4 de abr. de 2008

Nunca vou te abandonar traz lucro

Contra tudo e contra todos, a camisa roxa do Timão vem dando além do que falar, lucros para o Corinthians. Apesar da polêmica entre a parcela mais purista da torcida, a procura pela camisa roxa do Corinthians tem sido acima das expectativas. Devido ao sucesso da campanha de marketing "Eu Nunca Vou Te Abandonar", a diretoria do Timão já pretende propor mudanças no contrato de fornecimento de material esportivo com a fabricante de materiais esportivos norte-americana Nike para aumentar sua margem de lucro. A assessoria de imprensa do time informa que já foram vendidas 100 mil camisetas especiais com o slogan e 30 mil camisas roxas (vendas efetivas nas lojas e pré-vendas já realizadas nos sites que vendem material esportivo). De acordo com o vice-presidente de marketing, Luis Paulo Rosenberg, outras 70 mil camisas já foram pedidas à Nike pelos lojistas. Situação essa que, após a entrega, já poderá ser considerada venda. O número de 100 mil unidades, já alardeado pelo próprio Rosenberg em entrevista à rádio Jovem Pan, renderia ao cofres do clube a quantia de R$ 2,25 milhões. Os dirigentes do Corinthians querem um aumento de R$ 5 milhões sobre os atuais R$ 12,6 milhões que a Nike paga atualmente. Pelo contrato, a empresa também já destina 15% dos royalties das vendas das camisas roxas. Assim, o Timão deve ficar com 675 mil. O percentual não é confirmado pela empresa norte-americana, “que não comenta cláusulas dos contratos com seus parceiros”. A venda poderia estar maior. Alguns lojistas reclamam da demora na entrega das camisas roxas. Os sites esportivos, atualmente, têm apenas a pré-venda do produto.

Redação Sport Marketing

VW na F-3 Inglesa

A montadora Volkswagen irá expandir o programa de fornecimento de motores na Fórmula 3. A fabricante já tinha acertado com a F-3 Européia para esta temporada e agora seguirá os trabalhos também na versão Alemã da categoria. A marca germânica também espera oferecer propulsores para as equipes da F-3 Inglesa em 2009. Oito carros na série Européia irão correr de Volkswagen neste ano. Já na F-3 Alemã, o time atual campeão, Van Amersfoort Racing, utilizará dois chassis Dallara-Volkswagen."Estamos satisfeitos em ter uma escuderia experiente e vencedora usando Volkswagen e nosso programa de promover jovens talentos", disse o diretor esportivo da construtora, Kris Nissen.

Redação Sport Marketing

CBAt e Caixa pelo pentatlo

Confederação Brasileira de Atletismo, Caixa Econômica Federal e Ministério do Esporte, em parceria lançam o Programa Pentatlo Federal - Atletismo, que tem como objetivo principal divulgar o atletismo aos estudantes do Ensino Fundamental entre 13 a 15 anos (nascidos em 1993, 1994 e 1995). Num primeiro momento, a meta é aproximar as crianças e adolescentes ao esporte. Em seguida, serão convidados a participarem de eventos-testes, que neste primeiro ano serão realizados em 10 cidades. O primeiro destes eventos acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 deste mês, no Centro Nacional de Treinamento, instalado oficialmente em 29 de março no Estádio Célio de Barros, no Maracanã. Os organizadores esperam reunir, nestes dois dias, 500 participantes. "Desta forma, os participantes poderão se apresentar em cinco eventos básicos do atletismo" - explicou o especialista cubano Lázaro Pereira, responsável pela coordenação do Programa Atletismo Escolar, pela CBAt. "Assim, os observadores poderão ver em que área do atletismo o participante tem mais chance de se desenvolver" - finalizou o especialista. Uma série de programas está sendo incrementada para a divulgação do atletismo, promover a iniciação de forma a aumentar a base de praticantes. E assim permitir a revelação de um número maior de atletas olímpicos.

