8 de abr. de 2008

Por que no te callas?

Hugo Chávez emitiu um comunicado de apoio à China e aos Jogos Olímpicos de Beijing. O comunicado qualificou como uma "incessante e sistemática campanha de infâmias" promovidas pelos Estados Unidos em relação do conflito com o Tibet. "A manipulação midiática ao redor das manifestações de grupos violentos na região autônoma do Tibet é um ingrediente da fórmula que os laboratórios de guerra psicológica norte-americanos aplicam permanentemente para desestabilizar os países que não se curvam facilmente às ordens do império"- disse a chancelaria venezuelana em nota. O governo da Venezuela acusa a comunidade internacional de aplicar essa campanha justamente quando "o povo e o governo da China se preparam para abrigar a melhor organizada edição da história dos Jogos Olímpicos da Era Moderna". Segundo o comunicado, a situação ressalta a "mesquinhez com a qual setores da elite norte-americana se recusam a aceitar que países como a República Popular da China alcancem níveis admiráveis de desenvolvimento seguindo os próprios modelos e sendo fiéis a particularidades culturais. Junto ao povo venezuelano, o governo bolivariano da Venezuela aguarda com impaciência a inauguração deste evento universal, em que prevalecerá, sem dúvida nenhuma, a amizade e a harmonia entre os povos", conclui a nota. A delegação enviada pelo país de Chavez será a maior em toda a história nos Jogos Olímpicos.

Redação Sport Marketing

Pesquisa aponta EUA contra os Jogos na China

Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto Zogby International, nos Estados Unidos, cerca de 70% dos norte-americanos acreditam que foi uma decisão errada escolher a China como sede dos Jogos Olímpicos de 2008. No entanto, também 70% acreditam que um boicote aos Jogos não afetaria a política de direitos humanos do país. A enquete entrevistou 7.121 pessoas, concluiu que 48% acham que os dirigentes dos Estados Unidos deveriam boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos. Para 31%, o boicote deveria ser efetuado pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC), mas 23% defendem que o presidente Bush também boicote a cerimônia. Hillary Clinton, a pré-candidata democrata à presidência, pediu novamente que Bush não vá à cerimônia, "à luz dos recentes acontecimentos e diante da falta de mudanças por parte do governo chinês", segundo disse a ex-primeira-dama. A Casa Branca não descartou a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 8 de agosto. A porta-voz do governo, Dana Perino, havia garantido anteriormente a presença de Bush na cerimônia, apesar das críticas contrárias à política de direitos humanos na China. Respondendo a perguntas da imprensa, Perino disse que o presidente mudou de idéia e não irá à abertura, mas que ela não é irreversível e ainda "não há um plano de viagem presidencial". Mas, ressaltou, "o presidente sempre pode mudar de idéia".

