5 de ago de 2008

Troca de pins bomba na Vila Olímpica

A troca de pins (broches) olímpicos está bombando na Vila Olímpica. Atletas, visitantes, voluntários e pessoas de todo o mundo já estão contaminados com a febre dos pins, inclusive o colecionador Lucca Freire, cujas aventuras na China podem ser acompanhadas no blog (broteinachina.blogspot.com)que nunca perde a oportunidade de somar algumas relíquias. O primeiro pin olímpico que se tem notícia, teria sido produzido pela Coca-Colaos para os Jogos Olímpicos de 1896, em Atenas. De acordo com o livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, o primeiro pin da empresa relacionado aos Jogos era de papelão e serviu como identificação da comissão organizadora dos Jogos. O envolvimento da Coca-Cola com o Movimento Olímpico iniciaria nos Jogos de 1928, quando a empresa enviou mil garrafas do refrigerante para os atletas americanos. Desde então, a Coca-Cola passou a ser uma das principais patrocinadoras dos Jogos. Em 1986, quando os Jogos de Atlanta foram realizados na terra natal da Coca-Cola, os pins viraram uma verdadeira febre olímpica que contaminou o mundo inteiro. A empresa, cujo ex-presidente e diretor executivo Paul Austin havia competido nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim como membro da equipe americana de remo, criou a pin-mania, apoiando trocas, atraindo jovens de todas as partes do mundo num mesmo espaço - o pin trading center - centro de troca de pins - onde a marca Coca-Cola permanecia exposta ideológica e fisicamente em stands de produtos com a marca da empresa. Estava criada também mais uma forma inteligente de aliar a marca Coca-Cola ao evento e atrair ainda mais a atenção do público jovem. Desde então, a troca de pins virou tradição em todas as edições dos Jogos dentro e fora dos centros de troca montados pela Coca-Cola.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Foto: Claudia Liechavicius