Redação Sport Marketing

Abertura do Pan 2007 ganha prêmios

A Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 conquistou premiação em seis categorias do Telly Awards, prêmio instituído em 1978 nos Estados Unidos que visa a promover a inspiração e a criatividade nas artes visuais. O Rio 2007 conquistou a estatueta de prata nas categorias Eventos Televisionados ao Vivo, Esporte Televisionado e Vídeo de Esporte e a estatueta de bronze nas categorias Entretenimento Televisionado, Vídeo de Entretenimento e Video de Eventos ao Vivo. No ano passado, a Cerimônia de inauguração já havia conquistado o prêmio SportBusiness ISEMS (International Sports Event Management and Security) como a melhor cerimônia de evento esportivo dos últimos 18 meses. Ainda existem outros prêmios a conquistar. O evento concorre a nove categorias do Emmy, o Oscar da TV americana, entre elas Figurino, Direção de Arte, Direção Técnica e Melhor Canção. No início de maio o júri da Academia anunciará os indicados. Os vencedores serão conhecidos no dia 15 de junho, em Los Angeles. Para o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador Rio 2007, Carlos Arthur Nuzman, os prêmios recebidos comprovam a qualidade dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. “Os prêmios que a Cerimônia de Abertura do Rio 2007 têm recebido refletem a qualidade da organização do evento como um todo. Foi uma Cerimônia impactante, inesquecível, e que merece todo este reconhecimento internacional”, afirmou Nuzman.

Redação Sport Marketing

Chefe de Missão Brasileira no Canadá

O Chefe da Delegação Brasileira nos Jogos de Beijing, diretor (voluntário) do departamento técnico do Comitê Olímpico Brasileiro e membro da WADA - World Anti-Doping Agency - Agência Mundial Anti-Doping, Marcus Vinicius Freire, está no Canadá. O ex-atleta, medalha de prata nos Jogos de Los Angeles -84 é o único representante do Brasil na Comissão de Atletas da WADA, está em Montreal em virtude da mais uma reunião do organismo máximo contra o doping. A WADA é responsável pelo código mundial anti-doping, o primeiro documento feito para harmonizar os regulamentos de anti-doping no desporto em todos os esportes e em todos os países do mundo. Marcus Vinicius, membro da Academia Olímpica Brasileira, viajou para o país sede dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno (2010) com a esposa Cláudia Liechavicius, famosa fonoaudióloga no Rio de Janeiro e futura jornalista. Marcus Vinicius, economista, MBA em Marketing, comentarista Sportv/Globo e autor do livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, inaugurou, recentemente, a empresa de marketing esportivo "Dream Factory Sports", fruto da união da Dream Factory com membros da GiveMe 5 Marketing Esportivo. No time da Dream Factory Sports, além de Marcus Vinicius estão: o empresário Roberto Rzezinski, o técnico campeão mundial de futebol Carlos Alberto Parreira e o empreendedor e técnico da seleção brasileira de vôlei - Bernardinho. A nova agência de marketing esportivo é proprietária da Maratona da Cidade do Rio de Janeiro, do Fórum de Futebol Footecon, parceira do jornal O Globo nos Jogos Intercolegiais e faz treinamentos através de Jogos de Negócios para Caixa Econômica Federal, Coca-Cola, Brasilcap, entre outros clientes. No dia do embarque do casal, no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, também estava o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso em trajes super elegantes (terno, gravata, sapato e óculos), quem viajou no mesmo avião que o casal.

Redação Sport Marketing

Thierry Henry o francês que mais faturou

Segundo o ranking que será publicado pelo jornal "L'Équipe", o atacante Thierry Henry, do Barcelona, bateu Zinedine Zidane e se tornou o esportista mais bem pago da França em 2007. Henry faturou 14,4 milhões de euros superando o jogador de basquete Tony Parker, que ganhou 9,6 milhões de euros e o meia do Inter de Milão, Patrick Vieira, que somou 8 milhões. A metade da renda de Henry procede o salário dele no Barcelona, onde chegou este ano do Arsenal, enquanto o restante vem da marca de roupa esportiva que o patrocina (17,4%) e de outros contratos comerciais (31,6%). O jornal lembra que o esportista mais bem pago do mundo em 2007, de acordo com a Revista Sport Illustrated, foi o jogador de golfe Tiger Woods, com 81,7 milhões de euros, na frente do boxeador Oscar de La Hoya, com 40,1 milhões.

