10 de abr. de 2008

Especial: "Naming rights" uma tendência que veio para ficar

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, muito irá falar-se em "naming rights" para os estádios de futebol. O tema começa a pipocar na proporção em que após três anos de parceria, o Atlético-PR e Kyocera não renovam contrato de naming rights, apesar de uma das cláusulas prever a opção por mais três anos. A empresa foi nos últimos tempos, a maior patrocinadora da camisa do clube e que também batizou o estádio da Arena da Baixada (veja detalhes no arquivo do blog). No Brasil, o Atlético-PR foi o primeiro clube ter a experiência de batizar a Arena com o nome de uma empresa e parece ter aprovado, pois está à procura de um novo parceiro que pague mais pelos direitos, já que a Copa do Mundo vem aí e vai aquecer o mercado nacional. Recentemente, o Sport Marketing também anunciou que o estádio do Stuttgart vai mudar o nome para Mercedes Benz Arena (veja detalhes arquivo do blog). A partir de 30 de julho, o Estádio Gottlieb Daimler será rebatizado para Mercedes Benz Arena, graças a uma negociação entre a empresa automobilística Daimler, cuja sede fica nos arredores de Stuttgart e a diretoria do time atual campeão alemão. Para isso, a fabricante alemã de carros pagou 23 milhões de euros, de acordo com informações publicadas no diário Die Welt. Com o dinheiro, o clube pagará parte da reforma do estádio, que começará no próximo ano. Para o Brasil, que ainda engatinha nessa área, é importante deixar claro que a tendência de venda de "naming rights" de estádios em troca de milhões de euros não é nova, mas vem crescendo de uns tempos prá cá. Na Alemanha, por exemplo, esta tendência teve iníciao em 1997, quando o Parque Esportivo Ronhof, na cidade de Fürth, tornou-se Estádio Playmobil. Dois anos mais tarde, o estádio de Leverkusen passou a chamar-se BayArena e em 2001 o Hamburgo passou a jogar no AOL Arena. Desde então, o processo não parou mais. Pelo menos metade das equipes da Primeira Divisão do futebol alemão joga em estádios com nomes comerciais, como Commerzbank, Generali ou Veltins. "Você pode ter a certeza de que os estádios que ainda não têm um nome comercial estão sendo objeto de negociações neste sentido" - disse Maik Thesing, do portal de internet sobre estádios stadionwelt-business.de (uma ótima fonte de informação). Do ponto de vista meramente comercial, um poderoso patrocinador disposto a gastar somas milionárias para ter o nome num prédio traz muitos benefícios. Quando equipes ou cidades constróem novos estádios e vendem os direitos do nome, podem diminuir grande parte dos custos da obra, como foi o caso do Allianz Arena de Munique (foto). Mas como valorar um estádio? Se o estádio já existe, um novo nome pode financiar reformas ou mesmo ajudar a pagar os salários dos jogadores. "Se você quiser sobreviver em nível internacional, tem de adquirir os melhores jogadores" - disse Benedikt Roemmelt, economista do Instituto de Ciências do Desporto em Jena, especializado em assuntos esportivos. "Se um clube não tem condições de se manter financeiramente no mesmo nível, por exemplo, de um clube inglês, ele não tem chance" - finalizou. O preço para a mudança do nome de um estádio depende da localização e da reputação da equipe que joga nele. A Generali concordou em pagar 400 mil euros por ano para dar o nome ao estádio de Unterhaching, nas proximidades de Munique. Já o Commerzbank paga 3 milhões de euros por ano ao Frankfurt, e a seguradora Allianz desembolsa 6 milhões de euros anuais para dar o nome ao estádio do Bayern de Munique. Apesar dos benefícios, muitos torcedores criticam o fenômeno e a maioria das trocas de nomes de estádios foi acompanhada de protestos dos torcedores, que acusam esta forma de comercialização do futebol. Em Nurembergue, por exemplo, a torcida do clube local ficou indignada quando o banco easyCredit comprou os direitos do nome do Frankenstadion em 2006. Em protesto, passou a adotar o nome Estádio Max Morlock, em reconhecimento a um conhecido jogador do clube, falecido. Este nome tem se revelado muito mais popular entre o público. Alguns meios de comunicação, como o diário Westdeutsche Allgemeine Zeitung, também se recusam a usar os nomes comerciais por considerá-los propaganda. Eis aí, um problema que o Brasil terá que enfrentar junto a veículos de comunicação mais ortodoxos. A tendência é que com o passar do tempo, a comercialização de tudo no esporte, inclusive dos estádios, se torne comum e aceita, das mesma forma como já ninguém mais se importa com a propaganda nas camisas e as placas do gramado.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing

"Escolha da China foi sem muita reflexão"