Redação Sport Marketing

FINA aprova código antidoping e maiô Speedo

A Federação Internacional de Natação (FINA) foi o primeiro organismo internacional esportivo a incorporar nos regulamentos o novo código antidoping. O novo código antidoping entrará em vigor nas competições da Fina a partir de 1º de janeiro de 2009. Além disso, no congresso foram aprovadas, entre outras medidas, uma série de regras para garantir a segurança e a proteção da saúde de todos os nadadores. Outro assunto em pauta foi a legitimidade do novo maiô LZR Racer, fabricado pela Speedo, que foi usado pela maioria dos nadadores que bateram marcas. Após as inúmeras quebras de recordes mundiais na natação neste último mês, surgiram polêmicas quanto ao uso do maiô, entretanto, a FINA analisou a tecnologia da roupa e aprovou. Sendo usado por 18 dos 19 atletas que quebraram recordes mundiais recentemente, o LZR foi bastante criticado. “Não existe nenhuma prova científica de que a roupa proporcione alguma ajuda”, disse a FINA. Para justificar a aceitação da tecnologia do maiô, a Federação Internacional afirmou que o processo de aprovação é “muito rigoroso” e que o LZR passou por uma série de testes. Porém, o técnico da seleção italiana de natação, Alberto Castagnetti, não se convenceu e permanece contra a utilização da nova tecnologia, que foi proibida de ser usada durante o último Campeonato Italiano, na semana passada. “Isso que está acontecendo estabelece um caminho muito perigoso, pois remove o aspecto puramente competitivo do esporte, colocando fatores extras em jogo. A natação sempre foi um esporte amparado pela habilidade, mas, agora, existem outros aspectos. É como se fosse um doping tecnológico, não pertencente ao espírito do esporte” -afirmou o italiano. Castagnetti não acredita que o LZR não tenha influenciado nas inúmeras quebras de recordes. “Seria diferente se fosse o Michael Phelps o responsável pelas novas marcas, mas muitos dos atletas que o fizeram estavam em quinto ou sexto no ranking” - complementou. Embora contra a nova tecnologia, o treinador italiano afirmou que a Itália não será prejudicada nos Jogos e irá adaptar-se até agosto. “Nós, certamente, não vamos para os Jogos em desvantagem. Isso seria como admitir uma derrota. Vamos ter que nos adaptar” -finalizou. Federica Pellegrini, italiana, foi a única atleta que superou um recorde no último mês sem estar usando o LZR. Ela fez o tempo de 4min01s53 na prova dos 400m nado livre, durante o Campeonato Europeu.

Redação Sport Marketing

Futebol na lata

A cerveja Kaiser terá uma edição especial de latas temáticas inspiradas na Copa Kaiser 2008. O campeonato de futebol amador é patrocinado pela Femsa, fabricante da cerveja, e acontece em São Paulo, até dezembro deste ano. Os rótulos especiais ilustram um jogador de futebol no campo, com uma bandeira do evento. A Rexam vai produzir 1,2 milhão de latas com o tema.

Redação Sport Marketing

Você Conhece os Jogos Olímpicos?

O Selo COB Cultural, em uma parceria com o Metrô do Rio, apresenta nesta quarta-feira, dia 9, o livro "Você Conhece os Jogos Olímpicos?", na Central do Brasil, a partir das 10h. O livro, que é uma publicação do Museu Olímpico de Lausanne e ganhou tradução para o português, será distribuído para cerca de 160 crianças das Escolas Municipais Eurico Salles, Maestro Pixinguinha, Monte Castelo, General Osório, Leão Velloso e Antor Macarenco. Os alunos participarão de gincanas e atividades de recreação. A quatro meses dos Jogos Olímpicos de Beijing 2008 essa festa literária-esportiva na Central do Brasil contará com a presença do judoca Flávio Canto, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. O livro pretende divulgar o movimento olímpico respondendo às curiosidades de crianças e adolescentes. Ao final do evento será servido um lanche para os estudantes, que ganharão uma sacola com o livro e um marcador, além de uma medalha de chocolate. O Selo COB Cultural é uma parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro e a Editora Casa da Palavra e desde 2005 promove, divulga e multiplica o conhecimento sobre diversas modalidades esportivas, em particular os Jogos Olímpicos. Ano passado, o Selo COB Cultural publicou o livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros. Com prefácio de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e comentários do técnico da seleção de vôlei Bernardinho, o livro relata o desenvolvimento do marketing olímpico desde os Jogos da Antiguidade Grega, passando por todas as edições do mega evento esportivo, até Londres 2012. Cases de empresas que patrocinam o evento, relatos de como desenvolveram-se os direitos de transmissão dos Jogos com o advento da televisão, as formas com que o Comitê Olímpico Internacional - COI administra o plano de marketing mundial e local e histórias de atletas que souberam ou não desfrutar dos louros da glória olímpica do ponto de vista de marketing e financeiro, garantem às páginas do Ouro Olímpico toques de curiosidades e dados importantes para os estudiosos do esporte nas áreas de comunicação social, marketing, administração, publicidade, economia, educação física etc. Patrocinado pela Odontoprev, o Ouro Olímpico, dos autores Marcus Vinicius Freire e Deborah Ribeiro é apontado pelos especialistas em marketing esportivo como a Bíblia olímpica devido à abrangência do conteúdo inédito no Brasil e no mundo. Líder de venda do selo COB-Cultural, Ouro Olímpico é um livro que não pode faltar na sua biblioteca pessoal ou no currículo escolar da sua faculdade ou universidade. Ouro Olímpico pode ser adquirido nas melhores livrarias do ramo ou pela internet nos sites: http://www.casadapalavra.com.br,

