13 de out de 2008

Crise próxima do marketing esportivo

Embora a tendência mundial seja de evitar o pânico, que resultaria numa piora do quadro das bolsas, a crise mundial começa a se aproximar cada vez mais das ações de marketing esportivo. O LOCOG - London Organizing Committee Olympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing, já se mostrou preocupado com o andamento dos projetos para os Jogos de 2012 (ler matéria Sport Marketing: Crise pode afetar Jogos de Londres 2012). Nas pistas, comenta-se que chefe-executivo do Royal Bank of Scotland (RBS), Fred Goodwin, banco que está entre as instituições financeiras abaladas com a atual crise mundial e que patrocina a equipe Williams, deve abandonar o cargo. O governo britânico anunciou um pacote de auxílio monetário ao banco, mas devido à situação atual, tudo indica que o grupo irá tender a cortar os investmentos, principalmente, em patrocínios no esporte. Além da F1, o RBS, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o asssunto, também patrocina rugby, golf, hipismo e tênis. O contrato do banco com a Williams é de US$ 14 milhões (cerca de R$ 32 milhões) com validade até 2010. Nos gramados europeus, a crise também está bantendo na trave dos clubes de futebol da Europa, que adotaram a estratégia LTDA (limitada – pequeno grupo de sócios) ou AS (sociedade anônima – empresa com ações na bolsa). Conforme anunciou o Sport Marketing em 15.09 (ler matérias arquivo Sport Marketing: Manchester United corre risco de perder patrocínio), o pontapé inicial da crise começou com a seguradora americana AIG, que tem um invejável contrato de patrocínio com o time inglês Manchester United. A seguradora recorreu ao governo americano que nacionalizou a empresa, a fim de evitar a falência. O West Ham também está na defensiva. O dono do time, Bjorgolfur Gudmundsson, era um dos sócios do segundo maior banco da Islândia, o Landsbanki, que também quebrou e foi assumido pelo governo do país. Segundo o globoesporte.com, na Itália, alguns dos principais times do país, como Roma, Lazio e Juventus, estão assistindo o sobe e desde das ações dos clubes na bolsa. No dia 30 de setembro, cada papel do Roma valia € 0,51. Na última sexta-feira, 10 de outubro, as ações do Lazio caíram 9,73% e fecharam o dia a € 0,33 – uma queda acumulada em dez dias de 40%. As ações do Juventus despencaram de €0,90 para €0,67, uma queda acumulada de 36%. Por enquanto, uma coisa iguala os clubes europeus: todos desmentem rumores de problemas financeiros.

Redação Sport Marketing