5 de dez de 2008

Honda fora do circo da F1

A Honda que está fora da F1. A meta é econimizar os US$ 400 milhões que a fabricante investia anualmente na catehoria. A saída da Honda deixa na pista o piloto Bruno Senna, que estava prestes a ser contratado pela equipe, Rubens Barrichello cujo contrato estava em fase de renovação e a Petrobras, que seria a fornecedora de combustível da escuderia em 2009. A expectativa é que a equipe seja comprada. Especula-se que a próxima a pular fora poderá ser a Toyota que já recebeu um alerta por parte da Panasonic, principal sponsor da única equipe nipônica restante na F1, com relação à intenção de cortar custos por causa da crise financeira econômica mundial. Honda e Toyota tem os seus maiores mercados nos EUA, onde a venda de automóveis sofre fortes consequências da crise. De acordo com o site Grandprix.com, a AT&T, um dos patrocinadores da Williams F1, também enfrenta sérias dificuldades econômicas, tendo já anunciado um corte de 12 mil postos de trabalho (cerca de 4 por cento do total), a fim de diminuir custos. A situação não está melhor para a Philips, outro dos patrocinadores da equipe de Sir Frank Williams. A marca de produtos electrônicos já alertou para as dificuldades financeiras, que poderão obrigar a cortes nos investimentos. A crise afeta também as companhias petrolíferas, face à descida nas cotações de petróleo internacionalmente. A refinadora Nippon Oil anunciou a fusão com a rival Nippon Mining Holding. Especialistas econômicos sugerem que o preço do barril de petróleo pode chegar aos 20 dólares por barril, caso o cenário atual de recessão continue por muito tempo. Embora esta seja uma boa notícia para os consumidores, a queda acentuada do preço do petróleo é um dos piores indicadores para a economia, já que isso indica uma ausência de procura por parte dos países industrializados. Ou, por outras palavras, a estagnação das economias mundiais. Com tantas dificuldades, a F1 corre riscos.

Redação Sport Marketing