18 de fev de 2008

Ebbsfleet United terá gestores internautas

O Ebbsfleet United, clube da quinta divisão do futebol inglês, será gerido por 28 mil internautas. Isso mesmo. Todos os 28 mil entraram no site MyFootballClub.co.uk, reuniram uma soma significativa em dinheiro e compraram oficialmente o time. São internautas de 80 países que terão voz ativa na equipe, escalando o time, escolhendo o técnico, decidindo possíveis contratações, transferências, patrocinadores e parceiros, como, por exemplo, a marca de material esportivo Nike que irá equipar o Ebbsfleet United. O atual técnico do time, Liam Daish, já se manifestou e pediu aos internautas que "entendam que os jogadores sustentam famílias com o que ganham no time e destacou que se todos agirem tão seriamente quanto os atletas, não haverá problemas." Em matéria dada com exclusividade pelo Sport Marketing (ver arquivo do blog), em Portugal já está acontecendo um projeto parecido. No site www.donosdoclube.com, você pode descobrir os detalhes sobre o conceito que promete criar condições para a entrada no capital de um emblema da Liga portuguesa.

Danica Patrick uma jogada de marketing

Noticiar que Danica Patrick foi fotografada de biquini não é novidade, afinal de contas, em 2003, a atual piloto da Indy Series já pousou para fotos bem mais picantes do que as clicadas recentemente pela revista americana Sports Illustrated. Na verdade, noticiar Danica Patrick de biquini não significa absolutamente nada, nem do ponto de vista jornalístico, nem do ponto de vista de marketing esportivo. Por que? Porque o que interessa é o que está por trás não do macacão da piloto ou do biquini dela, mas sim da presença dela nas pistas. O que significa a existência de Danica no mundo do marketing da Indy Series? Uma das funções da existência de Danica Patrick é dar suporte à célebre frase: "Ladies and gentlemen start your engineers " - proferida todos os anos pela mãe de Tony George, dono do Indianápolis Motor Speedway, antes da largada das 500 Milhas de Indianápolis. Um grid sem uma piloto sria um hiato na frase que já é uma tradição da família de Tony George. Quando realizei durante várias temporadas a cobertura da Indy500 pelo Sportv, fiz uma longa pesquisa no Museu do Indianápolis Motor Speedway e entre carros, fotos e livros antigos, descobri que a presença de ao menos uma mulher no cockpit de um dos carros da Indy é, acima de tudo, uma necessidade de marketing, uma questão de business. Em 1977, Janet Guthrie foi a primeira mulher a se qualificar para as 500 Milhas de Indianápolis - seis anos depois, o Speedway passou a permitir mulheres no pits e garagens. Desde Guthrie, Desire Wilson, Lyn St. James, Sarah Fisher e agora Danica Patrick já participaram da corrida. A presença de uma mulher na pista se tornou indispensável na medida em que criou-se a estratégia de tentar trazer para as pistas marcas de produtos femininos como sabão em pó, por exemplo. Danica Patrick fez e faz história na Indy Series, mas não apenas por se tornar a primeira mulher a liderar uma volta na pista de Indianápolis, nem tão pouco por ter sido a primeira mulher ao chegar ao pódio na F-Indy em 2007 e, muito menos, pelas fotos de biquini que costuma tirar. Danica, entrou para a história por ser a primeira piloto a conseguir um número significativo de patrocinadores pessoais: Peak (marca de óleo), Bell Helmets (capacetes), Samsonite, Tissot (relógios), Alpinestars (roupas e materiais de corrida), Marquis Jet, Keanon. Danica ainda só não venceu Sarah Fisher no quesito patrocínio e popularidade. A mesma Sarah Fisher que também entrou para a história das pistas junto com outras mulheres dos cockpits como: Erin Crocker, Kelly Sutton, Deborah Renshaw, Shawna Robinson, Patty Moise, Robin McCall, Lella Lombardi, Christine Beckers, Goldie Parsons, Fifi Scott, Marian Pagan, Sandy Lynch, Ann Chester, Ann Bunselmeyer, Ethel Mobley, Louise Smith, Sara Christian.

