14 de ago de 2008

Quanto vale Michael Phelps - o rei das piscinas?

As 11 medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos de Michael Phelps não podem ser valoradas do ponto de vista histórico e emocional. Mas, no campo do marketing esportivo, especialistas já arriscam traduzir em cifras a imagem do rei do Cubo D'água Michael Phelps. Especula-se que o peso em ouro de Michael vale, hoje, cerca cinco milhões de dólares (3,35 milhões de euros) por ano, em apoios e patrocínios, um valor que a agência Octagon, responsável pela carreira do atleta, não comenta. Mas, acredita-se que essa quantia aumente para 30 milhões (20,11 milhões de euros) a curto prazo, pelo período mínimo de um ano. Phelps irá transformar-se o nadador profissional mais bem pago da história. Até neste quesito, o norte-americano promete ultrapassar o fenômeno de marketing da década de 70, Mark Spitz, sete medalhas de ouro olímpicas conquistadas em uma única edição dos Jogos. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, destaca a trajetória mercadológica espetacular de Spitz, cuja imagem foi disputada por grandes marcas esportivas de todo o mundo na década de 70. No universo do sport business mundial e, principalmente, no mercado americano, ninguém, até hoje, bateu a popularidade do golfista Tiger Woods, o atleta de um bilhão de dólares e, a grande pergunta do momento é: será que fora das piscinas Michael Phelps irá desbancar ídolos do marketing como Tiger Woods, David Beckham, Michael Jordan? Há quem preveja que Woods se torne até 2010, o primeiro atleta multimilionário (ler matérias arquivo Sport Marketing - Michael Phelps no rastro de Spitz; Federer e Tiger Woods celebridades da Forbes; O atleta de US$ 1 bilhão; Tiger Woods - o Barak Obama do esporte; O efeito Tiger Woods). Micheal Phelps tornou-se milionário e atleta profissional aos 16 anos, quando fechou o primeiro contrato de patrocínio com a Speedo, marca que o acompanha até hoje e que lhe ofereceu um bônus recorde, caso consiga as oito medalhas de ouro olímpicas em Beijing. Aos 18 anos, o garoto de Batimore, já era um exemplo perfeito do poder do marketing norte-americano da era moderna. Aos 23 anos, em Beijing, as 11 medalhas olímpicas de Phelps deixaram para trás heróis olímpicos como Carl Lewis, Mark Spitz, Paavo Nurmi e Larysa Latynina (ler matérias arquivo Sport Marketing - Fenômeno Michael Phelps eleva índices de audiência; A supremacia Phelps - medalhas 4 e 5; A supremacia Phelps - medalha 3; A supremacia Phelps - medalha 2; A supremacia Phelps - medalha 1). Assim como nas piscinas, fora delas, a carreira de Phelps é muito bem gerida e o nadador conta com uma imensa equipe de patrocinadores, agentes, advogados e outros profissionais. O site do atleta, em inglês e chinês, mostra o logotipo do atleta, M azul e um P vermelho ondulado. Entre os patrocinadores do maior atleta do século estão marcas e empresas mundialmente conhecidas como a VISA, Speedo, Power Bar, AT&T Wireless, Omega, Rosetta Stone, PureSport e Kelloggs. A VISA foi a primeira a ativar o patrocínio ao mandar produzir um comercial de tv especial homenageando Phelps pela conquista histórica de onze medalhas olímpicas (ler matéria arquivo Sport Marketing - A supremacia Phelps - medalhas 4 e 5). “Temos que estar atentos e associarmo-nos rapidamente ao ativo, à marca Michael Phelps” - explicou outro Michael, Micheal Lynch, gestor de marketing da VISA, patrocinadora do atleta desde 2002 e que está em Beijing. “A performance também nos beneficia porque acrescenta visibilidade à nossa marca. E o poder comercial de Phelps vai crescer, sem dúvida”, acrescentou. Micheal Phelps é a personificação do lema dos Jogos Olímpicos de Beijing "um mundo, um sonho". Michael Phelps é um mundo de possibilidades de marketing esportivo, um sonho de consumo para qualquer marketeiro nos Estados Unidos. A imagem de Phelps é exemplar. Nem mesmo a detenção policial, em 2004, por dirigir alcoolizado, minou a popularidade do jovem, cuja imagem associa-se a tudo o que é puro, jovem, forte e visionário para a América. Além de Michael Phelps, outra marca também vive momentos de glória olímpica. Desde que as competições começaram em Beijing, de todas as marcas que desfilam nos corpos dos atletas que representam as 204 delegações inscritas nos Jogos Olímpicos de Beijing, nenhuma, absolutamente, nenhuma conseguiu, até agora, mais visibilidade mundial do que a Speedo, graças ao desempenho espetacular de Michael Phelps. Nike e Adidas aguardam anciosamente o início das provas de atletismo e as finais de algumas competições de equipe para conseguirem uma maior visibilidade mundial. Fora competição, outra marca que ganhou medalha de outro em visibilidade foi a chinesa Li Ning, deixando para trás as grandes marcas ocidentais de materiais esportivos (ler matéria arquivo Sport Marketing - Li Ning - príncipe dos ginastas e rei do marketing olímpico chinês) e a Lenovo, patrocinadora mundial do Movimento Olímpico, idealizadora da Tocha Olímpica e patrocinadora do Revezamento da Tocha.

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008