"Possivelmente a escolha da China para sediar os Jogos Olímpicos tenha sido sem muita reflexão, pois se subestimou os protestos dos tibetanos, as atividades dos monges tibetanos e também a força do controle, a intensidade da opressão que não atinge só os tibetanos, mas também o acesso dos chineses à mídia, à liberdade de opinião" - opinou Michael Lackner, professor de Sinologia na Alemanha (ciência que trata da história, da língua, da escrita, das instituições e dos costumes chineses). Após os vários acontecimentos que antecedem os Jogos Olímpicos de Beijing 2008, a máscara chinesa caiu aos olhos do mundo. A partir da candidatura aos Jogos, a China apresentou-se como nação autoconfiante. Os planos eram que os Jogos fossem uma espécie de encenação perfeita: a entrada definitiva de um país bem-sucedido na comunidade internacional. Porém, o Revezamento da Tocha Olímpica planejado por Beijing para ser a "corrida da harmonia", foi marcada por tumultos e protestos, levando por terra todo um marketing político chinês na proporção que o governo chinês reagiu indignado à perturbação da encenação. A partir dos últimos acontecimentos uma pergunta não quer calar: entregar o evento à China foi um erro? Na opinião de Michael Lackner, a China quer brilhar com o evento, por outro, pretende atingir certa homogeneização e certo progresso. Com relação aos quesitos referentes aos direitos humanos e liberdade de imprensa, Michael Lackner acredita que ao menos parte das promessas serão cumpridas! "Segundo as últimas informações, durante as três semanas dos Jogos todos os hotéis internacionais e alguns cybercafés terão acesso irrestrito à internet. Por um lado, para que os jornalistas possam trabalhar e, por outro, talvez também para que informem que não tiveram problemas no acesso à internet. Este tipo de promessa o governo naturalmente pode cumprir a qualquer tempo. Só que isso não acontecerá amplamente! O único aspecto relevante é que Beijing não se deixa intimidar pelos Jogos Olímpicos e mantém a política de linha dura." Com respeito à compreensão dos direitos humanos e ao significado da liberdade de opinião, parece que a China e o Ocidente têm sistemas de comunicação completamente diferentes. O que a China interpreta como uma conspiração antichinesa é visto pelo Ocidente como revolta legítima de uma minoria reprimida. De acordo com Michael Lackner, no momento parece difícil manter um diálogo com o governo chinês sobre estas questões, especialmente sobre a questão do Tibet. "Parece-me importante que prossiga o diálogo em áreas da cultura e das ciências. Pois me parece que o diálogo na economia, de qualquer maneira, continua. O acesso dos chineses não é restrito apenas em relação à imprensa. Também a chamada "educação patriótica", que há pelo menos duas décadas, atinge todos os chineses. Veja como é apresentada a história chinesa nos livros escolares! A questão da integridade territorial é bem central" - finalizou o estudioso alemão de Sinologia.

Redação Sport Marketing

Kappa assina com o Clube Comercial

A multinacional alemã de materiais esportivos, Kappa, fechou contrato de patrocínio com o Esporte Clube Comercial. A empresa, que é o principal patrocinador do time, também tem acordo com Sampdoria, Roma, Botafogo, Cerro Porteño, Bétis, Rosário Central e Werder Bremen, passará a fornecer todo o material esportivo do clube comercialino, que estréia novo uniforme na partida do dia 13 contra o Ivinhema. Os valores do contrato não foram revelados.

Redação Sport Marketing

Ipatinga fecha com a Topper

O Ipatinga fechou parceria, pelos próximos 2 anos, com a Topper. O clube, que irá fornecer todo o material esportivo da equipe. O lançamento oficial do novo material esportivo do Tigre está previsto para a primeira quinzena de maio, antes da estréia na série. O uniforme só chegará às lojas após essa data. "Esse ano, apesar das dificuldades encontradas é muito especial para o Ipatinga. Além de comemorarmos uma década de existência, pela primeira vez, disputaremos a série A do Campeonato Brasileiro. A parceria com uma marca de credibilidade como a Topper vem coroar o trabalho do clube e a torcida" - disse Marina Visacro, diretora de marketing e comunicação do Ipatinga.

Redação Sport Marketing

Lei Agnelo-Piva ajuda judô nacional

Um exemplo de gestão. Depois de passar por momentos difíceis históricos, finalmente, a administração e gestão da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) parece ter encontrado o equilíbrio. Exemplo disso é que a CBJ irá pagar salários aos titulares da seleção a partir deste mês (abril) e até setembro. Cada atleta receberá o valor de R$ 3.500,00. "Os recursos são oriundos da Lei Agnelo-Piva" - explicou o presidente da Confederação, Paulo Wanderley. O judô recebe 3,5% de repasse do recurso federal. Em 2006, a porcentagem equivaleu a R$ 1.572.059,55. "Esta é uma idéia antiga da Confederação. Já fazemos o pagamento de premiação por resultados, bônus e estamos retomando o pagamento mensal. Fizemos isto há 5 anos, em 2003" - esclareceu o presidente. O insentivo financeiro veio em boa hora. Em Jogos Olímpicos, o judô já conquistou para o Brasil 12 medalhas olímpicas: dois ouros, três pratas e sete bronzes. A primeira foi o bronze conquistado por Chiaki Ishii em Munique-72. O primeiro ouro veio com Aurélio Miguel em Seul-88. Nos Jogos de Atenas, Leandro Guilheiro e Flávio Canto ficaram com o bronze. A atual administração assumiu no início dos anos 2000. 'Se você avalia de 2001 (quando assumiu) até hoje não tem termos de comparação', ressalta Paulo Wanderley. Desde setembro de 2005, a CBJ conta com o patrocínio da Infraero, além de parcerias com a Scania e a Mizuno, fornecedora de materiais esportivos.

Redação Sport Marketing

Atlético Paranaense nas ondas do rádio - só pagando!

