu em desuso. Hoje, no local do estádio, hoje está o edifício da BBC de Londres, que em homenagem aos Jogos, construiu um monumento com o nome de todos os medalhistas (foto). Uma promoção pública foi lançada para ajudar a arrecadar capital para as despesas do dia a dia dos Jogos, mas no final de junho só £2,840 haviam sido recolhidos graças a 200 assinantes, a maior parte deles amigos pessoais de Lord Desborough, um nobre intelectual da época, que tinha forte influência no Comitê Organizador. Faltando duas semanas para o começo dos Jogos, ainda faltavam no orçamento £10,000 para prover as acomodações apropriadas para os competidores. Lord Northcliffe, dono do Daily Mail, um jornal da época, foi abordado por Lord Desborough e relutantemente concordou que o grupo de jornais publicasse um apelo final à população. A resposta foi fenomenal e doações de todos os cantos da Inglaterra, assim como do exterior chegaram. O Príncipe do País de Gales, o Maharajah Cooch Behar e o milionário Americano, Cornelius Vanderbilt enviaram doações. Eugen Sandow, deu £1,500, o Governo francês enviou £680, o dançarino clássico Maud Allan fez uma apresentação especial e doou a quantia arrecadada e centenas de donativos de valores menores foram enviados por leitores dos jornais de Lord Northcliffe. Em uma semana mais de £12,000 tinham sido arrecadadas e os jornais tiveram que implorar aos seus leitores para não enviar mais dinheiro. A arrecadação total dos Jogos foi de £21,500, sendo que desta quantia, somente em doações foram £16,000. A despesa incorrida pelos Jogos de 1908 foi de aproximadamente £15,000. Os Jogos começaram em 27 de abril e terminaram em 31 de outubro. Pela primeira vez os Jogos tiveram uma cerimônia de abertura com desfile das delegações, com as bandeiras das nações e atletas usando uniformes. Ficou decidido que o vencedor de cada prova olímpica receberia uma medalha de ouro, prata para o segundo e bronze para o terceiro. Até então, dava-se a prata para o vencedor e bronze para o vice. A premiação ganhava mais destaque e futuramente, a exposição de um atleta no pódio valeria ouro também em termos de marketing. A imagem de atletas e do esporte começa a ser utilizada como ferramenta de propaganda. Cem jornalistas compareceram aos Jogos. Pela última vez, os Jogos Olímpicos estariam ligados a uma Feira ou Exposição comercial." (Fonte: Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros) Para comemorar o centenário do envolvimento de Londres com o Movimento Olímpico, o LOCOG - London Organising Committee of the Olympic Games and Paralympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Para-olímpicos de Londres, fechou contrato de licenciamento com o Royal Mint para emissão de moedas comemorativas no valor de £ 2. O contrato faz parte da estratégia de marketing cujos royalties pagos ao LOCOG irão contribuir para a realização de Jogos. Paul Deighton, Chefe do Executivo do LOCOG comentou: "Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Royal Mint, com a sua reputação internacional". Andrew Stafford, Chefe do Executivo da Royal Mint comentou: "Estou encantado que a Royal Mint está contribuindo para comemorar a participação e envolvimento do Reino Unido nos Jogos Olímpicos. Estamos entusiasmados com a cunhagem das moedas comemorativas para marcar o centenário da primeira participação de Londres nos Jogos Olímpicos. Atenção colecionadores de plantão e loucos por numismática olímpica: a edição das moedas comemorativas é limitada e está disponível para compra pelo site: www.royalmint.com por tempo por pouco tempo. Para marcar o centenário, a Associação Britânica Olímpica está preparando uma agenda completa de eventos e festas comemorativas como uma Maratona, exposições, e um evento de rugby. Em 2012, o Comitê Organizador dos Jogos - LOCOG já conta com nove patrocinadores TOP´s do programa de marketing do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) estão Coca-Cola, Acer, Atos Origin, GE, McDonald's, Omega, Panasonic, Samsung e Visa que, certamente, darão um bom suporte aos Jogos. O programa de marketing local também está evoluindo com empresas como British Airways, Lloyds TSB, a EDF (empresa na área de energia) e Adidas. O valor estimado dos contratos dos patrocínios locais estão em torno de £ 40m (US$78.8 milhões). Os custos dos Jogos estão estimados em aproximadamente £9.3 bilhões.

Saudações Olímpicas

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing