24 de fev. de 2008

Coluna Olímpica 2 - Vem aí a geração TOP VII

Quando, pela terceira vez na história do mega evento, os Jogos Olímpicos chegarem a Londres em 2012 (Londres cediou o evento em 1908, 1948), o IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) espera alcançar, pela primeira vez na história, a soma de mais de US$1bn (£510m) em patrocínio mundial no período de quatro anos. É a comprovação do sucesso do programa TOP (The Olympic Partners), inspirado no vitorioso projeto administrativo criado para os Jogos de Los Angeles 1984. No ano seguinte, o COI criu os TOPs e o programa passou a ser colocado em prática, prorama este no qual empresas multinacionais assinam contratos por quatro anos. A primeira geração levantou Us$96m. A geração TOP VI, que teve início em 2005, gerou cerca de US$ 866 milhões em dinheiro e serviços pelo direito de associar as marcas com os Jogos. A geração TOP VI é composta por 12 empresas: GE, Lenovo,, Johnson&Johnson, Coca-Cola, Kodak, McDonald´s, Omega, Panasonic, Samsung, Visa, Atos Origin e Manulife - doze patrocinadores internacionais, divididos em categorias com direitos de exclusividade. Um novo quadriênio começa após os Jogos de Beijing. A próxima meta do COI é ultrapassar a barreira de US$ 1bilhão com a geração TOP VII. Até o momento, para o período de 2009 - 2012, oito empresas já estão garantidas: Coca-Cola, Atos Origin, GE, McDonald´s, Omega, Panasonic, Samsung e Visa. LeNovo e Kodak (parceira olímpica desde 1896) já anunciaram que não pretendem renovar. A Johnson&Johnson está em negociação e pode se tornar a nona multinacional a entrar no seleto grupo dos TOPs. Especula-se nos bastidores de Lausanne que em novembro, o COI esteve em reunião na Rússia, com representantes da estatal russa Gazprom, um grupo no ramo de energia, que estaria interessada em se tornar TOP. A preocupação por parte do COI é com relação ao fato que a Rússia ganhou o direito de hospedar os Jogos de 2014 que serão realizados em Sochi. A inclusão de uma estatal russa na próxima geração TOP poderia levantar questões éticas. De qualquer forma, depois de cair em desgraça e quase ir à banca rota após os Jogos de Moscou, os Jogos ressurgiram das cinzas graças ao sucesso do programa TOP, que garante parte da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão, embora Vancouver (2010) e Londres (2012) já estejam trabalhando a todo vapor, desde que venceram as candidaturas, para conseguir arrebanhar patrocinadores locais. Vale lembrar que os esportes olímpicos acontecem em arenas livres de publicidade e que os direitos adquiridos pelos patrocinadores mundiais são significativos, protegidos e incluem o uso com exclusividade do logotipo olímpico em campanhas e entretenimento corporativo. Para entender melhor como fuciona o programa de marketing olímpico, uma boa dica é o livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros. A coluna olímpica estará no ar sempre aos finais de semana. Até a próxima.
Deborah Ribeiro

Pelé fomenta futebol em Abu Dhabi

O Rei Pelé realizou uma visita a Abu Dhabi, onde pretende abrir uma escolinha de futebol. Pelé foi recebido pelo Xeique Nahyan Mubarak Al Nahyan, Ministro de Ensino superior e Pesquisa Científica. "A escolinha de futebol é um projeto voltado para crianças de cinco a 18 com ênfase no método brasileiro de jogar futebol" - disse Pelé. "A escolinha também treinará aqueles que planejam adotar o futebol como uma profissão futura, ao mesmo tempo, dando-lhes a oportunidade a continuar sua educação acadêmica" - disse o Xeique que aprovou o projeto do Rei do futebol e estará colocando a bola prá frente.

Coca-Cola renova design visando Beijing 2008

O vice-presidente de design da Coca-Cola, David Butler, explicou durante uma entrevista à Agência Efe que o objetivo final é "redesenhar todo o componente visual da marca comercial". A renovação abrange outras formas de comunicação usadas pela marca para promover seus produtos no varejo e a presença corporativa em eventos como os próximos Jogos Olímpicos de Beijing 2008. "É uma mudança que afeta toda a família Coca-Cola, em nível mundial e neste momento estamos no meio de uma implantação global", declarou à Efe Javier Sánchez, que junto com Butler, se encarregou, há três anos, de iniciar a nova estratégia de design. Na nova cara das embalagens de Coca-Cola, em suas diferentes variedades, a presença da marca foi simplificada, eliminando alguns elementos que antes apareciam em torno dela e a cor vermelha característica foi mais ressaltada, entre outras inovações. A introdução do novo sistema de identidade visual, que tem relação com a campanha global "The Coke Side of Life" (O lado Coca-Cola da vida) em andamento, começou há um ano e meio no Japão, depois chegou aos Estados Unidos e o objetivo é que esteja presente no mundo todo no segundo trimestre deste ano, segundo Butler."Estamos levando-o neste momento à América Latina", acrescentou Sánchez, que agora é diretor de Marketing para a região. "O México já tem este novo sistema e nos movimentamos de forma gradual em direção aos outros países". A Coca-Cola é parceira do Movimento Olímpico desde os Jogos de 1928 e é a única empresa que tem contrato renovado com o IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional até os Jogos de 2020.