R$ 15 mil por jogo. Este é o preço que o Atlético Paranaense pretende cobrar das emissoras de rádio que quiserem transmitir os jogos do time no Campeonato Brasileiro. O preço é único e vale para os jogos realizados em Curitiba quanto aqueles fora da capital paranaense. O comunicado foi publicado no site do clube. Os interessados terão à disposição um pacote com todos os 38 jogos ao preço de R$ 456 mil. De acordo com o clube, somente a transmissão integral dos jogos está sujeita às novas regras, continuando abertos os "flashes do evento", tudo em respeito aodireito de acesso à informação e liberdade de imprensa. Luciana Pombo, a Lei Pelé garante o direito de imagem, no artigo 42. "O Atlético entende que a marca é imagem. O debate sobre a regulamentação das rádios, diferentemente do que aconteceu com as televisões, não vinha acontecendo. Nós entendemos, no entanto, que não há retorno"- afirmou a diretora de Comunicação do Atlético. O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero, considerou a decisão "esdrúxula, absurda e ilegal" e contestou o entendimento que o clube deu à Lei Pelé. "Ela trata só de direito de imagem e a transmissão radiofônica não está nisso" - esclareceu.

Redação Sport Marketing

Kelly Slater vira cerveja

Kelly Slater durante muito tempo longo foi conhecido como o ‘rei do surf '. Agora, sob o patrocínio da Budweiser Kelly, oito vezes campeão do mundo, recebe o novo título de ‘rei da cerveja ' - no bom sentido, é claro. É que a Anheuser Busch, em parceria com Quiksilver, lançou uma cerveja de edição limitada em tributo ao campeão com o logotipo "SL8R" Quiksilver. A lata tem mais um jeitão de energético do que de cerveja. Para lamento dos fãs de Slater e dos apaixonados por surf, a distribuição da cerveja será apenas no Hawai.

Redação Sport Marketing

Quem quiser que conte outra!

Quem quiser que acredite nessa matéria dilvulgada pela imprensa estatal chinesa. Sem meios de confirmar a veracidade da notícia por via independente, analistas acreditam que o alarde chinês de desarticulação de uma rede criminosa que planeava raptar atletas participantes nos Jogos Olímpicos não passa de um balão de ensaio para desviar a atenção do mundo dos vários tumultos por que tem passado a Tocha Olímpica por diversas cidades do mundo. Segundo Wu Heping, porta-voz do ministério da Segurança Pública, o grupo criminoso que planeava raptar atletas operava na região ocidental de Xinjiang. O mesmo responsável indicou que 35 pessoas foram detidas entre 26 de março e 6 de abril por conspirarem e planejarem o rapto de atletas, jornalistas estrangeiros e outros visitantes durante os Jogos. "Um grupo terrorista violento queria sabotar os Jogos Olímpicos criando uma ação de impacto internacional" - afirmou Wu Heping. O porta-voz governamental indicou que o grupo pediu aos membros que se preparassem para lançar ataques terroristas contra os Jogos. Foi-lhes igualmente pedido que fizessem uns ensaios com gases venenosos, carne venenosa e explosões com controles remotos. As autoridades chinesas teriam conseguido apreender vários quilos de explosivos, oito barras de dinamite e literatura "jihadista", de acordo com Wu Heping, cita a Sky News. Sem outra versão além dos veículos estatais da China, fica difícil acreditar, ainda mais, em um momento em que a imagem da China não é das melhores para o resto do mundo e o marketing político chinês está em baixa.

Redação Sport Marketing

Honda: A moto oficial do X Games

Pela primeira vez na história, o Brasil vai receber uma etapa mundial do X Games Brasil 2008. Para aproveitar o evento e ampliar o relacionamento com o público jovem, a Honda é uma das patrocinadoras do evento. Com o slogan “Honda: A moto oficial do X Games”, a empresa busca manter um contato direto com os consumidores tanto na arena das atividades esportivas quanto na exposição de produtos. O evento ocorre entre os dias 25 e 27 de abril, no Sambódromo do Anhembi, São Paulo (SP), e é considerado os Jogos Olímpicos dos esportes radicais. Ações específicas de marketing e um trabalho conjunto com redes concessionárias são algumas das atividades de comunicação adotadas pela Honda para potencializar a participação na competição. A Honda montará com dois estandes no X Games. O primeiro é uma área de 300 m2 que mostra a linha de motocicletas para uso off-road. Haverá também uma área de 1.000 m2 destinada para a realização de test drive com a POP 100, Biz 125+, NXR 150 Bros, CG 150 Sport, CBX 250 Twister e XR 250 Tornado. Toda a atividade conta com o apoio e as orientações técnicas dos instrutores de pilotagem de Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH). No hotsite www.hondaxgames.com.br é possível navegar pelo estande interno e obter informações sobre a história da Honda. Em 13 anos de evento, esta será aprimeira vez que o X Games, que realizará uma etapa mundial no país. Cerca de 100 atletas disputarão as provas de BMX e Skate (Street e Vertical) e MotoX (Step Up e Best Trick) durante três dias, atraindo a atenção de mais de 109 milhões de pessoas. Esse será o segundo maior torneio já realizado em todo mundo, perdendo apenas para a etapa tradicional de Los Angeles, Estados Unidos. Cidades como Dubai (Emirados Árabes Unidos), Xangai (China), Cidade do México (México) e Londres (Inglaterra) também sediaram o evento.

Redação Sport Marketing

Coluna Olímpica 8: Jogos Olímpicos Piratas!