Pepsi faz marketing de emboscada em Uganda

Pepsi pretende lançar em Uganda uma campanha olímpica batizada "beba um Mirinda e envie a Uganda para Beijing 2008". A ação visa angariar mais de US$ 60 mil para facilitar o treinamento de todos os atletas que vão para Beijing. "Para cada garrafa vendida de Mirinda sabor frutas, Mirinda laranja, Pepsi e água mineral Peak, 5 % vai para o fundo", afirmou o diretor de marketing da Pepsi em Uganda Aggie Konde. "Estamos começando a campanha com US$ 6.000 de investimento em dinheiro. Mas isto é apenas 10% e esperamos que o resto venha de nossos clientes" - disse Konde. "Estamos apelando a todas as federações desportivas e já contatamos o com UOC - Uganda Olympic Committee - Comitê Olímpico da Uganda para podermos dar início ao projeto imediatamente", acrescentou. Das nove federações que vão enviar atletas para Beijing, apenas UAF - Uganda Athletics Federation - Federação de Atletismo, tem orçamento. " A Pepsi patrocina o nosso atletismo desde os anos 70 e estamos felizes em saber que eles estão de volta", disse o secretário da UAF, Faustino Kiwa. A última vez que a Uganda ganhou uma medalha olimpíca foi em 1996 (bronze - Davis Kamoga). Porém, em termos de marketing olímpico, existem um ponto que pode vir a causar problemas para o UOC: a Pepsi não é patrocinadora e nem parceira do programa de marketing TOP Sponsors do IOC - Internacional Olympic Committee, mas sim a Coca-Cola. A regra do IOC garante aos TOP Sponsors exclusividade de produtos em nível mundial. Desta forma, os NOCs - Nationals Olympics Committees - Comitês Olímpicos Nacionais, não podem fechar acordos de patrocínios com empresas concorrentes aos TOPs, a menos, que o departamento de marketing do IOC autorize - o que é muito difícil. Em outras palavras, a Pepsi não pode nem usar os logos do IOC e nem do UOC. A campanha da Pepsi pode ser apontada como uma tentativa de marketing de emboscada e, pode ir por terra, assim que o IOC descobrir. Afinal de contas, os TOPs pagam fábulas pelos direitos exclusivos dos Jogos e ações de marketing de emboscada (guerrilha) nada mais são do que artifícios, formas de usar os Jogos como plataforma de marketing pagando-se menos ou quase nada por isso. Papelão da Pepsi! É a guerra das Colas.

Mais um ace de Agassi

Oito vezes campeão do Grand Slam (simples) e medalhista de ouro olímpico ouro, Agassi deixou as quadras e se tornou um empresário de sucesso capaz de jogar nas mais diferentes áreas da sociedade. Tudo começou em 1992, quando Agassi abriu uma Fundação, um projeto de inclusão social que oferece educação e recreação para crianças em situações de risco. Ele e a esposa Stefanie Graf também estão envolvidos em um resort de luxo na Costa Rica e uma rede de restaurantes em São Francisco, junto com o chef Michael Mina. A última grande jogada da família Agassi é uma empresa de desing mobiliário que leva o endosso do atleta, uma idéia que surgiu logo após Agassi ter vencido Wimbledon, quando comprou a primeira peça da marca Kreiss. Não demorou muito e Agassi ficou amigo do presidente da empresa Michael Kreiss, por coincidência, um ex-jogador de tênis. Demorou menos ainda para Agassi endossar uma linha especial. "Ele gosta de simetria e de formas fortes, gosta de textura, conforto ", disse Kreiss, cuja companhia é conhecida pelos desings contemporâneos. As primeiras peças com a marca AGK (Andre Agassi Kreiss - foto) foram lançadas após a aposentadoria de Agassi, em setembro de 2006. Fora das quadras e do mundo dos negócios, Agassi, 37, tem se dedidado à família que vive em Las Vegas, onde Agassi cresceu. Quando questionado pela equipe Sport Marketing, sobre o que ele levou das quadras para a atual realidade enquanto empresário, Agassi pensou por um momento e respondeu: "A atenção ao detalhe". O mais novo showroom de móveis Kreiss foi aberto em Houston, com a presença do agora mais empresário do que nunca, André Agassi, da esposa Stefanie Graf (ela deixou o codinome Steffi de lado), do filho do casal Jaden, 6 anos, e da filha Jaz, 4 anos.

NBC fará transmissão em vários idiomas dos Jogos de Beijing

Pela primeira vez na história do envolvimento da NBC com os Jogos Olímpicos, a emissora americana irá oferecer a opção de uma cobertura do evento em coreano, mandarim e cantonês para toda a rede nos E.U.A. A opção de transmissão nos idiomas orientais será em eventos específicos como futebol, beisebol e basquete, bem como um programa diário nestes idiomas. A NBC vai manter a maior parte da sua cobertura em inglês e espanhol no canal Telemundo, enquanto o canal Oxigênio com programação orientada para o público feminino, recentemente adquirida pela NBC, rá mostrar esportes equestres, tênis, ginástica rítmica e natação sincronizada.

Pelé e a Timemania!

