8 de dez de 2008

Estádios da África do Sul sofrem com crise financeira

As 10 cidades anfitriãs da Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul, lutam para cumprir os compromissos financeiros. As cidades sedes começaram a se desesperar a partir do momento em que o governo da África do Sul lavou as mãos, alegando que contribuíu com R1.4 bilhão (US$137 milhões) para a construção dos estádios e que não contribuiria mais. Os dois estádios em maior dificuldade são Green Point Stadium, na cidade de Cape Town, que exige financiamento acima de R950 milhão (US$92 milhões), e Estádio de Moses Mabhida Stadium em Durban, que exige mais de R850 milhão (US$82 milhões). A cidade de futebol em Johannesburg estava originalmente orçada em R1.7 bilhão, mas o projeto vai depender de um valor adicional de R640 milhões (US$62 milhões). Em Polokwane (previamente Pietersburg), o Peter Mokaba Stadium está orçado em R244 milhão (US$23.7 milhões). As restantes seis cidades anfitriãs são pequenas e podem achar ainda mais difícil equilibrar as finanças a as falhas do levantamento de orçamento inicial neste período em que o mundo passa por crise financeira. Uma das razões alegadas para as despesas adicionais são os materiais de cobertura dos estádios que são fabricados no Kuwait, o que implica em despesas de entrega. Já o Estádio de Nelson Mandela foi removido da lista das cidades anfitriãs da Copa das Confederações de 2009. O ministro de esporte da África do Sul alegou que além das dificuldades globais, os problemas são resultado de um "planejamento pobre." Ele também citou "erros" e falhas dos consultores da cidade de anfitriã. Além disso, os africanos estão preocupados por uma erupção de cólera em larga escala no Zimbábue, onde centenas das pessoas recentemente morreram. Existe também incerteza se o provedor de eletricidade oficial, ESKOM, poderá fornecer níveis adequados de eletricidade em 2010.

Redação Sport Marketing