Ditadura é ditadura, não importa o país e o continente! Quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os membros da entidade votaram a favor da vigésima nova edição dos Jogos Olímpicos acontecer em Beijing, todos ali tinham ciência das transgressões aos direitos humanos,
massacres contra o povo tibetano, que chineses fumam e cospem à torta e à direita nas ruas, que não sabem o que é fila, que comem cachorros, escorpiões, cobras, gatos, que usam vasos sanitários estilo turco (no chão)..enfim...todas as atrocidades e diferenças culturais vindas daquela região do planeta. Sabiam também que a China não mudaria os procedimentos, os costumes, mas, mesmo assim, caíram nas promessas de que a China cumpriria moralmente o acordo jurado durante a candidatura de progredir nas questões sociais, em especial nas questões dos direitos humanos. Pois é, os Jogos Olímpicos nem começaram e a China faz questão em mostrar ao COI e ao mundo que todos caíram no golpe do chinês! O COI hoje vive uma situação parecida com a de vários consumidores que compram eletrônicos na Rua 25 de março, em São Paulo, local de maior aglomeração do comércio chinês do país. O COI vive hoje a mesma angústia que vários consumidores de produtos piratas chineses sentem. Após testar um aparelho na loja da Rua: 25 de março, levar o aparelho para casa e ligar, de repente, o aparelho pára de funcionar, sem explicação, direito a troca, garantia, devolução ou reclamação! É o golpe do produto pirata chinês - um risco que o consumidor corre ao optar por negociar com a pirataria! Nestes casos, nem adianta reclamar! Se você for reclamar, além de não entender nada do que o chinês estará te falando, (na hora da venda os chineses arranham o português e te convencem a realizar a compra, mas na hora da troca, espertamente, falam com você em mandarim ou algum dialeto), o vendedor será rude, vai andar de um lado para o outro, sem ao menos olhar na sua cara, não vai lhe devolver o dinheiro, não vai trocar o aparelho e ainda vai tentar lhe convencer que a culpa foi sua que não soube manipular direito! No final das contas, além de lesado, enganado e mal tratado, você não resgata o dinheiro, nem tão pouco, a moral e o produto que comprou - negócio pirata chinês é aborrecimento na certa! Isso sem contar que direta ou indiretamente o "china" acaba levando alguma vantagem em cima de você! "Assim são os chineses, prometem e, no último minuto, sempre mudam os planos dizendo que nada estava acordado antes" - me alertou há pouco tempo um amigo economista que sabe ler como ninguém as culturas humanas. O mesmo está ocorrendo hoje com relação aos Jogos Olímpicos. Antes de ganhar a candidatura, a China prometeu o mundo ao mundo, agora, nada feito e, pior, o COI e o Movimento Olímpico é que estão pagando a conta da escolha! O cinismo e o desdém do governo chinês é tão grande que, às vésperas da realização dos Jogos Olímpicos, realizou outro massacre no Tibet. O presidente do COI, Jacques Rogge, pediu à China que respeite os compromissos de melhorar a situação dos direitos humanos, mas o governo chinês, agora às portas do evento e dominando o jogo, respondeu de forma dura, que a política deve ficar fora do evento. Em outras palavras, o COI não tem mais como trocar a "promessa, o produto pirata" que comprou e repassou ao mundo quando deu nas mãos da China o direito de sediar os Jogos! Engraçado lembrar os comentários da imprensa com relação aos atrasos das obras dos Jogos de Atenas 2004! Chegou-se a falar que os Jogos seriam verdadeiros presentes de gregos! Nada como um Olimpíada atrás da outra! As instalações ficaram prontas e os atletas de todo o mundo desfrutaram da alegria olímpica. Na China, os Jogos mal começaram e a tristeza e o pesar tomaram proporções mundiais, com a Tocha Olímpica sendo escondida da população, peregrinando dentro de ônibus, sendo apagada, atacada, desvalorizada. Rogge lembrou, em entrevista coletiva em Beijing, que as autoridades chinesas haviam prometido, depois de apresentar a candidatura aos Jogos Olímpicos de 2008, que se vencessem a disputa abririam a guarda das questões políticas e de direitos humanos. "Isto é o que eu qualificaria de compromisso moral, mais que jurídico. Pedimos a China que respeite este compromisso moral", afirmou. No entanto, o governo da China pediu pouco depois do discurso de Rogge que o COI deixe os "fatores políticos irrelevantes" fora dos Jogos Olímpicos. "Acredito que os dirigentes do COI respaldam os Jogos Olímpicos e aceitam a carta olímpica, que estipula que fatores políticos irrelevantes não sejam considerados" - afirmou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Jiang Yu. "Espero que os dirigentes do COI continuem aderindo aos princípios da carta olímpica" - acrescentou. Esquece-se a China, porém, que quando a situação passa a tomar proporções mundiais, como é o