3 de nov de 2008

Site ajudará pessoa física a financiar esporte

O Ministério do Esporte reuniu representantes de 77 entidades desportivas, para orientá-los sobre algumas ferramentas que o governo está implantando para facilitar a captação de recursos de pessoas físicas, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, para apoio ao atleta. A legislação brasileira permite a dedução de até 6% do imposto devido por pessoa física em favor dos setores esportivo, cultural, e do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente. “Mas isso só é possível quando o modelo declarado é o completo”- explicou o presidente da comissão técnica da lei, Alcino Reis Rocha. Segundo ele, quase 70% das declarações apresentadas por pessoas físicas correspondem a esse modelo. “Se, em 2007, a União arrecadou R$ 38 bilhões em impostos de pessoa física nesse formato, tínhamos um potencial de arrecadação próximo a R$ 2,29 bilhões. Mas, devido à falta de conhecimento por parte do contribuinte, que precisaria direcionar seu imposto, apenas R$ 40 milhões, em média, chegam a esses três setores. Costumo brincar dizendo que essa diferença superior a R$ 2,2 bilhões é o nosso pré-sal”- disse Alcino. “Nosso intuito é o de utilizar principalmente os clubes e associações mais representativos para divulgarem essa possibilidade ao grande público”- informou o o presidente da Organização Nacional das Entidades do Desporto, Humberto Panzetti. Segundo ele, é importante deixar claro que a aplicação desses recursos é vetada ao esporte profissional, mas permitida nas categorias de base. “Portanto, o torcedor de um time de futebol pode usar seu Imposto de Renda para investir nas categorias de base de seu time” - explicou Panzetti. Ele adiantou que, até dezembro, deverá estar implantada no site do Ministério do Esporte (http://portal.esporte.gov.br) uma ferramenta que facilitará o apoio de pessoas físicas a projetos e atletas de uma forma direta e sem burocracia. No portal, estarão listados os projetos aprovados pelo Conselho Nacional do Esporte, do qual Panzetti é membro. “Para serem aprovados, esses projetos passam por avaliações internas centradas nos aspectos educacional, participativo e de rendimento.” “Pelo menos 90% dos esportistas devem estar estudando, e os projetos devem ter o objetivo de integração social. Até esse ponto, não levamos em consideração os aspectos competitivos, que estão limitados à manifestação de rendimento”, completou. Segundo Alcindo, no site o contribuinte poderá escolher o atleta que deseja apoiar e também a forma de contribuição – boletos, cartões de crédito ou débito em conta. “O site possibilitará uma simulação de até quanto o contribuinte pode doar diretamente ao atleta, e o ministério disponibilizará todas as informações relativas aos investimentos dirigidos a ele, como os custos gerais, ações e materiais necessários.” Entre as entidades representadas no encontro estavam os Comitês Olímpico Brasileiro (COB) e Paraolímpico Brasileiro (CPB), o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e as Confederações Brasileira de Judô (CBJ) e Brasileira de Atletismo (CBAt). Na mesa de abertura, estavam o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, e o presidente da Confederação Brasileira de Clubes (CBC), Arialdo Boscolo, além de Alcino e Panzetti. Sancionada em dezembro de 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte permite que patrocínios e doações para a realização de projetos desportivos educacionais, de lazer, de alto rendimento e paradesportivos sejam descontados do Imposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas.

Redação Sport Marketing