Redação Sport Marketing

Coluna Olímpica 6: Chama da discórdia

O mundo do esporte e vários membros do Comitê Olímpico Internacional - COI - estão insatisfeitos com os recentes acontecimentos relacionados ao Revezamento da Tocha Olímpica. O que era para ser uma festa mundial dos fãs do esporte, transformou-se em um desfile de violência, prejudicando não apenas a mensagem intrínseca do Fogo Sagrado de Olympia, mas, principalmente, a imagem do Movimento Olímpico. A imprensa internacional especula que o COI poderá suspender o Revezamento da Tocha de Beijing. Mas, nada é tão simples assim. Para tal, o COI também dependerá de um parecer dos patrocinadores do Revezamento, nesta edição: Samsung, Coca-Cola e Lenovo, empresas que pagaram alto para aliar suas marcas ao histórico evento que simboliza felicidade, harmonia e paz entre os povos. A mensagem que o Revezamento dos Jogos de Beijing deixa para a humanidade, vai além de um forte pesar e de um inquestionável insucesso. O Revezamento de Beijing traz consigo a mensagem sublime de que, além de limite, e é necessária uma atuação mais atuante do COI no processo de escolha e determinação do trajeto pelo qual a Chama Sagrada deve percorrer - missão esta que não deve ficar apenas nas mãos do Comitê Organizador dos Jogos. Desde que o Revezamento foi criado, para os Jogos de Berlim em 1936, os Comitês Organizadores tentam
levar o Fogo Sagrado de Olympia ainda mais longe,em mais países e continentes,transformando o evento, em uma desenfreada corrida por um recorde imaginário de maior percurso a ser percorrido, deixando-se de lado as questões subliminares e os valores reais que acompanham a Chama como: união, harmonia, felicidade. A jornada internacional da Tocha até Beijing é a mais longa da história dos Jogos. O trajeto previa passagens por 19 países, com distância total de 137.000 quilômetros. Se por um lado, o Revezamento da Tocha leva consigo pelo mundo a imagem e a disseminação da mensagem do Movimento Olímpico e os valores do olimpismo, por outro lado, na proporção em que o evento acontece despropositadamente, sem um acompanhamento direto e mais impositivo do COI junto aos Comitês Organizadores, a Chama se transforma em uma arma contra os próprios Jogos e contra o próprio COI. A Chama Olímpica acesa em comemoração aos Jogos de Beijing está expiando os pecados da China, pagando as mazelas de um governo ditatorial e, consequentemente, colocando em questão não apenas a política do país sede da vigésima nona edição do evento, mas, também, expondo ao mundo a política e as fragilidades a que está sujeito o COI. É mais do que óbvio que a insistência chinesa em passar com a Tocha pelo Tibet, se trata muito mais de uma necessidade de mostrar superioridade e supremacia aos tibetanos do que, simplesmente, levar a mensagem positiva dos Jogos Olímpicos àquele lugar, que sofre com a impáfia do regime sub-humano ali impetrado pela China. O que os chineses não esperavam, era que o reflexo da leviandade e hipocrisia chinesa afetasse não apenas o sentimento de honra do Tibet e dos tibetanos, mas o sentimento de moral de vários países. A consequência da insistência chinesa em levar a Tocha por terras tibetanas pode ser vista em cada local por onde a Chama Olímpica passa em profundo e infeliz calvário. Se a China queria mostrar ao planeta um lado positivo, conseguiu apenas se desmoralizar mundialmente, além de divulgar-se como uma péssima estrategista em termos de política humana e humildade. As manifestações espontâneas contra Beijing, que ofuscam a passagem da Tocha Olímpica por várias cidades e países, ilustram a crescente capacidade dos exilados tibetanos, que apostaram no apoio da sociedade civil à causa. A luta pró-Tibet conseguiu se infiltrar em diferentes níveis, em escolas, universidades, grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa, assim como no coração do poder, em setores ricos e celebridades de Hollywood, como o combativo ator Richard Gere. Os exilados tibetanos formam uma pequena comunidade, calculada em 200.000 pessoas, principalmente no Nepal e na Índia, onde vive o Dalai Lama, chefe espiritual dos budistas tibetanos. Mas, muitos deles, estão envolvidos com redes internacionais que fazem pressão por uma