2 de mar. de 2008

Os Jogos Olímpicos de 2016 já começaram no Rio!

Os governos federal, estadual e municipal se reuniram, no Rio de Janeiro, para discutir diretrizes públicas em prol do processo de candidatura da cidade maravilhosa aos Jogos Olímpicos de 2016. Essa foi a 3ª Reunião do Grupo de Trabalho Interministerial realizada e envolveu 115 representantes de dezenas de órgãos dos três níveis de governo e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), comprometidos com projetos em suas respectivas áreas de atuação, visando ações integradas entre todos os entes públicos para a preparação do Rio de Janeiro enquanto cidade candidata a sede do evento. Do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma parceria estratégica entre União, estados, municípios e iniciativa privada, que prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões em infra-estrutura entre 2007 e 2010, em todos os estados brasileiros, R$ 170,8 bilhões serão investidos em melhorias sociais e urbanas o Rio de Janeiro, incluindo saneamento básico, iluminação pública, habitação, metrôs, trens urbanos e infra-estrutura hídrica. As ações na capital fluminense vão desde a urbanização de favelas até a remodelação da região portuária, passando pela construção do Arco Rodoviário Metropolitano, que vai interligar cinco rodovias federais que cortam a cidade do Rio e desafogar o trânsito em vias de grande movimentação como a Avenida Brasil. A construção do arco, com 172 quilômetros de extensão, contém exigência inédita para licenciamento ambiental: a obrigatoriedade do uso de asfalto-borracha, feito com pneus usados, que têm maior durabilidade e absorvem mais ruído que o convencional. Além disso, serão plantados 2 milhões de mudas de árvores às margens da estrada e instaladas barreiras acústicas em áreas de grande concentração populacional. “O investimento do PAC no Brasil e na cidade do Rio de Janeiro vai muito além do objetivo de conquistar os Jogos Olímpicos. É um programa bem articulado, que pensa o País de forma integrada, com olhar no futuro”, afirmou o secretário do Ministério do Esporte para a candidatura Rio 2016, Ricardo Leyser. Ele lembra que as metas do PAC têm no horizonte o ano de 2010, o que significa que muita coisa relacionada à infra-estrutura urbana estará pronta seis anos antes das Olimpíadas caso o Brasil venha a ser vitorioso na disputa. “O PAC atesta o comprometimento do Brasil com políticas públicas de longo prazo e essenciais ao desenvolvimento sustentável. Com isso, naturalmente ajuda a fortalecer a postulação do Rio a sede dos Jogos”, acredita o secretário. Ele explica que “O objetivo é que o dossiê de candidatura espelhe todos os projetos de desenvolvimento econômico-social que estão sendo implementados no Rio.” Sem jamais desconsiderar que os Jogos Olímpicos são sobretudo um evento esportivo, o secretário Leyser também salientou que aquilo que, em princípio, poderia ser considerado ponto fraco do Rio na disputa, pode vir a se tornar seu grande ponto forte: a estrutura urbana. “À medida que o COI estimula o esporte como indutor do desenvolvimento social, o legado ao Rio de Janeiro poderá ser maior que o de outras concorrentes, que já são cidades mais estruturadas e talvez tenham menos a acrescentar com a realização das Olimpíadas. Ao aliar as exigências do COI com as iniciativas do PAC, o legado dos Jogos Pan-americanos realizados em 2007 e os resultados de outros projetos em andamento no município, o Rio tem condições de apresentar uma proposta de candidatura consistente, confiável, exeqüível”, explicou. Em infra-estrutura urbana, por exemplo, uma das metas da União é aumentar para 15 metros a profundidade do Porto do Rio de Janeiro, que hoje atinge no máximo 11 metros, ampliando, assim, a capacidade de recepção de cargas e de passageiros. Com as reformas, a expectativa é de que até 2016 o porto possa receber simultaneamente 13 navios transatlânticos, o que aumenta o fluxo de turistas na cidade e amplia a capacidade de acomodações exigida pelo Comitê Olímpico Internacional das cidades candidatas. A Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela autoridade portuária local, apresentou, no encontro, essa e outras ações que vêm sendo realizadas para revitalizar e ampliar a estrutura portuária, entre as quais a restauração do píer, a reforma da estação de passageiros e a renovação de diversos armazéns: “O Porto do Rio de Janeiro, que arrecada anualmente R$ 1,4 bilhão em ICMS, vai estar integrado às rotas mais competitivas do mundo em trocas de mercadorias.”, informou