11 de ago de 2008

As forças que movem o esporte nacional

O Brasil enviou para os Jogos Olímpicos de Beijing a maior delegação da história. Foram para a China 277 atletas, em 32 modalidades, com um recorde de 132 mulheres classificadas. Programas como Bolsa-Atleta, Lei de Incentivo ao Esporte e Lei Piva ajudaram nesta façanha do Comitê Olímpico Internacional (COB). "Este será o primeiro ciclo olímpico completo com a verba da Lei Piva. Se há mais apoio, mais verba, mais estrutura, o lógico é que em Beijing as performances sejam melhores, com mais finais e medalhas" - afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva, na Casa Brasil. Porém, a lógica do Ministro não está sendo espelho da realidade. Os resultados do Brasil até o momento, comprovam a máxima de que quantidade não é qualidade. Desde 2002, a lei repassa 2% da verba das loterias federais às federações esportivas brasileiras. Já o programa Bolsa-Atleta garante garante que atletas de alto rendimento, sem patrocínio, consigam se manter no esporte. Criada em 2005, o Bolsa-Atleta já distribuiu cerca de quatro mil bolsas, nas categorias Estudantil (R$ 300), Nacional (R$ 750), Internacional (R$ 1.500), Olímpica e Paraolímpica (R$ 2.500). A Lei de Incentivo ao Esporte aprovou projetos para Beijing. O COB captou mais de R$ 23 milhões e o Comitê Paraolímpico Brasileiro, R$1,94 milhão para a preparação dos atletas. A lei foi sancionada em 2006, e permite que patrocínios e doações para a realização de projetos desportivos e paradesportivos sejam descontados do Imposto de Renda. Não há como negar a participação efetiva de patrocinadores como a Petrobras que investiu R$ 28,8 milhões em ações de marketing esportivo neste ano. O patrocínio ao COB, no valor de R$ 26 milhões, corresponde à maior fatia do bolo. O apoio ao projeto "Preparação das Equipes Brasileiras para os Jogos Olímpicos Beijing 2008" foi garantido no fim do ano passado. A empresa já era uma das patrocinadoras oficiais do COB no ciclo olímpico 2005-2008. Já para o CBHb, a Petrobras destina, atualmente, R$ 2,8 milhões por ano. O patrocínio inclui as seleções brasileiras adulta, júnior, juvenil e cadete, e tem como principais objetivos a democratização, o desenvolvimento e o fortalecimento do handebol brasileiro por meio do apoio permanente às seleções olímpicas masculina e feminina e às seleções de base.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Foto: Claudia Liechavicius