26 de abr de 2008

Indonésia tenta se livrar o vício

Na Indonésia, as associações de esportes estão tentando se livrar da dependência dos patrocínios das companhias de tabaco e seguir o exemplo de outras nações asiáticas que proibiram a prática. "Eu concordo que as companhias de tabaco não deveriam patrocinar quaisquer eventos esportivos. Mas, nós não podemos proibir o patrocínio agora, porque não temos outras fontes potenciais de capital" - disse o Ministro de Esporte Adhyaksa Dault. A Associação de Futebol da Indonésia (PSSI), cujo patrocinador principal era um empresa de tabaco está tentando fechar novo contrato com uma indústria de telecomunicações, como fonte alternativa de suporte. A Associação tem uma longa história com marcas de tabaco. No ano passado, por exemplo, a marca Dji Sam Soe, patrocinaou a Copa Indiana e a Djarum a Liga. Desde 2003, aproximadamente 154 países, inclusive vizinhos da Indonésia como Malásia e Cingapura, aboliram publicidade e promoções de marcas de cigarro. O governo da Indonésia podia encorajar outras companhias a patrocinar eventos de esporte reduzindo o imposto corporativo e criando leis de incentivo.

Redação Sport Marketing

Coca-Cola é pressionada em Atlanta

Mais de 30 ativistas de direitos humanos protestaram em frente ao Museu da Coca-Cola, no centro da cidade de Atlanta, Estados Unidos. A maior fábrica de refrigerantes do mundo, patrocinadora dos Jogos Olímpicos desde 1928 e do Revezamento da Tocha dos Jogos de Beijing, foi motivo de crítica pelos ativistas do grupo Dream for Darfur, por não pressionar a China a parar com a violência em Darfur, região do Sudão onde cerca de 200 mil pessoas foram mortas. A China é parceria comercial e importante fornecedora de armas para o Sudão. Apesar do barulho, o movimento não chamou muita atenção dos vários turistas que passeavam na tarde ensolarada de Atlanta e que tentavam entrar no Museu da fábrica, conhecido como Mundo Coca-Cola, formando filas para entrar no prédio e levar de brinde uma recordação. O protesto organizado pelo grupo Dream for Darfur é liderado pela atriz Mia Farrow e pretende, no domingo, realizar manifestação em frente aos escritórios da Coca-Cola em Nova Iorque. "Nós continuamos comprometidos e ativos em fazer o que nós podemos para ajudar a situação em Darfur. Como patrocinador olímpico, nós esperamos que todos possam fundamentar positivamente o espírito dos Jogos e a Trégua Olímpica" - disse a Coca-Cola em comunicado oficial. O grupo Dream for Darfur fizeram um relatório de mais de cem páginas, o qual analisa 16 dos patrocinadores olímpicos sobre o nível de influência e atitudes que estão tomando com relação à causa. Kodak e Adidas publicaram um comunicado enviado à ONU, Nações Unidas, solicitando que enviem reforços para o Sudão. O McDonald´s também tomou providências privadas. Por isso, estas empresas ganharam do grupo "pontos positivos" e uma boa qualificação no relatório. Johnson & Johnson, Lenovo, Microsoft, Samsung e Visa receberam nota "D-menos". Nove empresas receberam "F" e foram apontadas como "covardes morais. Entre elas: Coca-Cola, UPS, Anheuser-Busch Cos, BHP Billiton, Volkswagen, GE. "Eles satisfizeram a China e o preço do apaziguamento é o silêncio em face ao genocídio e os piores tipos de abusos de direitos humanos" - disse atriz e ativista Mia Farrow. A porta-voz da Volkswagen, Andreas Meurer, ressaltou que a companhia não se envolve em problemas políticos. Já a GE recomendou ao grupo, criar uma consciência sobre a situação política de Darfur, mas discordou com a abordagem e uso da organização dos Jogos Olímpicos como plataforma política. "Nós também discordamos das afirmações feitas no relatório do grupo Dream for Darfur. A GE está tomando um papel ativo ao aliviar o sofrimento de refugiados, inclusive fornecendo equipamentos médicos para a região" - disse Deirdre Latour, porta-voz da GE. "A Fundação GE fez uma doação de US$4 milhões para a UNICEF para ajudar na compra de alimentos, abrigos e tratamentos médicos para milhares de refugiados em acampamentos regionais" - finalizou o representante da GE inconformado com a nota "F". A Coca-Cola divulgou em um comunicado oficial que " está trabalhando com grupos sem fins lucrativos, inclusive junto ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para prover ajuda humanitária para a região. A empresa escolheu dar alívio imediato fornecendo cerca de US$5 milhões em investimentos para ajudar a desenvolver soluções a longo prazo" - afirmou a Coca-Cola. A UPS declarou que não visualizou os Jogos Olímpicos como um evento político. "Assuntos políticos deviam ser lidados pelos corpos administrativos diretamente afetados" - disse uma porta-voz da UPS, Lynnette McIntire. "Nosso patrocínio aos Jogos Olimpícos de Beijing foi construído em torno do espírito dos Jogos, que tem como foco a competição atlética e promover a harmonia e a competição saudável entre as nações no campo esportivo. É por isso que a UPS está envolvida com o patrocínio. Mesmo assim, a UPS doou US$100.000 para a Africare. O grupo Dream for Darfur se diz contente com as ações da UPS e Coca-Cola, mas as companhias podiam fazer mais na proporção que ajudassem a mudar a política internacional. "A Coca-Cola é a maior marca no planeta. O grupo não está pedindo um boicote formal de produtos dos patrocinadores olímpicos, mas o grupo continuará a pressionar as companhias de modo que os consumidores das marcas saibam das posições da companhia. Todos nós, enquanto consumidores, podemos escolher. Se você quiser um refrigerante, você pode considerar comprar uma Pepsi" - disse Mia Ferrow.

