16 de ago de 2008

O centésimo de glória da Omega em Beijing

O momento glorioso de Michael Phelps na história olímpica foi também o grande momento da Omega, empresa do Grupo Swatch, nos Jogos Olímpicos de Beijing, patrocinadora TOP do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional
(COI). Michael Phelps igualou o feito de Mark Spitz ao ganhar a sétima medalha de ouro conquistada em uma mesma edição olímpica, por um centésimo (0s01) à frente do sérvio Milorad Cavic, que teve que se conformar com a prata e desferiu o seguinte comentário: "Todos sabemos que a tecnologia é imperfeita, é possível que o sistema de cronometragem não tenha funcionado direito". A diferença de um centésimo na decisão dos 100 metros borboleta entrou para a história olímpica não apenas pelo feito de Michael Phelps ou pela falta de sorte do sérvio, mas por ter sido a menor margem de vitória dos registros da natação olímpica da era moderna. O centésimo mais cruel e mais brilhante da história dos Jogos Olímpicos. De acordo com o porta-voz da FINA, Cornel Marculescu, o vídeo foi revisado em até 10 milésimos de segundo e demonstra que Phelps venceu a prova, embora FINA tenha se negado a divulgar na imprensa a foto photo-finish do centésimo cruel.Apesar do depoimento do medalhista de prata, a precisão suíça da Omega e a tradição olímpica da marca é incontestável. Só mesmo a tecnologia suíça da Omega seria capaz de detectar tão sublime diferença. O grupo Swatch está envolvido com o desenvolvimento tecnológico dos Jogos Olímpicos desde os Jogos de 1932, em Los Angeles, quando a cronometragem semi-elétrica, precursora do atual sistema de medição de tempo eletrônico, foi utilizada pela primeira vez nos Jogos, embora, na época, ninguém acreditasse naqueles montes de fios e válvulas e, a cronometragem tenha sido manual mesmo. A empresa Omega iniciava então, a parceria com os Jogos Olímpicos, fornecendo cronômetros para todas as competições. Outra tentativa de inovação em Los Angeles foi o sistema de cronometragem semi-elétrico associado ao photo-finish. Nos Jogos de 52, a Omega tornou-se a primeira empresa a se utilizar do sistema eletrônico de cronometragem, que então foi homologado pela International Amateur Athletics Federation – Federação Internacional de Atletismo. Nos mesmos Jogos, a Omega ganhou a Cruz Olímpica de Honra ao Mérito pelos excepcionais serviços prestados ao mundo do esporte. A Cruz, com os aros olímpicos, seria amplamente utilizada como uma forte ferramenta de marketing e publicidade nos anos seguintes. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros destaca a trajetória e a importância da marca para o desenvolvimento tecnológico dos Jogos Olímpicos. A Omega é tão respeitada dentro do IOC - International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) que é a única marca, entre todos os doze patrociandores do programa de marketing do TOP do COI, que tem direito a deixar a marca nos sistemas de cronometragem de tempo dentro das arenas olímpicas como placares eletrônicos. A marca é visível nas transmissões de televisão nas raias das piscinas, nas pistas de atletismo, além de assinar os placares e resultados das telas de informações que ilustram as transmissões de tv. Quando os Jogos chegarem a Londres em 2012, a Omega estará completando 25 participações em edições dos Jogos Olímpicos prestando relevantes e importantes serviços ao Movimento Olímpico (ler matéria arquivo Sport Marketing - Omega lança edição limitada de relógios olímpicos; Omega inaugura pavilhão em Beijing).

Deborah Ribeiro - Diretora Sport Marketing - Beijing 2008