autonomia real e, inclusive, a independência do Tibet. Entre estes movimentos figuram a organização "Students for Free Tibet Campaign", com sede em Nova York, que reúne estudantes e dispõe de mais de 650 seções em mais de 20 países, e o International Support Network, que dirige 250 grupos em todo o mundo. A organização de defesa dos direitos humanos International Campaign for Tibet (ICT), com sede em Washington, mas com escritórios em Bruxelas, Amsterdã e Berlim, é vista como a força motriz da ofensiva diplomática do Dalai Lama. O Dalai Lama, por um tempo, evitado pela Casa Branca e o Departamento de Estado, é hoje recebido de braços abertos nos Estados Unidos, onde, no ano passado, recebeu a medalha do Congresso, a mais alta distinção civil concedida pelo Poder Legislativo. Apesar dos veementes protestos da China, o presidente George W. Bush participou de uma cerimônia que constituiu a primeira aparição pública de um presidente americano ao lado do Dalai Lama. O feitiço chinês se virou contra o feiticeiro. Se fosse nos áureos tempos da mitologia, poderíamos dizer que não se pode mexer com os deuses do Monte Olimpo e sair impune - a China quis usar a Chama Sagrada de Olympia sem humildade e em por causas fora esporte, agora paga o preço por isso. Entretanto, apesar dos públicos protestos favoráveis aos direitos humanos e contra as atitudes da China no Tibet, a população não conta 100% com a força dos políticos e governantes que, temem as consequências de um boicote à cerimônia de abertura e os prejuízos que um ato deste pode significar para os negócios futuros entre os países. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, assegurou não assistirá à cerimônia de abertura. Até a passagem da tocha olímpica pela Grã-Bretanha, onde efetuou um percurso cheio de incidentes, a Inglaterra se recusava a estudar qualquer forma de boicote, para não "misturar esporte com política", num momento em que Londres começa a preparar seus próprios Jogos, previstos para 2012. Ao contrário de vários dirigentes europeus, como o presidente francês Nicolas Sarkozy, Brown havia reiterado que estaria em Beijing em agosto, lembrando que o próprio Dalai Lama rejeitava o boicote, mas parece ter mudado de idéia. Assim ficam os políticos, em cima do mundo, afinal de contas, a China hoje em dia, além de ser um poder armado, é fonte de mão de obra barata, capaz de produzir desde os fofinhos bichinhos de pelúcia vendidos na Disney, aos tênis caríssimos da Nike, vendidos ao consumidor final pelos olhos da cara. Como dizer não a um chamado da China? É por essa e por tantas outras razões que são poucos os membros dos governos dispostos a boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos, embora vários povos de vários países gritem estarrecidos por tal providência. O Revezamento da Tocha de Beijing tráz consigo uma lição e servirá para que o COI páre, pense e reveja a forma com que o Fogo Sagrado têm sido conduzido ao longo da história e, principalmente, crie regras de como preservá-lo, do ponto de vista de tradição e conceito, afinal, é com base nos valores que inspiram os aros olímpicos e a Chama Sagrada de Olympia, que o COI vende suas altas cotas de marketing e de patrocínio, assim como os Comitês Olímpicos Nacionais e Comitês Organizadores. Vale lembrar que ao contrário da Copa do Mundo FIFA, os Jogos Olímpicos não comercializa as arenas e nem espaços próximos aos locais dos Jogos. Os valores do olimpismo são a alma comercial do mega evento e não podem passar por motivos de vergonha, dúvida ou vexame, é por isso, entre outros aspectos, que o COI luta, por exemplo, contra o doping - um câncer entre os valores olímpicos capaz de sucumbir com a credibilidade das competições olímpicas. Do ponto de vista de marketing, as empresas ligadas ao Revezamento de Beijing : Samsung, Coca-Cola e Lenovo devem estar com vergonha de terem a marca lincada a uma festa olímpica de chamuscado brilho, causa de manisfestações, pancadaria, revolta em todo o mundo e, pior ainda, um evento marcado pela impáfia e falta de humildade chinesa em não ceder a questões que envolvem direitos humanos em pleno século XXI. Manifestações ocorrem no trajeto desde que a Tocha foi acesa, na Grécia. Depois dos acontecimentos