Jorge Luiz de Mello, diretor-presidente da companhia. Os projetos de transporte incluem a implementação do sistema de alta capacidade BRT – Bus Rapid Transit – interligando bairros da zona oeste, da zona norte e da zona sul. Outro ponto forte é segurança, quesito em que o País acumulou experiência ao executar um eficiente plano de segurança pública para os Jogos Pan-americanos. Representante do Ministério da Defesa, Milton Ângelo Pereira de Oliveira ratificou o compromisso do governo federal com o megaevento: “Estamos de portas abertas para a realização das ações necessárias aos Jogos Olímpicos de 2016.”, resumiu. A Agência Brasileira de Inteligência reforçou as garantias de acesso sem embaraços aos participantes que vierem ao País caso o Brasil conquiste os Jogos. A promoção da imagem do Brasil, que atrai investimentos e turistas, também foi pontuada no encontro. A gerente de marketing do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Patrícia Fernandes, destacou a importância dos Jogos Olímpícos, desde o processo de candidatura, para ampliar a visibilidade internacional do país-sede. “Os Jogos criam oportunidade de promoção de todo o País. Trabalhamos na consolidação do destino Brasil para megaeventos.”, explicou, lembrando que, em 2006, o Brasil ficou em 7º lugar no ranking mundial de grandes destinos para eventos. Com a realização dos Jogos Pan e Parapan-americanos em 2007, os Jogos Mundiais Militares em 2011, a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de Futebol em 2014, o Rio e o Brasil têm nos eventos esportivos um forte chamariz de turistas e, conseqüentemente, de geração de emprego e renda, o que produz crescimento econômico e desenvolvimento socioesportivo. Ao ser questionado se a realização da Copa do Mundo no Brasil dois anos antes das Olimpíadas de 2016 não seria um entrave à candidatura brasileira, o secretário Leyser é confiante. “Acreditamos que esse fato é positivo, à medida que dá ao Comitê Olímpico Internacional a certeza de que boa parte da infra-estrutura requerida para os Jogos Olímpicos estará pronta com antecedência, e já devidamente testada”. Além disso, conforme lembrou Carlos Roberto Osório, dirigente do Comitê Olímpico Brasileiro, o Rio tem 56% das instalações esportivas prontas desde 2007, por ocasião dos Jogos Pan-americanos. Sem falar que o Ministério do Esporte já assegurou ao COB e às autoridades municipais a construção de um centro olímpico de treinamento no Rio, um legado ao esporte de alto rendimento que independe do êxito da candidatura. “Com a realização do Pan, atestamos ser capazes de oferecer garantias à realização de um evento esportivo internacional de grande porte.”, lembrou Osório. O subsecretário especial do Município para o Rio 2016, Ruy Cezar, comentou que o processo de aspiração da cidade aos Jogos de 2012 falhou por apresentar alto grau de incertezas. “Hoje temos maior credibilidade, os governos estão unidos e dispostos a incluir no dossiê apenas projetos viáveis; isso torna a candidatura muito forte”, pontuou. Representando a Coordenadoria Geral de Planejamento Urbano do Município, Cláudia Muricy apresentou o Plano Diretor da cidade e seus impactos em diferentes regiões de desenvolvimento econômico e social. O secretário-executivo do Conselho das Cidades, ligado ao Ministério das Cidades, Elcione Diniz Macedo, abordou metas para o desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro até 2010. O secretário Ricardo Leyser afirmou que a reunião foi “a primeira grande oficina de trabalho dos ministérios para conectar os investimentos estruturais do governo federal com o Plano Diretor da cidade e o projeto da candidatura, tendo um forte olhar para o planejamento urbano, de modo que o dossiê dialogue com as ações de urbanismo do município”. A empreitada de aspiração à candidatura olímpica segue a todo vapor. Em 11 de janeiro deste ano, foram entregues respostas a 25 itens do questionário do COI. O compromisso brasileiro foi posteriormente ratificado por carta pessoal do presidente da República entregue pelo ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., em 28 de janeiro, ao presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge. Os nomes das cidades candidatas – que irão para a fase final de disputa – serão anunciados pelo COI em junho deste ano após analisar os questionários e as garantias apresentados pelas sete cidades concorrentes. Se passar para a etapa de candidatura, o Rio terá de entregar seu dossiê em fevereiro de 2009. A escolha da cidade-sede ocorrerá em outubro de 2009.