Racing League e Champ Car juntas novamente

Após várias semanas de negociações entre os responsáveis dos dois campeonatos, Indy Racing League e Champ Car decidiram unir as duas competições norte-americanas de monopostos, pondo fim a um "divórcio" que durou uma dúzia de anos. Depois do acordo inicial, entre o fundador e presidente da IRL, Tony George (foto), e Kevin Kalkhoven, um dos diretores da Champ Car, assinado em Chicago, a unificação dos dois campeonatos deverá ser anunciada brevemente, ainda que outros responsáveis da CART World Series, Paul Gentilozzi e Dan Pettit, não tenham junto o seu nome ao acordo. Além da fusão, o comunicado não menciona maiores detalhes de como e quando o campeonato será operado, qual regulamento será adotado e nem qual canal irá transmitir as provas para Brasil. Para estes esclarecimentos será marcada uma coletiva de imprensa futuramente. A idéia da fusão começou a ser discutida desde o começo da temporada passada, quando Tony George apresentou uma proposta vantajosa para as equipes da Champ Car - um incentivo de US$ 1,2 milhões (cerca de R$ 2,1 milhões), além de motores da Honda e chassis Dallara sem custo algum, como é feito com todas as outras equipes que já disputam a IRL. "Este é um grande dia para as corridas de monoposto na América" - disse Bobby Rahal, dono de uma das equipes da Indy Racing League, três vezes campeão da Champ Car, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis e pai de um dos jovens talentos deste campeonato; Graham Rahal, que compete pela Newman/Haas Lanigan Racing team. "Aplaudo todos os que tornaram isto possível, mas quero agradecer especialmente aqueles que fizeram sacrifícios e concessões para assegurar o futuro das corridas nos Estados Unidos. Acredito sinceramente que este é o primeiro passo para restaurar a competição e as 500 Milhas de Indianápolis como no passado", acrescentou Rahal. Dessa forma, os Estados Unidos voltam a ter apenas uma categoria top de monopostos. A cisão aconteceu no final de 1995, quando os organizadores da CART se desentenderam com Tony George, dono do circuito de Indianápolis e detentor dos direitos da marca IndyCar. No ano seguinte nasceu a Indy Racing League, que levou consigo o prestígio das 500 Milhas de Indianápolis. A CART manteve o campeonato, que passou a ser chamado de ChampCar World Series. Nenhuma das duas categorias, no entanto, conseguiu se firmar, perdendo expectadores, equipes e pilotos para a NASCAR. Agora, diante de uma imimente quebra das duas operações e do crescimento paulatino da A1GP (Copa do Mundo da velocidade, na qual Emerson Fittipaldi tem uma equipe), elas decidiram voltar a se unir. Ainda bem que eles fecharam. Vai acabar com a confusão para os fãs e patrocinadores, porque haverá apenas um tipo de carro e motor, e todos correrão juntos. Que vença o melhor time - diz o veterano A.J. Foyt, tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis e dono da A.J. Foyt Racing, que compete na IRL desde 1996, quando a categoria foi criada. A notícia da unificação é ótima, mas algumas perguntas ficam no ar. Será que a IRL vai conseguir novamente colocar 100 mil pessoas nas tomadas de tempo como fez no passado e a Indy 500 voltará a ser o maior espetáculo dos fãs do automobilismo batendo as vendas da Nascar Daytona 500? Será que a IRL conseguirá vencer o marketing superior da Nascar que já marcou a ferro seu nome e produto no mercado? A bandeirada foi dada, mas existem muitos quilômetros a serem rodados pela nova IRL. A temporada da IRL, começa no dia 29 de março, em Homestead, Miami.

Canadá lança moedas olímpicas

A Royal Canadian Mint - Casa da Moeda Canadense - lançou oficialmente a primeira moeda olímpica de 25 centavos de 2008. A moeda já está em circulação e o esporte cunhado é o snowboarding." Nos próximos dois anos, a Royal Canadian Mint irá lançar uma série de moedas de circulação para comemorar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno" - disse Ian E. Bennett, Presidente e CEO da Royal Canadian Mint. Vinte e dois milhões de moedas de 25 centavos cunhadas com a imagem do snowboarding entrarão em circulação e estarão exclusivamente disponíveis no RBC e postos de gasolina de Petro-Canadá. RBC e Petro-Canadá são patrocinadores locais dos Jogos de Vancouver 2010. As modas foram projetadas pelo artista canadense Glenn Verde. A moeda apresenta um snowboarder no centro, um folha estilizada e as palavras 'Vancouver 2010 '. O anverso apresenta o retrato da Rainha Elizabeth II. Ainda neste ano mais três moedascomemorativas de 25 centavos serão lançadas: esqui freestyle (16 de abril), patinação no gelo (10 de setembro) e trenó (29 de outubro).

Austrália quer Copa do Mundo

O governo australiano apóia a candidatura para a Copa do Mundo FIFA em 2018. Entretanto, o primeiro Ministro Kevin Rudd sabe que hospedar a Copa em 2018 seria uma 'tarefa Hercúlea. "A Oceania já foi sede de duas edições dos Jogos Olímpicos - 1956 Merbourne e 2000 Sidney e se orgulha da capacidade de superar obstáculos e realizar mega eventos - afirmou o primeiro ministro e acrescentou - " o futebol na Austrália tem 450.000 participantes registrados e nunca foi tão popular. Querer ser o país anfitrião do evento em 2018 é uma consequência natural da brilhante apresentação da seleção australiana em 2006". A FIFA selecionará o país sede da Copa de 2018 em abril ou maio de 2011. A Austrália disputará com México, EUA, Inglaterra, Espanha, Portugal, Bélgica, Rússia, China e Japão. Rudd disse que representantes da Federação do Futebol australiano encontrarão com membros do governo para começar a planejar a candidatura.