17 de fev. de 2008

Especial: 50 anos de Daytona 500

Não é só a Nascar que completa aniversário este ano não. A Daytona 500, prova de abertura da NASCAR Sprint Cup, conhecida como The Great American Race, uma das provas mais charmosas do calendário, fez 50 anos neste domingo 17 e a comemoração foi em grande estilo, principalmente para Ryan Newman que levou o histórico troféu para casa. Vários astros de Hollywood estiveram na corrida. Entre eles, John Travolta, Matthew McCounaghey, Whoopi Goldberg, Jon Bon Jovi, Nicolas Cage, Ben Affleck, Ashton Kutcher e Demi Moore. Em termos de marketing esportivo, as 500 Milhas de Daytona são o sinal verde para os patrocinadores da Nascar começarem a somar ações e campanhas. Ao contrário dos maiores eventos de outros esportes, durante a Daytona 500, por exemplo, a primeira de uma série de dez corridas, os pilotos aparecem em praticamente todos os breaks comerciais, mantendo os telespectadores sintonizados. Em 2007, durante a transmissão da FOX, os pilotos da Nascar apareceram em 46% dos anúncios publicitários. Ao todo, 19 pilotos foram as estrelas dos spots dos patrocinadores. "Os fãs da Nascar vendo os pilotos como as estrelas dos comerciais dos patrocinadores permanecem sintonizados - garante Steve Phelps, diretor de marketing da stock car americana". Durante as transmissões da Daytona 500, do ano passado, a FOX Sports conseguiu reter, em média, 95% da sua audiência durante breaks comerciais, de acordo com a Nielsen Media Research. Os pilotos da Nascar têm uma forte imagem pública. Os patrocinadores sentem-se confortáveis em colocá-los frente às suas marcas e ao centro de suas campanhas de publicidade. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Brandweek, os pilotos da Nascar estão logo atrás dos jogadores do PGA (liga profissional de golfe) como melhores modelos entre os atletas. Quase todos os fãs da Nascar olham os pilotos como verdadeiros atletas e bons exemplos. A maioria dos fãs pensam que os pilotos Nascar são acessíveis e utilizam os produtos que eles endossam. De acordo com um estudo realizado pela James Madison University Center em termos de patrocínio esportivo: 85% dos fãs da Nascar concordam que os pilotos são bons modelos; 74% concordam que os pilotos são acessíveis aos fãs e 56% concordam que os pilotos utilizam os produtos que endossam. A empresa Ipsos Insight fez uma pesquisa que aponta a Nascar e os pilotos da categoria são associados a atributos como: "atletas admiráveis", "atletas que são acessíveis ao povo", "genuínos", "honrados" e "honestos". O USA Today anunciou, recentemente, que os fãs da Nascar gastam uma média de US $ 700 anuais em merchandise. Só prá você ter uma idéia do que é a máquina de consumo Nascar e o quanto o marketing esportivo é super desenvolvido nos Estados Unidos, quando Dale Earnhardt Jr. (um dos pilotos mais populares) mudou de patrocinador (antes era a Budweiser), no ano passado, e anunciou o seu novo patrocinador, as vendas na loja on-line do site nascar.com saltaram para 359%. Na última sexta-feira, outro exemplo, foi o lançamento oficial da nova linha Adidas de sportswear com a assinatura de Dale Earnhardt Jr, o quarto atleta no mundo a ter uma linha própria Adidas (David Beckham, Reggie Bush e Tracy McGrady são os outros). A fila de fãs, do lado de fora da lojinha de produtos no Daytona International Speedway para comprar os produtos do piloto era imensa, local onde a Adidas abriu as vendas em primeiro lugar em todos os Estados Unidos. Os parceiros oficiais Nascar que tiveram novas campanhas publicitárias na Daytona 500 foram: Chevrolet, Gillette, Goodyear, Ritz, Sunoco, Sprint, The Home Depot, Toyota e UPS. Além disso, muitos patrocinadores de equipes estreiaram novos spots apresentando perfis dos pilotos, como Dale Earnhardt Jr., Jimmie Johnson e Kasey Kahne, Kevin Harvick, Kurt Busch, Clint Bowyer, Ryan Newman e Martin Truex Jr. Confira todos os sábados e domingos matérias especiais no Sport Marketing.
Deborah Ribeiro

