6 de dez de 2008

Petrobras estuda permanência na F1

A Petrobras começa a tomar o mesmo caminho que a Honda. A empresa brasileira condicionou o segmento do patrocínio esportivo na categoria à compra da equipe por outra montadora. Membros do programa Esporte Motor se reuniram com José Sergio Gabrielli, presidente da petroleira e resolveram que, no atual cenário de incertezas, pode ser melhor sair de cena em 2009 para tentar voltar à categoria em 2010, com planejamento mais claro. Só a chegada de uma montadora fará a empresa mudar de idéia. A crise financeira mundial já afeta diretamente a F1. Dois circuitos, Montréal e Magny-Cours, deixaram o calendário da F-1 de 2009. A Audi, do grupo Volkswagen, cancelou programas em dois campeonatos de protótipos. A organização das 24 Horas de Le Mans estuda enxugar a prova e Takeo Fukui, CEO da Honda, anunciou oficialmente a saída da marca japonesa da F-1. "Chegamos a esta difícil decisão diante da situação de degradação rápida de todo o entorno da indústria automobilística, afetada pelas subprimes (hipotecas de alto risco) nos EUA, pelo estreitamento do crédito e pelas recessões mundo afora"- disse o executivo, emocionado. Segundo Fukui, a Honda não ficará na categoria nem mesmo como fornecedora de motores, papel em que foi bem-sucedida nos anos 80 e 90. Os principais dirigentes da equipe Honda, Ross Brawn e Nick Fry, acreditam que possam vender a escuderia japonesa o mais rápido possível, mesmo que seja por um valor abaixo do que ela realmente vale. Especula-se que já existam três compradores em potencial interessados em adquirir a equipe.

Redação Sport Marketing