Sandra White - Correspondente Sport Marketing - Estados Unidos

Tocha esquenta os ânimos no Japão

Em Nagano, Japão, o Revezamento da Tocha Olímpica voltou a esquentar os ânimos. Grupos rivais de manifestantes pró-Tibet e contra a política da China assim como os pró-China e pró-Tibet protagonizaram cenas e momentos de tumulto. Três pessoas foram detidas, uma delas após atirar ovos contra o fogo olímpico, quatro ficaram levemente feridas. Mais de 3 mil policiais fizeram a segurança do percurso. O ponto de largada do Revezamento foi alterado, depois que o templo budista Zenkoji decidiu rejeitar a passagem da Chama Sagrada. O Revezamento iniciou-se em uma cerimônia fechada. Policiais de um batalhão de choque, duas colunas de 40 policiais cada, fizeram um escudo humano ao redor dos atletas que se revezaram durante as quatro horas do percurso. O público mais uma vez foi o mais prejudicado, pois não conseguiu ver a passagem da Tocha. Do Japão, a tocha segue para a Coréia do Sul, a Coréia do Norte e o Vietnã.

Redação Sport Marketing

Zurique sediará três jogos da Euro 2008

Zurique é a maior cidade e principal centro econômico da Suíça. Nessa cidade, de 379 mil habitantes, há 1,2 mil chafarizes com água potável distribuídos por todos os lados. Zurique é a cidade com o maior número de chafarizes do mundo, tem cerca de 40 museus,é o centro financeiro suíço, a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo e sediará três jogos da Euro 2008, que ao que tudo indica, será comparável à Copa 2006 no quesito euforia. Em junho, Zurique receberá no estádio Letzigrund o campeão mundial Itália, a França e a Romênia. A nova arena, com arquitetura elegante, tem capacidade para 30 mil espectadores e é sede de dois clubes tradicionais: o Zurique e o Grasshopper. Uma vez por ano, a elite do atletismo mundial se encontra no estádio. Popularmente o Letzigrund é conhecido por "Torta". O apelido se deve ao fato de a arena lembrar um bolo de aniversário, quando estão acessos os 31 pilares de iluminação.

Redação Sport Marketing

Presidente do COI dá lição de história e pede tempo à China

Em entrevista ao jornal Financial Times, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge disse que "o ocidente precisa parar de intimidar a China acerca dos direitos humanos. Você não ganha nada na China levantando a voz. Esse é o grande erro das pessoas no Ocidente querendo somar suas visões. Manter o respeito na Ásia é de vital importância. Todos os especialistas chineses irão lhe dizer que só uma coisa funciona - discussão firme, mas respeitosa e quieta. Do contrário, os chineses irão se fechar. É isso que acontece hoje. Há muito protesto, muito e forte poder verbal, e os chineses então se fecham" - alertou o presidente do COI. A China anunciou que pretende conversar com enviados do Dalai Lama, líder espiritual tibetano, a quem o país sede da vigésima nona edição dos Jogos Olímpicos culpa por uma onda de manifestações que perseguiu o Revezamento da Tocha Olímpica e queimou o marketing político que o país pretendeia vender ao mundo. "Nós precisamos de 200 anos para evoluir da Revolução Francesa. A China começou em 1949" - lembrou Rogge, observando que houve uma época em que a Grã-Bretanha e outros países europeus também foram potências coloniais. "Libertamos as colônias há apenas 40 anos. Sejamos um pouco mais modestos". Rogge acrescentou que o COI sempre acreditou que sediar os Jogos Olímpicos "abriria a China", e que isto ainda irá ocorrer como o fato da China ter oferecido terreno significativo à instituição sobre o acesso da mídia o qual ele espera seja estendido em 2009. "Temos conseguido alcançar algo que não estou certo que líderes nacionais tenham conseguido chegar mais longe do que nós", concluiu.

Redação Sport Marketing