13 de out de 2008

Meio Ambiente: candidatura a 2016 prevê metas ambientais

A candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016 levou a prefeitura, em conjunto com órgãos estaduais e federais, a elaborar o Plano de Legado Urbano e Ambiental da cidade. Para aumentar o controle e a proteção sobre a cobertura florestal carioca, foram traçadas algumas metas, entre as quais: implantar ou recuperar delimitadores físicos em 15 parques naturais municipais; melhorar a infra-estrutura de visitação; elaborar planos de manejo para as unidades de conservação; reassentar famílias que morem nas áreas protegidas; e criar uma guarda-parque que fiscalize invasões e dê apoio aos visitantes. Entregue ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na última quarta-feira, o plano deverá servir de base para o dossiê da candidatura. Ele propõe ainda a criação de um corpo específico de guardas para o Parque Nacional da Tijuca, além de melhorias nos equipamentos de visitação, sobretudo na área do Corcovado. De acordo com a chefia da unidade de conservação, a floresta é vigiada por fiscais, monitores ambientais e, nos pontos turísticos "como o Cristo Redentor e a Vista Chinesa", por agentes privados. Segundo o plano, que apresenta ainda propostas para as áreas de transportes, saneamento e habitação, seriam aplicados cerca de R$ 8,6 milhões do orçamento municipal na recuperação dos parques municipais. Essas áreas verdes, como os parques do Penhasco Dois Irmãos (Leblon), Bosque da Barra e Chico Mendes (Recreio), são hoje mantidas por contratos terceirizados de vigilância e limpeza, segundo informou o prefeito Cesar Maia. Outros R$ 253,5 mil seriam aplicados no monitoramento, por fotos aéreas, de florestas, manguezais e restingas. O cadastro fotográfico da cobertura vegetal seria posto na internet. Segundo o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa, o recém-aprovado plano de manejo da unidade federal já prevê a criação de uma guarda-parque. Ela atuaria em áreas de acesso mais difícil, como cachoeiras e trilhas, dando apoio a visitantes e inibindo ações que coloquem em risco a floresta, como invasões ou mesmo a caça de animais. As áreas públicas dentro do parque com volume mais pesado de visitação continuariam sendo vigiadas por guardas privados, como acontece hoje no Corcovado, na Vista Chinesa, nas Paineiras e no Mirante Dona Marta. "A guarda-parque teria 120 pessoas. O plano de manejo prevê que ela seja implantada em até cinco anos, mas a incluímos neste novo projeto por achar que isso ajudará a atrair investimentos" - explicou Issa.

Redação Sport Marketing