21 de abr. de 2008

Mercado: Coca-Cola registra lucro de 19% graças a vendas fora dos EUA


A Coca-Cola, entre outros mercados, apresentou crescimento nas vendas no Brasil, China, Índia, Turquia e Rússia. Na América do Norte, entretanto, as vendas foram estáveis, em parte em razão da situação econômica dos Estados Unidos. O lucro líquido da empresa nos três meses terminados em 28 de março foi de US$ 1,5 bilhão, uma alta de 19% no confronto com os US$ 1,262 bilhão somados no trimestre encerrado em 30 de março de 2007. Excluindo uma despesa não-recorrente de US$ 0,03 por ação relacionada com reestruturação e depreciação de ativos, a fabricante de refrigerantes disse ter ganhado no trimestre US$ 1,58 bilhão, ou US$ 0,67 por papel. As receitas operacionais líquidas passaram de US$ 6,103 bilhões para US$ 7,379 bilhões, ou elevação de 21%. Segundo a Coca-Cola, a expansão da receita deu-se graças a um aumento nas vendas de bebidas concentradas, mudanças estruturais associadas basicamente à compra de engarrafadoras, benefícios cambiais e melhor ambiente de preços e mix de produtos. As informações são da própria Coca-Cola e agências internacionais como Efe.

Redação Sport Marketing

O lado negro das marcas

A campanha Fair Play 2008 voltou a denunciar problemas nas fábricas de materiais esportivos. Segundo relatório, as condições e os direitos dos trabalhadores de fábricas de materiais esportivos não melhoraram desde os Jogos Olímpicos de 2004. O relatório revela que, além da pressão para suprir em tempo as altas cotas de produção no período olímpico, os trabalhadores freqüentemente não ganham horas extras e são expostos a forte estresse e a manipulação de substâncias químicas tóxicas. As grandes marcas esportivas do planeta entre elas Nike e Adidas seguem explorando operários em fábricas asiáticas. O estudo foi realizado com mais de 300 empregados do setor têxtil esportivo e concluiu que a exploração é norma na maioria dos países asiáticos que produzem produtos licenciados para marcas esportivas, principalmente na Índia, Tailândia e Indonésia. A campanha acusa principalmente a Adidas, patrocinadora olímpica dos Jogos de Beijing e dos Jogos de Londres 2012. O relatório destaca que, apesar da maioria das marcas esportivas terem adotado códigos de ética há mais de 15 anos para evitar exploração, "os trabalhadores seguem submetidos a pressão extrema para cumprir metas de produção e assumindo excesso de trabalho, sem receber benefícios ou hora-extra". Entre as empresas denunciadas estão a Yue Yuen, que produz um sexto dos calçados fabricados no planeta e que tem contratos com Nike, Adidas e New Balance, e a Joyful Long, da China, que produz bolas para Umbro e Fila. O relatório diz que operários podem trabalhar até 230 horas por mês por meio salário mínimo.

Redação Sport Marketing

Atletas vão usar pulseiras de protesto

A seção austríaca da Anistia Internacional (AI) apresentou uma pulseira com a mensagem "Direitos humanos no pódio", que será usada pelos atletas da Áustria nos Jogos Olímpicos de Beijing. Na apresentação, o secretário-geral da AI no país, Heinz Patzelt, destacou que a defesa dos direitos humanos é, em primeiro lugar, responsabilidade dos governos, mas os atletas podem contribuir para isso. "Ficaremos felizes se os esportistas conseguirem fazer com que suas palavras sejam ouvidas"- disse. Referindo-se à difícil situação das minorias, Patzelt também recordou que a China é o país com o maior número de execuções de pena de morte no mundo (470 em 2007), que a tortura é uma prática cotidiana e a imprensa é censurada, o que é "escandaloso" para ele. O primeiro a se associar à iniciativa "Direitos humanos no pódio" da AI foi Wolfgang Mayrhofer, medalha de prata na vela, quem em 1980, aos 22 anos, na premiação, vestiu uma faixa preta no braço em protesto à invasão soviética no Afeganistão.

Redação Sport Marketing

Tudo mais ou menos em Kuala Lumpur

A Tocha Olímpica de Beijing segue o calvário pelo mundo. A passagem pela capital malaia, Kuala Lumpur, foi concluída sem grandes incidentes e em meio a fortes medidas de segurança. Também não era para menos. A comunidade chinesa representa 25% da população da Malásia e Beijing é um dos principais sócios comerciais de Kuala Lumpur. As exportações da Malásia para a China superaram os 16 bilhões de dólares em 2007. A passagem por Kuala Lumpur foi a quarta etapa do roteiro asiático da Tocha depois de Islamabad, Nova Délhi e Bangcoc. A Chama Olímpica, que chegou no domingo proveniente de Bangcoc, partiu da Praça da Independência, onde cerca de 500 pessoas se reuniram. O percurso de 16,5 km foi concluído em frente às torres gêmeas Petronas. Cerca de 80 atletas revezaram a tocha durante todo o trajeto. No início do Revezamento, no entanto, um incidente foi registrado, quando um casal de japoneses com filho agitaram uma bandeira tibetana e foram atacados por chineses que gritavam: "Taiwan e Tibet pertencem à China". Os manifestantes chineses os agrediram com instrumentos utilizados para aplaudir e fazer barulho nas manifestações esportivas, segundo informaram a Polícia e um jornalista da AFP. Uma cidadã britânica, que também exibia uma bandeira tibetana, foi detida, informou a Polícia. Enquanto isso, a anistia internacional (www.amnesty.sk), produziu cartazes que chocam os olhos do mundo misturando no tema anistia, alguns esportes olímpicos como o tiro como imagens de pessoas sob tortura (foto). Na França, a Prefeitura de Paris tornou o líder espiritual tibetano Dalai Lama cidadão honorário. A decisão de homenagear o Dalai Lama foi apoiada pelo prefeito socialista Bertrand Delanoe e aliados ambientalistas, mas não teve o apoio do partido de direita do presidente Nicolas Sarkozy ou dos comunistas. Essa decisão pode ser considerada uma resposta à tentativa de boicote aos produtos franceses iniciada pela população chinesa após as manifestações pró-Tibet na passagem da Tocha em Paris. Milhares de chineses realizaram manifestações no fim de semana dentro e fora da China em reação aos ataques sofridos pela tocha olímpica no percurso mundial. Na Europa e nos Estados Unidos, o alvo foi a imprensa ocidental, enquanto que na China, o alvo foi a rede francesa de supermercados Carrefour, que catalisou a ira dos jovens contra os atos pró-independência do Tibet. O sentimento de xenofobia chinês fez com que a censura chinesa apagasse dos fóruns de discussão (MSN) freqüentados por jovens a maioria das mensagens que defendiam o boicote ao Carrefour. Órgãos de imprensa estatais ligados ao Partido Comunista passaram a defender que o patriotismo seja expressado de maneira "calma" e "racional". O governo também mobilizou centenas de policiais para defender a integridade das lojas do Carrefour no país. Milhares de pessoas se reuniram em seis cidades chinesas para protestar em frente às lojas do Carrefour, com faixas que traziam dizeres como "Cale a boca, França" e "O Tibete é parte da China". Na cidade de Wuhan, capital da província central de Hubei, alguns manifestantes carregavam imagens de Mao Tsé-tung (1893-1976), o líder que, como nenhum outro, soube despertar a irracionalidade da juventude na Revolução Cultural (1966-1976). Em Los Angeles, 1.500 chineses protestaram em frente à sede da CNN para pedir a demissão do comentarista Jack Cafferty, que no dia 9 de abril afirmou no programa "Situation Room" que os chineses são "imbecis e bandidos" e os produtos que vendem ao exterior, "lixo". Cafferty disse na semana passada que não se referia ao povo, mas sim ao governo da China. A rede britânica BCC também foi alvo de protestos realizados em Londres e Manchester. Também ocorreram demonstrações em Paris e Berlim. Já no outro lado do mundo, a etapa do Japão da Tocha Olímpica, que iria começar em um famoso templo budista, terá início em um estacionamento segundo informaram as autoridades japonesas. O templo de Zenkoji, um famoso santuário budista do século VII situado em Nagano, cidade sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998, se negou a ser o ponto de partida da etapa japonesa do Revezamento da Chama Olímpica, no próximo sábado, devido à repressão chinesa no Tibet. Após essa decisão, o santuário foi alvo da ação de vândalos e a Polícia investiga se esses atos estão relacionados aos Jogos Olímpicos de Beijing. A China disse que está disposta a dialogar com os manifestantes que vêm tentando atrapalhar a passagem da Tocha Olímpica, para explicar as posições políticas do país em relação ao Tibet.

Redação Sport Marketing