Adidas capricha nos uniformes para o All-Star Game


Todos os anos, o All-Star Game (partida entre as estrelas das Conferências Leste e Oeste) cria novos uniformes, com design em homenagem à cidade anfitriã do torneio. No ano passado, os uniformes do All Star Games saudararam a famosa Las Vegas. Mas, para este ano, não há como negar que a Adidas olhou com um carinho especial para a cidade sede do evento - New Orleans. Quando a Adidas começou a trabalhar sobre as especificidades de New Orleans, enviou três designers para estudarem as características e, consequentemente, os símbolos do berço do jazz. Esses designers comeram em restaurantes locais, beberam da cultura local e voltaram com uma abundante fonte de informações. "Eles destilaram a energia do lugar", disse Jonathan Yuska, designer Adidas dos produtos da NBA. "New Orleans é uma cidade maravilhosa, inspiradora. A cidade tem um clima de celebração". O desafio dos designers consistiu em captar o espírito da cidade, juntar isso à alta tecnologia dos produtos Adidas. "Há elementos específicos nos uniformes de referência sobre a cidade", disse Christopher Arena, vice-presidente da NBA na área de uniformes esportivos. "Na TV, você pode não ser capaz de vê-los, mas para os fãs, esses detalhes são claros e têm muito valor." Na volúpia dos consumidores de materiais esportivos e souvenirs, estes uniformes são altamente cobiçados". Anualmente, no mundo inteiro, as vendas de todos os produtos licenciados NBA atingem cerca de US $ 3 bilhões. As versões dos uniformes estão à venda no nbastore.com há três semanas e em lojas de produtos oficiais com preços variando entre US $ 50 a US $ 170. Um pouco de história: a partida marca a metade da temporada regular e é uma grande festa, com os principais nomes da NBA jogando sem o compromisso com a vitória. O duelo entre as duas conferências tem, em seu histórico, atuações espetaculares de algumas das maiores lendas da Liga, como o único triplo-duplo de um jogador (Michael Jordan, em 1997), a atuação de Magic Johnson no ano de sua aposentadoria definitiva (1992), quando protagonizou (e venceu) duelos memoráveis em quadra contra Isiah Thomas e Michael Jordan, entre tantos outros. Os protagonistas da primeira edição do All-Star, em 1951, usavam vermelho, branco e azul com estrelas uniformes brasonadas. De 1997 a 2002, os jogadores usavam os uniformes das equipes acrescentado o símbolo All Star. A partir de 2003 os All-Stars passaram a usar uniformes inspirados em 1988, um incrível ano que estavam na quadra Michael Jordan, Larry Bird, Isiah Thomas, Patrick Ewing, Magic Johnson, Karl Malone, Kareem Abdul-Jabbar e Charles Barkley. "Foi uma jogada fenomenal", disse Arena. "Os jogadores adoraram. Era o uniforme que usavam seus ídolos."

NBA considera expansão para a Europa

"A Liga Norte Americana de Basquete (NBA) pode expandi-se na Europa nessa próxima década" - essa foi a afirmação de David Stern. A NBA está estudando estabelecer novas franquias na Europa e realocar outras. Existem muitas equipes de basquete na Europa, mas David Stern acredita que para a iniciativa ser um sucesso, é necessário um plano de marketing e esportivo, e quem nem todas as já existentes iriam fazer parte desse novo cluster. "O que temos sempre em mente é a necessidade de arenas adequadamente estruturas, para atender aos fãs apropriadamente, ou seja, haverá a necessidade de recursos financeiros para uma equipe competir na Europa pela NBA" - acrecentou. A NBA foi a Londres em outubro, quando o Boston Celtics bateu o Minnesota Timberwolves no O2 Arena. Stern citou a O2 Arena como um esboço do que deveria ser seguido em outras cidades. "O O2 , em Londres, é uma arena no estilo NBA que já está pronta", disse Stern. Durante o All-Star Game, Mr. Stern e uma comissão de eventos de Londres falaram a respeito da possibilidade do evento ir à capital da Inglaterra em 2011 ou 2012, como um evento de alta visibilidade para os Jogos Olímpicos. É esperar prá ver. Para quem não conhece, Mr. Stern foi eleito por unanimidade como o quarto "comissário" (espécie de diretor) da NBA e começou o seu mandato em 1 de fevereiro de 1984. Desde então, a NBA, acrescentou sete franquias; aumentou para quinze vezes o aumento de receitas; expandiu a exposição nas tvs americanas dramaticamente, e lançou o Women's National Basketball Association, a Liga Feminina de Basquete e a NBA Development League. Os juros gerados decorrentes das crescentes iniciativas internacionais levou a imagem dos jogos da NBA a ser televisionada em 215 países em 43 idiomas. NBA TV, que Mr. Stern lançou, em 1999, a rede de televisão do campeonato, fica no ar 24 horas por dia e está disponível em 73 países. Os site sNBA.com, WNBA.com e NBADLEAGUE.com, atraem mais de três milhões de visitantes por dia, com mais de metade dos quais provenientes de fora os E.U.A. Mr. Stern faz milagres em termos de marketing esportivo com a NBA!