Redação Sport Marketing

Grupo RBS lança game

Vem aí jogo de futebol interativo do Grupo RBS que terá o apoio da Okto, empresa líder na oferta de serviços de comunicação e marketing baseados em tecnologias móveis, e da Trix Games, desenvolvedora de jogos digitais. O game receberá o nome de "Dono da Bola". O projeto é baseado na participação dos usuários, por meio de uma assinatura semanal do serviço. No game, o usuário terá a experiência de comprar e vender jogadores, escolher o melhor esquema tático e ainda fazer a escalação do time. Uma curiosidade do game é que permite que os usuários marquem treinos e jogos contra outros do sistema.

Redação Sport Marketing

Adidas e Ajax Amsterdã estendem negócio

O novo contrato entre Ajax e Adidas passará a vigorar a partir de 1 de julho de 2009. De acordo com o portal Goal.com, o Ajax receberá cerca de 70 milhões de euros (R$ 189 milhões) pela renovação que vai até 2019. "Nós estamos orgulhosos por estender nossa relação e continuar a excelente parceria com Ajax. Nós cremos no futuro do clube" - disse Gil Steyaert, diretor da Adidas. Nesse valor está incluído o valor anual fixo para os trabalhos desenvolvidos pela Ajax no exterior, como as escolinhas de futebol criadas na África do Sul e na Ásia. Além disso, o contrato prevê também um bônus em caso de conquista de títulos por parte do clube holandês.

Redação Sport Marketing

Seleção alemã comemora 100 anos de futebol

A Federação Alemã de Futebol (DFB) celebra o centenário da primeira partida internacional da Alemanha, em 5 de abril de 1908 com uma exposição de fotos. Estiveram presente na abertura os ex-jogadores Uwe Seeler, Franz Beckenbauer e Lothar Matthäus."A história da seleção nacional é a de um sucesso retumbante" - afirmou o presidente da DFB, Theo Zwanziger, ao inaugurar a exposição itinerante. A primeira partida foi uma derrota para a Suíça na Basiléia (5-3). Desde então, a seleção alemã disputou 800 jogos, com 457 vitórias, 179 derrotas e 164 empates, com 1.782 gols a favor e 965 contra. A "Mannschaft" venceu as Copas do Mundo de 1954, 1974 e 1990, além das Eurocopas de 1972, 1980 e 1996. Em 1949, a Adidas substituiu uma fabricante de calçados de Freiburg como fornecedora oficial da seleção nacional alemã, que conquistaria a Copa do Mundo FIFA, pela primeira vez, em 1954, calçando chuteiras Adidas. Posteriormente, a empresa expandiu as linhas de produção para bolas de futebol e, eventualmente, uma grande variedade de roupas.

Redação Sport Marketing

Bolsa-Atleta abre inscrições para 2008

Atletas com alto rendimento que não possuem patrocínio poderão concorrer a uma vaga no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. Criado em 2005 com o intuito de garantir uma verba mensal para que esportistas se dediquem exclusivamente aos treinos e às participações em competições, o programa já distribuiu cerca de quatro mil bolsas, nas categorias Estudantil (R$ 300), Nacional (R$ 750), Internacional (R$ 1.500), Olímpica e Paraolímpica (R$ 2.500). As inscrições poderão ser feitas até o dia 4 de junho. Os atletas que vão concorrer à bolsa deverão entrar no site do Ministério do Esporte (www.esporte.gov.br ) e acessar o ícone do Bolsa-Atleta. Cada categoria possui um pré-requisito específico. A prioridade do programa está na renovação das bolsas. A medida visa estimular os atletas a manterem e a melhorarem os seus resultados.
Para a inscrição na Categoria Estudantil, é exigido ter 12 anos completos, estar matriculado em instituição de ensino pública ou privada, ter alcançado o 1º, 2º ou 3º lugar nas Olimpíadas Escolares ou nas Olimpíadas Universitárias (jogos organizados pelo Ministério do Esporte com a parceria do COB) em esportes individuais ou estar entre os 24 melhores atletas selecionados nos esportes coletivos durante o ano de 2007. O mesmo se aplica aos três primeiros classificados nas capeonatos Paraolímpico Escolar e Paraolímpico Universitário brasilerios. Para concorrer ao benefício na Categoria Nacional, é necessário ter 14 anos completos, estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube), ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto Estadual (Federação) como Nacional (Confederação), ter participado de competição em 2007 tendo obtido a seguinte classificação: de 1º a 3º lugar no evento máximo nacional organizado pela Entidade Nacional de Administração de sua modalidade, ou de 1º a 3º lugar no ranking nacional por ela organizado. A inscrição na Categoria Internacional é permitida para quem tem 14 anos completos, está vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube), tem filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto Estadual (Federação) como Nacional (Confederação), tenha participado de competição em 2007 tendo obtido a seguinte classificação: de 1º a 3º lugar em Campeonatos Mundiais de sua modalidade; Jogos ou Campeonatos Pan-americanos e Parapan-americanos, ou Jogos ou Campeonatos Sul-americanos. Já para a inscrição na Categoria Olímpica e Paraolímpica, é necessário ter 14 anos completos, estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube), ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto em nível Estadual (Federação) como Nacional (Confederação), ter integrado na qualidade de atleta a delegação brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos ou Paraolímpicos.