caso dos acidentes no transcorrer do Revezamento da Tocha Olímpica pelo planeta, a questão deixa de ser do COI e passa a ser dos governos dos países envolvidos, o que indiretamente significa questões diplomáticas que estão ligadas sim à política. Mas, como a China não está nem aí para o que acontece fora das muralhas, que se dane o mundo. Resta ao COI pegar os Jogos Olímpicos chineses piratas e ir reclamar com o Papa, porque Jacques Rogge já rogou o suficiente pela paz e parece pregar no deserto da ignorância da ditadura chinesa! Rogge fez um discurso muito combativo aos representantes dos 205 Comitês Olímpicos Nacionais reunidos em Beijing com a comissão executiva do COI, no sentido de motivar os atletas a comparecer aos Jogos. "Digam a eles que, apesar de tudo o que têm ouvido, os Jogos serão muito bem organizados" - destacou Rogge, antes de pedir aos atletas que "não percam a fé". "Nos restam 120 dias e tenho certeza de que será um sucesso" - acrescentou. Rogge afirmou ainda que a viagem da Tocha Olímpica não tem sido o evento feliz que esperava, em conseqüência dos incidentes registrados durante a passagem, especialmente em Paris e Londres. "Felizmente, a situação foi melhor em São Francisco. No entanto, não foi a festa feliz que havíamos desejado. Nos sentimos aliviados e felizes com o que ocorreu em São Francisco, onde não houve violência ou detenções" - completou. Além disso, fez questão de ressaltar que a viagem da Tocha Olímpica não será encurtada, apesar das polêmicas na Europa e Estados Unidos. "Posso confirmar que este cenário não figura no programa", declarou Rogge. Alguns membros do COI haviam mencionado a possibilidade de redução do percurso da Chama Olímpica depois do fiasco registrado em Paris. Os protestos são motivados pela repressão chinesa aos monges no Tibete, mas o Dalai Lama reiterou apoio aos Jogos Olímpicos. "Apóio a organização dos Jogos pelos chineses porque a China é a nação mais povoada e mais antiga" - declarou o líder espiritual do budismo tibetano pouco depois de desembarcar no aeroporto de Narita, Japão. "Realmente merecem"-acrescentou à imprensa. "Apesar dos acontecimentos infelizes no Tibet, minha posição não mudou" - concluiu. O presidente do COI reafirmou ainda na entrevista coletiva os princípios da carta olímpica, ao lembrar que os atletas não serão autorizados a fazer propaganda, mas conservarão a liberdade de expressão nos Jogos. "A liberdade de expressão é algo absoluto, é um direito humano que também pertence aos atletas" - declarou Rogge, em entrevista coletiva, antes de lembrar que esportistas terão que aceitar as "pequenas restrições" citadas na carta olímpica, cujo artigo 51 proíbe qualquer "propaganda política, religiosa ou racial" em uma sede olímpica. Já o Parlamento Europeu (PE) aprovou uma resolução que pede aos líderes da União Européia (UE) estudem um boicote conjunto à Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, caso as autoridades chinesas não dêem mostras de interesse em dialogar para solucionar o conflito do Tibet. O texto, que recebeu 580 votos a favor e 24 contra, pede que a Presidência rotativa da UE, exercida pela Eslovênia, estabeleça uma posição comum sobre a participação ou não dos chefes de Estado e Governo e do Alto Representante, Javier Solana, à cerimônia. Além disso, especifica que essa posição comum deverá incluir "a opção de não assistir à cerimônia caso não seja retomado o diálogo entre as autoridades chinesas e o Dalai Lama".O presidente da Câmara, Hans-Gert Pöttering, destacou após a votação a "quase unanimidade" do PE sobre o texto, e confiou em que os governantes europeus percebam a importância da mensagem. A resolução deplora a "brutal repressão" das forças de segurança chinesas contra os manifestantes tibetanos e pede uma investigação das Nações Unidas sobre o ocorrido nos recentes protestos, assim como o acesso de diplomatas e jornalistas estrangeiros à região. Por outro lado, o texto elogia os pedidos de protesto não violento feitos pelo líder religioso tobetano e a aposta por uma solução ao conflito baseada na autonomia. O Parlamento Europeu, lembra o projeto de declaração, espera receber o líder tibetano em uma sessão solene este ano. As emendas aprovadas ao texto pedem a "libertação imediata" de todos os manifestantes pacíficos detidos no Tibet pelas autoridades chinesas. Disso tudo, uma coisa é certa: se o presidente pudesse entrar na máquina do tempo, ele e os demais membros votantes do COI, jamais iriam comprar Jogos Piratas, teriam dado a outro país a felicidade de hospedar os Jogos Olímpicos em paz, harmonia e felicidade com o resto do mundo! Produto chinês pirata dá nisso, na hora "H" nunca funciona direito e ler o manual de instrução é uma missão hercúlea! O melhor a fazer é rezar e se livrar logo do problema.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing

