14 de ago de 2008

Patrocinadores pressionam COI contra policiamento excessivo

Se por um lado o BOCOG - Beijing Organizing Committee Olympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing aponta os patrocinadores como a causa dos espaços vazios nas instalações olímpicas, por outro lado, os patrocinadores apontam a forte segurança no Parque Olímpico (Olympic Green) como responsável pela falta de público. Os patrocinadores mundiais dos Jogos Olímpicos como Coca-Cola, GE e McDonald´s estão pressionando as autoridades chinesas a permitir o acesso do público no ermo Olympic Park, uma praça de convivência, ao lado do estádio Nacional Olímpico, o Ninho de Pássaro, onde as empresas patrociandoras mundiais dos Jogos montaram stands e idealizaram realizar, como é de costume em todas as edições olímpicas, ações para conquistar novos consumidores. A Johnson & Johnson, por exemplo, tem duas estátuas de terracota, os famosos guerreiros, em exibição. Já a Samsung tem apresentações de bandas de rock ao ar livre. Mas, a entrada para o Parque Olímpico está limitada às pessoas que têm ingressos para as competições desportivas no Ninho de Pássaro, que só volta à atividade nas provas de atletismo e para o Cubo D'água. Por isso, na maioria do público no local tem sido de voluntários. "Gostaríamos de ter mais pessoas por dia" - disse Erica Kerner, diretora de marketing da Adidas que também tem um stand focado aos consumidores, mas o qual está sendo pouquíssimo visitado. Com dois pavaimentos, poucas pessoas visitaram a exposição da Adidas que inclui um par de tênis com cristais de Swarovski costurados, projetado para a saltadora
recordista mundial Yelena Isinbayeva. Panasonic e Omega então têm muito o que reclamar. As bandeiras estão dentro do cordão de segurança do Parque Olímpico, numa área super, hiper controlada pelo esquema de segurança chinês. As reivindicações dos parceiros do Movimento Olímpico foram feitas d emaneira formal ao IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI). Um porta-voz do COI, Sandrine Tonge, disse que não poderia dizer imediatamente as medidas tomadas pela agência para resolver as queixas."Temos de fazer alguma coisa sobre isso" - disse Gerhard Heiberg, chefe de marketing do COI à imprensa. "Isto é inaceitável para nós e para os patrocinadores. Por isso prometemos que vamos fazer alguma coisa" - saleintou. Agora, o BOCOG e o governo chinês encontram-se em uma situação delicada, pois as reclamações partem das empresas que pagaram milhões para patrocinar os Jogos e, consequentemente, ter visibilidade e atrair novos públicos consumidores. O BOCOG ainda não se pronunciou a este respeito, mas com relação aos espaços vazios nas arquibancadas durante os eventos, a organização se defende afirando que os espaços são referentes aos ingressos cedidos aos patrocinadores que não estão usando os direitos adquiridos de assistirem aos Jogos em lugares privilegiados.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008