Redação Sport Marketing

Assembléia da ANOC irá abordar questões dos direitos humanos

O respeito aos direitos humanos e os problemas que acompanham a viagem da Tocha Olímpica estarão entre os principais assuntos da assembléia anual da Associação Mundial dos Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC), que terá início neste próximo sábado em Beijing. "Ninguém quer calar os atletas, todos devem poder exprimir livremente as opiniões, no entanto, dentro das regras, segundo as quais não se pode usar as ocasiões esportivas, por exemplo a entrega de medalhas, para pronunciamentos políticos", comentou o secretário-geral do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Raffaele Pagnozzi. Para a ANOC, é uma tradição realizar a assembléia do ano olímpico na cidade onde serão sediados os Jogos. Este ano, as repressões no Tibet, a condenação a três anos e meio de prisão do ativista pró-direitos humanos Hu Jia e, em geral, a questão dos direitos humanos, dominam a pauta e as preocupações dos Comitês Olímpicos. "É uma ocasião para todos falarem, para debater em uma sede comum os problemas que todos estão discutindo", disse Pagnozzi. Até mesmo a questão da passagem da Tocha Olímpica (contestada por ativistas pró-direitos humanos na cerimônia de acendimento na antiga cidade grega de Olympia e durante a passagem por Istambul) será discutida,afirmou Pagnozzi. Contudo, já são anunciadas outras manifestações pela passagem da Tocha, especialmente em cidades como Londres, Paris, Nova Délhi e São Francisco. A hipótese de boicote, no entanto, segundo Pagnozzi, continua remota. "Nenhum governo propõe, fala-se de não enviar representantes políticos à cerimônia de abertura, mas isso não é uma coisa que diz respeito à ANOC", ressaltou o secretário do Coni. A Assembléia da ANOC irá se reunir de sábado até o dia 9 abril e será comandada pelo comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Redação Sport Marketing

Chama chega na Rússia

A Tocha Olímpica chegou à Rússia, em São Petersburgo, segundo informou a agência Itar-Tass. A Chama foi recebida pelo vice-governador Serghei Tarasov e será carregada pela cidade por 80 atletas russos. A China recusou o pedido de exilados tibetanos para não levar a Tocha até o Tibet. Segundo o porta-voz do BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos, Zhu Jing, a Tocha "representa o símbolo mais alto do espírito olímpico, representa a paz, a amizade e o progresso. O fato de os seguidores do Dalai Lama pedirem para anular a passagem da Tocha demonstra a vontade de sabotar os Jogos Olímpicos"- acrescentou. O representante do Dalai Lama na Europa, Lodi Gyari, afirmou ontem que a idéia de fazer a Tocha passar pelo Tibet é "deliberadamente provocatória e insultante". A Tocha passará pelo Tibet entre 20 e 21 de junho. Antes disso, em um dia não determinado de maio, será levada ao topo do Everest. O percurso da Tocha Olímpica tem sido acompanhado por manifestações de protesto em favor do Tibet e de ativistas dos direitos humanos desde seu início na Grécia, em 30 de março. Foram anunciadas manifestações em Londres, Paris, São Francisco e Nova Délhi.

Redação SPort Marketing

Repórteres sem fronteira pedem à UE boicote

A organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) declarou que a condenação do dissidente chinês Hu Jia a três anos e meio de prisão é uma "provocação" da China a quatro meses dos Jogos Olímpicos e Beijing e fez um apelo à União Européia para que interrompa o diálogo sobre direitos humanos com autoridades chinesas e boicote a cerimônia de abertura dos jogos."Como pode a União Européia, que pediu publicamente a libertação de Hu Jia, aceitar mais uma vez ser humilhada pelas autoridades chinesas? Em sinal de protesto, nós pedimos aos governos europeus que interrompam imediatamente o diálogo construtivo sobre direitos humanos estabelecido com a China há vários anos. E nós repetimos nosso apelo aos chefes de Estado e de governo para que boicotem a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos", escreveu a RSF no portal. Hu Jia, de 34 anos, foi um dos primeiros chineses a organizar estruturas de assistência a doentes da Aids e suas famílias e foi preso em dezembro passado, após quase um ano de prisão domiciliar. A mulher dele, Zeng Jinyan, de 24 anos, também ativista, e a filha de quatro meses permanecem em prisão domiciliar, sendo vigiadas pela polícia.

Redação Sport Marketing

Atletas franceses se inspiram nos Black Panthers (Panteras Negras)

Os atletas franceses anunciaram durante entrevista coletiva à imprensa a intenção de portar um broche (pin) com um pedido por "um mundo melhor" em ocasião da passagem da Chama Olímpica, em Paris,e durante os Jogos Olímpicos de Beijing, em agosto. Os membros da comissão de atletas de alto nível do Comitê Nacional Olímpico e Esportivo Francês (CNOSF), presidido por David Douillet, apresentaram o símbolo, que recebeu o aval do CNOSF. Porém, o uso do símbolo durante os Jogos de Beijing é uma posição a ser estudada, pois na Carta Olímpica, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proíbe propagandas (incluisve políticas) nas zonas regulamentadas, ou seja, nas arenas, vila olímpica com pena de exclusão dos Jogos. No entanto, se um atleta participar das manifestações após ganhar uma medalha, não terá que devolvê-la. O mesmo acontece caso os atletas se manifestem ainda no país de origem. "Com este emblema, situamos os valores olímpicos no coração dos Jogos", comentou o saltador com vara francês Romain Mesnil, um dos artífices do movimento de mobilização dos atletas franceses."Temos que devolver aos anéis olímpicos o sentido original", acrescentou. Aqui vale a pena recordar momento histórico de contestação e manifestação política que ocorreu nos Jogos do México. Era 1968! O mundo fervia, com manifestações por toda parte. Na Tchecoslováquia o governo tentou se afastar de Moscou na que ficou conhecida como “Primavera de Praga”. Na própria cidade sede dos Jogos Olímpicos na capital do México, dias antes da XIX edição do evento, cerca de dez mil estudantes ocuparam a Plaza las Tres Culturas em protesto contra a ocupação de militares em duas universidades públicas. A União Soviética invadiu Praga. O líder negro Martin Luther King foi assassinado. O mundo queria mudanças e esse desejo não era diferente no esporte. Nos Jogos no México parrticiparam 5.531 atletas representando 113 países. Os EUA obtiveram 45 medalhas de ouro contra 29 da União Soviética. O Brasil ganhou uma medalha de prata, no salto triplo, com Nelson Prudêncio e duas medalhas de bronze (1 no iatismo, na classe Flyin Dutchman e 1 no boxe, com Servilio de Oliveira). Pela 1ª vez, a pira olímpica foi acesa por uma atleta feminina, a jovem Norman Enriqueta Basilio. A prova dos 200 metros foi vencida pelo afro-americano Tommy Smith, dono de 11 títulos mundiais em corridas de curta distância, assombrando o mundo, pois era a primeira vez, que se alcançava esse recorde em menos de 20 segundos. Arrebatamento semelhante em estádio olímpico só ocorreria 20 anos depois, em Seul, na Coréia do Sul, quando o canadense Ben Johnson correu 100 metros rasos em 9.79 segundos. O bronze ficou com John Carlos, afroamericano e aluno do San Jose State College, da Califórnia, mesmo college de Smith, que liderava a prova, mas desconcertou-se com a performance de Smith e acabou abrindo espaço para o australiano Peter Norman conseguir o segundo lugar. Na hora de subir ao pódio para receber as medalhas, o que aconteceu ali ficou na história do esporte e marcou as imagens dos anos 60. Dois negros americanos de punho erguido, cabisbaixos e descalços, em protesto contra o racismo.“O protesto fora planejado pelos americanos ainda no campus da faculdade,na Califórnia. Caso um deles conquistasse medalha, usaria o pódio como palco para denunciar a desigualdade racial nos Estados Unidos. Assim, entraram juntos na saleta onde os vencedores aguardavam o momento de serem chamados para a premiação e foram cuidar do visual. Para espanto do australiano, que se esmerava em ajeitar a juba e alisar o uniforme, Tommy Smith e John Carlos tiraram os tênis e calçaram meias pretas. Contaram a Norman que fariam um protesto e explicaram que os pés descalços simbolizavam os bolsões de pobreza negra dos Estados Unidos. Em seguida, Carlos enfiou um colar de grãos e Smith amarrou um lenço preto no pescoço. Esclareceram que os adereços eram referência aos negros linchados da história americana. Norman a tudo ouvia, intrigado. Faltando poucos minutos para serem chamados, os americanos se deram conta, frustrados, que Carlos esquecera de trazer o par de luvas negras, elemento essencial do seu kit-protesto. Os parceiros tinham planejado erguer os punhos aos primeiros acordes do hino nacional e sem as luvas o gesto perderia impacto. Foi então que o australiano acordou: sugeriu que Smith e Carlos usassem, cada um em mãos diferentes, apenas uma das luvas do par que restava. E fez mais. Pediu um dos adesivos de defesa dos direitos humanos, que os americanos ostentavam, grudou-o no peito e declarou-se pronto para subir ao pódio. O público que lotava o Estádio Nacional não percebeu de imediato o que se passava. Foi com o semblante carregado que os atletas acompanharam o içamento das bandeiras. Aos primeiros acordes do hino nacional, Smith ainda pareceu entoar a letra. Depois se calou e abaixou a cabeça. Começou, então, a erguer o braço direito enluvado, em sincronia com o braço esquerdo de Carlos. A saudação do black power tinha invadido os Jogos Olímpicos. Norman foi crucificado pela imprensa de seu país e recebeu reprimenda do Comitê Olímpico Australiano. Para Smith e Carlos as conseqüências foram implacáveis e duradouras. De imediato, o Comitê Olímpico Internacional – COI –, proibiu que os dois velocistas tivessem outras participações (ambos estavam escalados para integrar a equipe americana de revezamento) e exigiu a expulsão da dupla da Vila Olímpica. Smith e Carlos retornaram aos Estados Unidos como párias, acusados de introduzir política no olimpismo e de querer destruir o tecido social de seu país. “Mas qual país?”, perguntavam em uníssono. “A América branca diz que somos americanos quando vencemos e que somos negros quando fazemos algo que julga errado.” Apesar dos ataques e do ostracismo, nem Carlos nem Smith mudaram de posição. Quem mudou foi o curso da história. Às vésperas da Olimpíada de 1984, John Carlos foi ressuscitado pelo Comitê Organizador dos Jogos de Los Angeles para promover o esporte junto à juventude negra. Smith foi chamado a treinar uma equipe de atletismo. Em 1999, a faculdade San Jose State, de onde ambos tinham saído três décadas antes, inaugurou uma estátua comemorativa ao gesto dos ex-alunos. E como não poderia haver inauguração sem a presença do terceiro homem, convidaram Norman. Nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, o brasileiro Diogo Silva, que conquistou um inédito quarto lugar no taekwondo, aproveitou a luta final para fazer um protesto contra a falta de apoio ao taekwondo no país, após perder a medalha de bronze. Ele entrou na luta com uma luva preta dos Black Panthers Panteras Negras), que o juiz o fez tirar. “É um sinal de protesto, da indignação. Por mais que a gente batalhe, nosso sacrifício não é reompensado. Foi meu protesto para que o Brasil veja a dificuldade que o esporte amador enfrenta. A gente merecia mais apoio do governo e dos empresários”, desabafou o lutador.

Redação Sport Marketing