Canoagem apela ao Bingo

A Federação Paulista de Canoagem ajuizou no STF (Supremo Tribunal Federal) uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, com o objetivo de tentar garantir o suposto direito de explorar bingos permanentes para angariar recursos para o fomento do desporto, conforme previsto no artigo 217 da Constituição Federal. O ministro Celso de Mello é o relator.A federação, de acordo com informações do Supremo, afirma que foi beneficiada pela Lei nº 9.915/989 (Lei Pelé) – que considerava os bingos permanentes um serviço público lícito – adquirindo desde aquela data o direito líquido e certo de explorar a atividade. A Medida Provisória 168/2004 revogou o artigo 59 da Lei Pelé, que permitia a atividade de bingos. Mas a MP foi rejeitada pelo Senado, diz a federação, e não vigora mais. Com isso, criou-se um vazio legislativo, o que não representa proibição, uma vez que “o que não é proibido é permitido”, afirma.A Lei Pelé, que estaria em vigor, não fez voltar a vigorar o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, além de ter qualificado a exploração de bingo permanente como serviço público, o que evidencia que essa atividade não pode ser considerada como contravenção ou jogo de azar. “Assim, não há que se falar em atitude ilícita”, conclui a federação.

Redação Sport Marketing

Nike por todos os lados

Com 339 m² de área total, no Bourbon Shopping Pompéia, Nike Store inaugura a quarta loja em São Paulo. A loja segue o conceito de boutique esportiva, com produtos esportivos como corrida e futebol, selecionados e bem apresentados, além da linha “life style” da marca. A novidade são os produtos de uso casual, inspirados na cultura do esporte distribuídos em um anexo da loja especialmente decorado com inspirações da década de 50. A Nike Store também possui provadores exclusivos, tvs de plasma distribuídos pela loja exibindo vídeos da marca e um terminal IMac para conexão e informação sobre o sistema para corrida Nike Plus. A Nike Store do Bourbon Shopping Pompéia é operacionalizada pela rede de lojas Bayard. Ao todo, a Nike possui 09 lojas no Brasil, sendo 4 em São Paulo, 2 no Rio de Janeiro, 1 em Belo Horizonte, 1 em Curitiba e 1 em Porto Alegre. A nova loja do Bourbon Shopping Pompéia abre as portas ao público comercializando com exclusividade o novo tênis feminino Nike Shox Vivify com colunas de amortecimento em novo design e todo desenvolvido em couro branco com detalhes prateados e dourados, forte tendência internacional de estilo. Preço Sugerido – R$ 499,90.

Redação Sport Marketing

Unimed segue com Avaí

A Unimed Grande Florianópolis segue parceria vitoriosa com o clube catarinense Avaí Futebol Clube. Há oito anos patrocinando o time, a Unimed renovou contrato. De acordo com o contrato, além de colocar a marca nos calções, a cooperativa também terá placas publicitárias no estádio Aderbal Ramos da Silva e fará divulgação, durante as partidas em Florianópolis, do SOS Unimed Plus. O apoio ao esporte tem como objetivo relacionar a cooperativa com seu maior foco, saúde e qualidade de vida, além de reforçar o slogan ‘O melhor plano de saúde é viver o segundo melhor é Unimed’.

Redação Sport Marketing

Panini lança figurinhas da EURO 2008

Quem nunca fez coleção de carrinhos, broches (pins) e, principalmente, de figurinhas? Ainda mais se a coleção for de figurinhas de jogadores de futebol. Pois bem, a caça às figurinhas dos jogadores que disputarão a Euro 2008 já virou mania na Suíça. A produção para a Europa é em Módena; para a América do Sul elas são impressas em São Paulo. Os suíços são campeões mundiais em colecionar os chamados "Paninis". Antes da Copa de 2006, compraram 60 milhões de pacotes, oito por habitante. A Suíça, sede da Eurocopa 2008, terá direito a 20 figurinhas adicionais que mostram jogadores em ação e imagens do público. Haverá igualmente fotos da seleção, dos mascotes Trix e Flix, dos estádios e das cidades-sede. Para completar o álbum da Eurocopa, disputada por 16 países, o colecionador vai ter que conseguir as 555 figurinhas inéditas. Na melhor das hipóteses, a brincadeira custa 113 francos suíços. Na Copa 2006, com 32 equipes participantes, eram necessárias 596 fotos. Naquele torneio, os alemães compraram 110 milhões de pacotes (dois por habitante), ficando em segundo lugar atrás da Suíça.Receita de 63 milhões de francos"Estimamos que neste ano sejam vendidas cerca de 300 milhões de figurinhas na Suíça", diz Stefan Knuchel, porta-voz da Valora AG, uma das maiores vendedoras do produto no país.Isso seria exatamente tantas quantas foram vendidas antes do Mundial há dois anos, só que na época eram necessários 10% a mais dos retratinhos para completar um álbum.Cada pacote com cinco unidade custa dois francos suíços. Se confirmadas as estimativas de vendas de 1,7 milhão de álbum e 60 milhões de pacotinhos, o faturamento com o negócio seria de aproximadamente 63 milhões de francos – só na Suíça. Parte da receita vai para a Associação Suíça de Futebol (ASF), que vendeu os direitos de uso da imagem à Panini. A seleção suíça também ganha, mas a ASF não revela quanto. "Analisamos as estatísticas dos jogos oficiais e dos amistosos, consultamos as federações, enviamos nossa lista para ver se estava correta. Podmeos dizer que erros serão raros" - explicou Silvia Losi, responsável da Panini na Suíça.

Redação Sport Marketing

Sport Marketing estréia colaborador em São Francisco

O Sport Marketing tem a honra de apresentar nosso colaborador em São Francisco, o brasileiro Bruno Arakaki que estréia em grande estilo, em ritmo olímpico. Bruno faz intercâmbio entre a San Francisco State University e a Escola de Educação Fisica e Esporte da USP, estuda marketing e é estagiário da Bay Area Sports Organizing Committee, organização realizadora da candidatura de Salt Lake City 2012 e parceira do Comitê Olímpico Americano. Como boas vindas ao Bruno, segue a coluna dele exclusiva ao Sport Marketing sobre a passagem da Tocha Olímpica. Vai dái Bruno! Seja bem-vindo ao Sport Marketing!

