30 de jul de 2008

Pirataria de produtos oficiais livre e solta em Beijing

Enquanto a imprensa internacional sofre com a censura do governo chinês, a pirataria segue solta em Beijing. Vários produtos olímpicos oficiais foram falsificados e estão sendo comercializados nas lojas locais. No shopping da pirataria Yatai Xinyang Fashion Gift Market, um labirinto subterrâneo de lojas subterrâneas, no distrito de Xangai Pudong, não faltam produtos com os logos olímpicos ao lado de marcas famosas como Prada, Callaway, Apple. Camisetas, bonés, pins, macotes e até relógios da marca Omega, patrocinadora oficial mundial dos Jogos, com o logotipo olímpico dos cinco anéis coloridos, acima da inscrição "Swiss Made" e comercializado por US$45. De acordo com relatórios do governo, nos últimos anos, Beijing copiou centenas de milhares de artigos e brinquedos olímpicos. Várias pessoas foram presas e tiveram que pagar multas, que somaram o total de mais de US$1 milhão. Na tentativa de conter a pirataria, o governo chinês instalou uma hotline, oferecendo recompensas de até US$14,700 para as pessoas denuncirem falsificadores e vendedores de mercadorias olímpicas falsificadas. A agressividade do governo é mais que só um desejo de limpar a imagem da China diante do mundo. Existe muito dinheiro em jogo na venda de produtos olímpicos licenciados. Como o anfitriã dos Jogos, Beijing recebe 10% das vendas dos produtos licenciados que espera-se ultrapasse os US$61.5 milhões gerados nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. Porém, as ações do governo não têm sido eficazes e os comerciantes continuam brincando de jogo de gato e rato.

Redação Sport Marketing - Beijing 2008