Semana passada o Santander anunciou o Rei do Futebol como garoto propaganda. Agora Pelé estará na telinha em rede nacional lançando a Timemania, nova loteria da Caixa. Nas peças criadas pela Nova S/B que já estão sendo veiculadas nas tvs, o Rei do Futebol explica como apostar, concorrer a prêmios e ajudar o time do coração de cada torcedor .O plano de mídia inclui filmes, spots, e anúncios em jornais e revistas, além de material para internet e materiais de pontos-de-venda.

Patrão da McLaren pode ter de pagar 112 milhões de Euros

O divórcio do diretor da McLaren pode sobrar para a escuderia. O patrão da escudaria britânica está se divorciando e segundo alguns advogados peritos nesta matéria a ainda mulher do dirigente pode levar uma indeminização recorde. Segundo estes, Sandra Sinclair pode sair do casamento 112 miilhões de euros mais rica, o que representa 50% do património familiar. As ações (15%) que detém da McLaren representam o grosso do patrimônio de Ron Dennis! Ao que parece Ron Dennis terá que pilotar muito bem essa questão junto aos advogados, senão poderá afetar os bastidores financeiros da escuderia.

FIFA pode deixar Espanha fora da Euro 2008

A imprensa internacional anuncia nos cadernos de esportes desta segunda-feira que o presidente da FIFA ameaçou "deixar a Espanha fora da Euro 2008 e da Liga dos Campeões" a menos que a Espanha revogue um novo despacho ministerial que força as federações desportivas não-olímpicas do país, entre elas a Spanish Football Federation - Federação Espanhola de Futebol, a realizarem eleições antes dos Jogos Beijing, . Essa declaração ocorreu durante a homenagem a realizada pela FIFA a Di Stefano. Segundo Blatter, esse cenário constituiria uma interferência na federação de futebol, o que desagrada à FIFA. "Se o governo espanhol continuar a interferir nos assuntos de futebol através do Ministério do Esporte, eles têm de compreender que os seus clubes e selecões nacionais serão banidos das competições internacionais", acrescentou. O presidente da FIFA chegou a afirmar que só precisaria de "seis horas" para tomar essa decisão e lembrou o caso grego. "Vejo semelhanças nas duas situações, embora no caso espanhol seja apenas um sinal de fumaça e os bombeiros ainda não foram chamados". Ao que tudo indica, Blatter anda com a cabeça quente ultimamente. No mesmo evento, o presidente da Fifa, revelou que Holanda e Bélgica apresentaram de forma oficial uma candidatura conjunta para organizar a Copa do Mundo de 2018. "A candidatura conjunta Holanda-Bélgica foi apresentada, com documentos", afirmou Blatter à imprensa no estádio Santiago Bernabéu em Madri. Blatter acrescentou que, de forma não oficial, já demonstraram interesse México, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha-Portugal (de forma conjunta), Rússia, China, Japão e Austrália. A decisão sobre a sede será anunciada em abril ou maio de 2011. O próximo Mundial, em 2010, acontecerá na África do Sul. O Brasil será a sede da Copa em 2014.

IOC reconhece Kosovo

O italiano Mario Pescante, presidente da comissão de relações internacionais do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que o organismo máximo do esporte "certamente reconhecerá a independência de Kosovo. Porém, não acredito que (Kosovo) tenha tempo para estar representado nos Jogos Olímpicos de Beijing" - acrescentou. "Kosovo já fez um pedido de admissão ao IOC e respondemos que seria aceito no momento em que as Nações Unidas tenham reconhecido (a independência)" finalizou. Para reconhecer uma nova nação, o COI exige que o país tenha sido reconhecido pela Organização das Nações Unidas, tenha um comitê olímpico nacional e estabeleça ligações com um número mínimo de federações esportivas mundiais. Com todos os pré-requisitos preenchidos, o país ainda tem de ser aprovado em reunião do Comitê Executivo da entidade. Os últimos países a passar pelo processo foram a ilha de Tuvalu e ex-república iugoslava de Montenegro, que chegaram ao COI em julho do ano passado. Cinco boxeadores de etnia albanesa já demonstraram vontade de lutar em Beijing por Kosovo. Caso o país não obtenha o reconhecimento internacional antes dos Jogos, os boxeadores poderão lutar como "indivíduos olímpicos", defendendo a bandeira do COI. Nos Jogos de Sydney-2000, quatro atletas do Timor Leste desfilaram sob a bandeira da entidade na cerimônia de abertura das Olimpíadas. Na época, o Timor era administrado pela ONU e ainda não tinha sido reconhecido. Em Barcelona-1992, a Iugoslávia competiu sem bandeira. Kosovo, que era administrada pela ONU desde 1999, declarou independência no último domingo de forma unilateral, sem a concordância da Sérvia. Países como Estados Unidos, Grã Bretanha, França e Alemanha apoiaram o ato, mas Rússia e alguns países da União Européia, como a Espanha, rejeitaram.