Saudações Olímpicas

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing




(Fotos: Bruno Arakaki)


Esconde-esconde pela Paz em São Francisco


"Nessa quarta-feira, zêlo pela seguranca e garantia da liberdade de expressão foram os fatores determinantes para a tomada de decisão referente a completa mudanca no trajeto percorrido pela Tocha Olímpica" - disse o prefeito de São Francisco, Garvin Newsom em entrevista pos-evento à NBC, rede detentora, com exclusividade, dos direitos de transmissâo dos Jogos Olímpicos da China para os Estados Unidos. O símbolo desapareceu das ruas de São Francisco minutos após ter iniciado o percurso e só ressurgiu cerca de uma hora depois, a uma distância de quase três quilômetros do ponto inicial. Depois do sumiço, o símbolo reapareceu em um ponto distinto da cidade, longe do público. Alegando condições desfavoraveis para uma condução da Tocha Olimpica segura, o ponto de partida foi transferido das margens da Baia de São Francisco, ao lado do "AT&T Park", Estádio do time de baseball "San Francisco Giants", para uma área central, enlouquecendo jornalistas e surpreendendo moradores desavisados em ruas imprevistas na rota publicada. A nadadora chinesa Lin Lee, primeira a participar do Revezamento, recebeu a chama com atraso - o percurso deveria ter começado às 13 horas locais (17 horas de Brasília) -, rodeada por agentes de segurança chineses. De acordo com um porta-voz das forças públicas, o caminho que seria percorrido pela Tocha estava bloqueado por manifestantes. A rota, além de alterada, foi reduzida dos 10 quilômetros iniciais para 5,5 quilômetros. A mudança foi referendada pelo prefeito de São Francisco, Gavin Newson. A estratégia, apesar de ter privado parte da população da felicidade de se encantar com a Chama, parece ter atingido o objetivo. Mesmo com grande público nas ruas expressando suas opiniôes, foi mínimo o número de desobediências civis e protestos. Passeatas clamavam pela situacao política do Tibet, placas apelavam para diversas discussões enquanto a maciça comunidade chinesa estusiasticamente apoiava seu país. Não foi à toa que a China fez questão de incluir São Francisco como a única cidade nos Estados Unidos, onde a Tocha iria percorrer, a maior cidade de contigente chinês da América do Norte. Após renovar as energias na maravilhosa ponte "Golden Gate", a Tocha Olímpica seguiu ao aeroporto de São Francisco de onde partiu para Buenos Aires próxima cidade a receber o Revezamento. Nessa sexta-feira, o Comitê Olímpico Internacional se reúne para discutir questões sobre as futuras paradas da Tocha pelo mundo, assegurar troca de informações sobre erros e acertos na organização e apresentar novas ações táticas utilizadas já em São Francisco como a Seguranca Nacional Chinesa como primeiro cordão protegendo os condutores do Fogo Sagrado de Olympia. A imagem final e positiva e Sao Francisco demonstrou que é possível ter controle, embora os valores atrelados ao Movimento Olimpico que poderiam ser melhor degustados com a passagem da Tocha, ainda se dispersem em meio à mudanca de foco gerada pelos fatos ocorridos em Londres e Paris.

Boa sorte aos amigos argentinos.

Bruno Arakaki - Colaborador Sport Marketing em São Francisco

Novas regras do Conar modificam o mundo marketing

Começa a valer nesta quinta-feira (10/4) as novas normas do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) para a propaganda de bebidas alcoólicas. Entre as restrições estão ilustrações, áudios ou vídeos que sugiram a ingestão dos produtos. Nas peças publicitárias deverão ser inseridas as advertências: “beba com moderação”, “este produto é destinado a adultos” e “quem bebe menos se diverte mais”, obedecendo aos seguintes critérios: no rádio, na TV, em vídeos pela internet em cinemas e teatros, ao final das mensagens publicitárias; em jornais, revistas, painéis e cartazes, deverá ser escrita na forma adotada. As embalagens e rótulos deverão reiterar que a venda e o consumo do produto são indicados apenas para maiores de 18 anos. As exceções são a publicidade estática em estádios, sambódromos, ginásios e arenas desportivas, desde que apenas identifique o produto, o patrocínio a evento esportivo ou cultural e as "chamadas" de programação. O Conar também definiu que a publicidade não poderá ter “apelos à sensualidade e que modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual”. No momento, a aprovação do Projeto de Lei 2.730/08, que restringe a publicidade de bebidas alcoólicas das 6h às 21h, está em discussão no Congresso. De acordo com o Movimento Propaganda Sem Bebida, liderado pela Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, da Universidade Federal de São Paulo – EPM/Unifesp) e pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), o álcool provoca 60% dos acidentes de trânsito no Brasil e está ligado ao abandono de crianças, aos homicídios, delinqüência, violência doméstica, abusos sexuais, acidentes e mortes prematuras. No início do mês, o grupo entregou um abaixo-assinado com aproximadamente 600 mil adesões pela aprovação do Projeto de Lei 2733/08, que amplia a restrição de propaganda para bebidas de teor alcoólico entre 0,5 e 13 graus na escala Gay-Lussac (que inclui cervejas, vinhos, espumantes e os chamados ices) ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. Segundo o movimento, o documento também será entregue ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Para o superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), Marcos Mesquita, esse tema merecia maior esclarecimento, pois a questão é muito subjetiva. “Algumas pessoas entendem como um apelo ao erotismo mostrar adultos consumindo cerveja na praia em trajes de banho, mas isso não diverge em nada de uma situação cotidiana”, afirmou. Apesar disso, ele diz acreditar que todas as opiniões precisam ser levadas em consideração e que as indústrias devem cumprir fielmente as novas normas. “Ninguém que quer vender um produto utilizará uma linguagem que não seja conveniente para a maior parte do seu público. O produtor sabe que pode gerar um resultado contrário, uma aversão a sua marca” - avaliou. O representante do Sindicerv diz que acreditar que a restrição das propagandas acabará com todos os problemas causados pelo consumo de excessivo de bebidas alcoólicas é falso.“Infelizmente os motivadores das pessoas que bebem de forma abusiva ou ilegal não têm absolutamente nada a ver com propagandas. Entender esses motivadores e trabalhar em cima deles é que realmente podem trazer algum resultado”, diz. O advogado Pedro Szajnferber de Franco Carneiro, do escritório Pompeu, Longo, Kignel & Cipullo Advogados e diretor da Aspi (Associação Paulista da Propriedade Intelectual), também rejeita a tese de que seja necessária uma lei que restrinja esse tipo de publicidade.“O Brasil é um país cujo furor legislativo é notório. O inconsciente geral tende a se acalmar na medida em que existam leis regulando todas as relações sociais. Todavia, proibir por lei a veiculação da publicidade de bebidas alcoólicas constitui grave violação à liberdade de pensamento e expressão comercial garantidas em nossa Lei Maior. Sob o pretexto de assegurar a saúde da população, é deixado de lado aspecto de fundo crucial na problemática das bebidas alcoólicas: sua facilidade de acesso por menores”.