Redação Sport Marketing

Sport Marketing - uma grande idéia!

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Saudações Olímpicas
Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing

CBF vai se reunir com Nike

Finalmente, a CBF tomará providências com relação ao contrato com a Nike. Precisou a fabricante de material esportivo fechar um contrato milionário com a seleção francesa (apenas uma vez campeã do mundo e atual vice) por US$ 63,3 milhões (R$ 107,6 milhões) por ano, para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, renegociar o acordo de patrocínio da seleção brasileira. "Quando o contrato com a Nike foi reajustado para US$ 22 milhões por ano, combinamos que discutiríamos um novo acordo quando a empresa aumentasse o patrocínio para outro país", afirmou Teixeira, em entrevista ao jornal O Globo. "Acredito que até a segunda quinzena de março nos reuniremos", explicou o presidente da CBF. No ano passado, Adidas e Puma começaram um flerte com a CBF que não deu em nada. Já no México, a história foi diferente. Os mexicanos ganhavam algo similar ao Brasil, mas depois da Copa de 2006, trocaram a Nike pela Adidas, que repassa US$ 11 milhões (R$ 18,7 milhões) anuais aos mexicanos.

Redação Sport Marketing

Sporting joga esperanças nas escolinhas

O Sporting obteve um resultado líquido de 3,23 milhões de euros de julho a dezembro de 2007. Percebe-se uma queda dos lucros de 38,3% comparados aos 5,24 milhões de euros alcançados em 2006. A Champions League - Liga dos Campeões - gerou receitas de 8,6 milhões de euros. Em custos com encargos salariais de jogadores e equipes técnicas, o Sporting teve um no total de 10,9 milhões de euros, valor que inclui prêmios de assinaturas de 2,1 milhões e aquisição de direitos desportivos no montante de 8,8 milhões de euros. Entre as metas do clube para 2008, está a consolidação das escolinhas do Sporting, um projeto que teve início em setembro de 2006. O clube conta neste momento com 14 escolinhas e prevê abrir mais 16 ainda neste ano. No ano passado, recebeu 60 candidaturas, mas só abriu 10 escolinhas. Este ano já recebeu perto de 100. Atualmente, o Sporting tem matriculados nas escolinhas 3 mil jovens, cerca de 50% são sócios do clube,um ponto positivo no quesito fidelização da marca. Para abrir uma escolinha de futebol do Sporting é preciso pagar uma franquia e uma porcentagem do valor faturado pela entidade que explora o projeto. Já os alunos pagam 70 euros de inscrição, no entanto, a mensalidade varia. Cada escolinha tem, obrigatoriamente, 3 vagas para ações sociais. Em 2009, a meta é internacionalizar o projeto. O clube tem sido contatado por vários países interessados. É o caso dos EUA, Luxemburgo, Canadá, Suíça, Angola e Moçambique. Cristiano Ronaldo, Paulo Futre, Luís Figo, Hugo Viana, Quaresma, e, mais recentemente, João Moutinho, Nani, e Miguel Veloso, são alguns dos jogadores formados no clube.

Redação Sport Marketing