em Olympia, Grécia, Londres e Paris, os ativistas prometem novos protestos em São Francisco (EUA), Austrália, Índia, Tailândia e Japão, nas próximas semanas. "Espero que o Comitê Olímpico reveja o trajeto da Tocha Olímpica no futuro" - disse à Associated Press, Kevan Gosper, membro australiano do Comitê Olímpico Internacional, defendendo que a Tocha Olímpica deve limitar-se a ir da Grécia até ao país anfitrião. Já o presidente do COI, Jacques Rogge, em entrevista à televisão francesa, afirmou que não prevê eliminar o percurso mundial da Tocha Olímpica. "É falso!, não há discussão a respeito", disse Rogge ao programa "Tout le Sport" . "Não prevemos isto", acrescentou em resposta a uma pergunta sobre se o Revezamento da Tocha por vários países poderia ser eliminado num futuro. Outro membro, Alex Gilady, afirmou que o Comitê já tinha discutido o fim do Revezamento Internacional da Tocha e que essa conversa deveria voltar à ordem do dia depois dos recentes incidentes. “Não agora, mas depois dos Jogos” - afirmou. A diretora de comunicação do COI, a britânica Giselle Davies, avançou que não pode dizer "claramente" se "o percurso da Tocha vai continuar como está programado". Em Paris, os organizadores viram-se obrigados a extinguir a Chama Olímpica e a colocá-la no interior de um ônibus para evitar os manifestantes. Em Londres, ativistas tibetanos converteram o percurso da chama numa autêntica "corrida de obstáculos". Após os incidentes de Londres e Paris, o organismo olímpico decidiu reunir-se com urgência em Beijing para discutor uma possível suspensão do percurso mundial da Tocha. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) decidiu retirar a participação das atividades relacionadas com a passagem da Tocha pela Coréia do Norte. Segundo informações da ONU, a porta-voz das Nações Unidas, Michèle Montas, disse que o Unicef tomou tal decisão na semana passada e que havia aceitado participar anteriormente do Revezamento da Tocha Olímpica na cidade de Pyongyang a convite do Comitê Olímpico Internacional como "uma amostra de apoio ao movimento olímpico internacional". No entanto, o Unicef afirmou que "já não está convencida" de que a participação no evento sirva "para chamar a atenção para a situação da infância na Coréia do Norte e em outros lugares". Apesar disso, a agência da ONU acrescentou que "mantém os vínculos com o COI e a intenção de aproveitá-los para chamar a atenção sobre os problemas que as crianças enfrentam no mundo todo". A retirada do Unicef do Revezamento da Tocha Olímpica na Coréia do Norte foi antecipada no domingo pelo jornal inglês "The Sunday Times", que citou como razão da desistência a preocupação de que o Governo da Coréia do Norte usasse o evento "com fins propagandísticos". As agências e programas da ONU trabalham com dificuldade nesse país asiático por causa dos rigorosos controles impostos pelo Governo local, que chegaram inclusive à suspensão das atividades. A retirada do Unicef é mais um revés na até agora complicada viagem do símbolo olímpico pelo mundo a caminho da capital chinesa, depois dos intensos protestos a favor do Tibet e dos direitos humanos na China ocorridos nas passagens da chama. O governo chinês está furioso com os protestos. "As confusões e a sabotagem na passagem da Tocha são um desafio ao espírito olímpico, às leis internacionais e a todos os países que amam a paz ao redor do mundo" - disse Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. A imprensa estatal chinesa considera essas tentativas de apagar a Tocha uma provocação direta ao país. Ao invés de ocultar os protestos, a imprensa mostra as cenas junto de pesadas críticas aos ativistas. Que a China insista, em pleno século XXI, a posar de cruel na história dos Jogos Olímpicos, que faça sozinha, mas que não leve consigo toda uma belíssima tradição que remonta da Antiguidade Grega, quando as questões políticas eram deixadas de lado em virtude da máxima felicidade de manter a chama do esporte e dos valores humanos acesa e brilhante nos corações das pessoas. Até agora, as lembranças do Revezamento Beijing 2008 são duras, feias e tristes como a própria nação confinada num regime político que parece desconhecer os valores da felicidade e da alegria.

Saudações Olímpicas,

Deborah Ribeiro - diretora Sport Marketing

Separar, dividir para enfraquecer e dominar

Atualmente, a lei chinesa obriga os que querem se manifestar a pedir permissão à Polícia e a esperar que ela seja concedida, o que raramente acontece. Agora, o governo chinês pretende dividir, separar, criar áreas específicas nas imediações do Estádio Olímpico para os manifestantes durante os Jogos Olímpicos de Beijing, informou a imprensa local. "Criaremos zonas especiais durante os Jogos para os manifestantes e atenderemos suas necessidades" - disse Li Zhanjun, diretor de imprensa do BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing ao diário South China Morning Post. "Ainda não ficou decidido se os estrangeiros poderão entrar nestas áreas ou se serão criadas outras para eles" - finalizou. O especialista assinalou que estas zonas ficarão em duas áreas diferentes nas imediações do Centro Aquático Nacional e do Estádio Olímpico. Os locais serão vigiados pelas forças da ordem pública. Sir Craig Reedie, membro do Comitê Olímpico Internacional - COI, louvou a iniciativa e disse que é um "movimento na direção correta. Os direitos humanos e a liberdade de expressão são muito importantes". O porta-voz da ONG Human Rights China assinalou que essas áreas serão estéreis e provavelmente artificiais, já que "as autoridades têm recursos suficientes para encher as zonas com trabalhadores do Governo". "Em Atenas (onde foram instaladas estas áreas pela primeira vez) era possível protestar pacificamente fora das áreas para manifestações e não correr o risco de ser detido"- afirmou ao jornal o porta-voz da organização, Nicolas Baquelin. A China também já indicou que os estrangeiros que viajarem a Beijing por causa dos Jogos deverão se submeter à lei chinesa e advertiu que as forças da ordem agirão caso alguém se não a cumpra.

Redação Sport Marketing

Tacadas inteligentes

A Federação Paulista de Golfe (FPG) tem por meta para 2008, conquistar novos praticantes, criando oportunidades para que mais pessoas entrem em contato com o esporte. Para isso, lançou uma nova campanha da qual participam três nomes conhecidos de outras modalidades do mundo do esporte: Pelé, Hortência e Rubens Barrichello. "Ao longo de seus 35 anos, a FPG vem fortalecendo e desenvolvendo cada vez mais ações para estimular a prática do golfe. Esta campanha é um passo fundamental para nos aproximarmos de um público maior, que ainda não teve contato com o golfe e não conhece os inúmeros benefícios deste esporte" - afirmou Márcio Mendes de Melo, presidente da FPG. A ação ‘Golfe: Jogou Virou Paixão’ traz informações básicas para quem não é golfista e promove os valores associados ao golfe como saúde e qualidade de vida. Serão produzidos anúncios para mídia impressa, rádio e TV com a assinatura ‘A nova paixão do esporte brasileiro’.

Redação Sport Marketing