Redação Sport Marketing

Responsabilidade social corporativa, o outro lado da medalha 2

Li algumas notícias sobre as consequências do vergonhoso Revezamento da Tocha Olímpica de Beijing e, confesso, que fiquei absurdamente assustada com a capacidade que o jornalismo tem em deturpar ou criar fatos. Por isso, convido você leitor a fazer um retorno comigo ao dia 28.03, quando o Sport Marketing publicou a notícia: Responsabilidade social corporativa, o outro lado da medalha, (ver arquivo do blog). Quem ler esta matéria, terá a verdadeira noção e poderá entender que, as manifestações que estão ocorrendo no trajeto do Revezamento da Tocha Olímpica, NÃO tem absolutamente nada a ver com as ações de marketing social que as empresas ligadas ao IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) normalmente, já realizam nos países sedes dos Jogos. Toda e qualquer tentativa de unir esses dois assuntos num só, ou seja, ações de marketing social devido ao fiasco da Tocha é no mínimo, uma falta de conhecimento do marketing esportivo, marketing olímpico, endomarketing e de como funcionam as regras e as plataformas de patrocínio do COI. A Samsung, por exemplo, patrocinadora mundial TOP do COI e, também patrocinadora do Revezamento Mundial da Tocha, é uma das empresas que está em profunda ascenção no mercado chinês. Desde 2005, a companhia da Coréia do Sul contribuiu com 9 milhões de yuan (US$1.23 milhões) para a construção de 45 escolas primárias na China rural. Em 2002, a empresa também estabeleceu bolsas de estudos como prêmio para mais de 2.300 alunos chineses. Já a maior fabricante de refrigerantes do mundo, a Coca-Cola, parceira do Movimento Olímpico desde os Jogos de Amsterdã e, também patrocinadora do Revezamento da Tocha, lançou um projeto em 2004, de treinamento e produção de brinquedos para 1.470 fazendeiros jovens em áreas pobres da China. Em 2006, o Grupo Lenovo, a primeira companhia chinesa entre os patrocinadors principais do COI e patrocinadora do Revezamento, além de idealizadora tecnológica da Tocha Olímpica, começou uma campanha em 854 municípios para promover o movimento Olímpico para mais de 8 milhões de pessoas. A General Electric, patrocinadora TOP, em 2003, doou 240.000 yuans para ajudar a China combater a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Eles também doaram equipamento de iluminação para Sichuan em 2004 e enviaram arroz para a província durante a seca de 2006. Já a BHP Billiton, empresa de minerais e metais financiou projetos de proteção para a Grande Muralha, pandas gigantes e o meio ambiente de Lijiang, província de Yunnan. Em suma, a imprensa pouco informada, se esquece que as ações de marketing referentes aos Jogos Olímpicos acontecem com quatro anos de antecedência, porque os contratos são quadrienais, este inclusive, é um dos pontos fortes da plataforma de marketing do COI. Desta forma, afirmar ou induzir que as empresas corporativas aliadas ao COI estão realizando ações sociais apenas agora e em detrimento das repercussões negativas do Revezamento da Tocha de Beijing é no mínimo um atestado de falta de informação, conhecimento e de deturpação da notícia. Existem também as ações ecológicas desenvolvidas pelas empresas ligadas ao patrocínio olímpico, uma exigência do COI para a realização de Green Games - Jogos Verdes. Mas, este será um assunto que vamos dissecar mais adiante. É verdade que as empresas patrocinadoras do Revezamento não esperavam tal fiasco, mas nada justifica, a imprensa colocar fogo na fogueira e levantar dados que não são correlatos, que não tem ligação um com o outro. Isso é bem diferente e tem outro nome que não é informação.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing