22 de out de 2008

Salários nababescos em crise

Será que os salários mababescos dos jogadores dos times europeus estão com os dias contados? Será que a crise mundial irá colocar um fim nos contratos faustuosos do futebol mais rico do mundo? As rspostas dessas perguntas que rondam os gramados europeus ainda não têm resposta, mas pe certo que os clubes, já mergulhados em dívidas estão com maior dificuldade para ter acesso à crédito. "Ainda é difícil prever toda a dimensão da crise de crédito, mas com certeza o futebol e outras modalidades esportivas serão muito afetadas" – disse Paul Blakey, professor de gerenciamento esportivo na Universidade Northumbria, na Inglaterra. O futebol inglês, por exemplo, tem cerca de US$ 5,2 bilhões em dívidas e a UEFA avalia proibir os clubes endividados de participarem das competições. "Recentemente, mencionou-se a possibilidade de que nenhum clube possa ter mais de 30% ou 40% do faturamento em dívidas" – afirmou Chris Gratton, professor de economia do esporte na Universidade Sheffield Hallam. O projeto do Liverpool para construir um novo estádio de 60 mil lugares foi adiado. "Há uma crise real. O dinheiro de fontes importantes não vai mais chegar ao futebol" – afirmou Giorgio Brambilla, diretor de marketing e de vendas da empresa de consultoria Italy at Sport + Markt. Nos Estados Unidos, os grandes problemas são a diminuição do público e o faturamento estagnado. A fim de enfrentar a crise, os diretores ofereceram promoções com ingressos, diminuíram a mão-de-obra e, no caso da Liga Nacional de Futebol (NFL), reabriram negociações de contratos com jogadores. Já a Nascar criou pacotes especiais promocionais para manter o público nas corridas. Na Alemanha, os acordos de transmissão dos jogos da Federação Alemã, que vencem no fim da temporada, são motivos de preocupação. Apesar de muitas modalidades continuarem faturando alto, os dirigentes não acreditam mais que o setor esteja imune à crise.

Redação Sport Marketing