5 de ago de 2008

Marketing garante vida aos Jogos Olímpicos

O marketing olímpico é responsável pela saúde dos Jogos Olímpicos e garante a sobrevivência do evento. Em entrevista à imprensa internacional, em Beijing, o presidente do IOC - International Olympic Committe - Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, garantiu que o órgão máximo do esporte atualmente é uma organização saudável com rendas expressivas. Apenas em direitos de transmissão, o próximo quadriênio (2009-2012), que inclui os Jogos Olímpicos de Inverno (Vancouver - 2010) e os Jogos Olímpicos de Verão (Londres - 2012) irá bater as expectativas, alcançando US$3.8 bilhões, um aumento de 40% comparado com o ciclo olímpico anterior do qual Beijing faz parte. "Nós só conseguiremos os 3.8 bilhões se os Jogos de Vancouver e Londres forem bem sucedidos" - advertiu Rogge. Vale ressaltar que a estabilidade e saúde financeira dos Jogos passou a existir a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984). Antes, o mega evento mal pagava os próprios custos operacionais e, após os Jogos de Moscou (1980), quando os Jogos deram prejuízo, chegou-se até se colocar em questão a continuidade do evento. O livro Ouro Olímpico - a história do marketing dos aros, selo COB-Cultural, escrito pelo chefe de missão e diretor voluntário do departamento técnico do COB, Marcus Vinicius Freire (foto em frente a um painel com logos dos patrocinadores na Vila Olímpica) em parceria com a jornalista Deborah Ribeiro, mostra em detalhes toda a evolução do marketing olímpico, desde os Jogos Olímpicos da Antiguidade grega até os Jogos de Londres. A obra de conteúdo inédito mostra também como os Jogos saíram do vermelho financeiro graças ao Programa de Marketing do COI chamado de TOP Sponsors, do qual, hoje, fazem parte 12 empresas que detém direitos de exploração da marca olímpica mundialmente e com exclusividade. No próximo quadriênio (2009-2012), o programa TOP chegará na sétima geração e já conta com nove patrocinadores empresas (Coca-Cola, McDonald´s, GE, Johnson&Johnson, Atos Origin, Omega, Panasonic, Samsung, VISA). Entre elas, a Coca-Cola é a única empresa que renovou contrato com o COI até 2020. Com a saída da Kodak que abandonará o patrocínio olímpico após os Jogos de Beijing, a Coca-Cola, presente nos Jogos desde 1928, passará a ter também o título de empresa mais antiga no Movimento Olímpico. O COI espera que o programa TOP7 arrecade US$1.0 bilhões em rendas e o TOP 8 (2013-2016) apresente um aumento de 10%. As reservas financeiras do COI também são saudáveis. Segundo Jacques Rogge saltaram para US$353 milhões, em cima de $105 milhões em 2001. Ciente de que o 'show' olímpico não pode parar e que é necessário oferecer novos produtos ao mercado, o COI, apesar da atual estabilidade financeira, agora investe em mais um produto olímpico, os Jogos Olímpicos da Juventude, que têm como meta atrair os jovens que giraram por outros eventos esportivos, como os X Games ou os que abandonaram o esporte completamente por falta de incentivo. A criação dos Jogos Olímpicos da Juventude (Verão), cuja primeira edição acontecerá em Cingapura em 2010, se deu a partir da análise do aumento do número de espectadores de tv jovens que assitem aos Jogos. Os Jogos Olímpicos da Juventude serão para jovens entre 14-18 anos. A criação deste novo produto dará oportunidade ao COI de criar um novo filão de patrocínio olímpico, proporcionando às empresas capacidade de atingir um público cada vez mais jovem, formadora de opinião e de padrões de consumo.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008 - Foto: Claudia Liechavicius