8 de jul de 2008

Jade segue sem patrocínio e é pressionada

A ginasta Jade Barbosa, promessa de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Beijing, segue sem patrocínio e sem contrato com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). A renovação seria em janeiro, mas a oferta da entidade não agradou ao pai e ao advogado da ginasta. Segundo Cesar Barbosa, pai da ginasta, a CBG propôs um valor mensal de R$ 250 (repasse referente à Lei Piva), mais R$ 100 de ajuda de custo. O pai revelou que a Confederação ofereceu como opção que Jade fazesse oito peças publicitárias para a empresa patrocinadora da entidade, a Caixa Econômica Federal. "Me ofereceram preços muito abaixo do mercado. Não posso submetê-la a isso" - completou o pai, em entrevista ao Extra, revelando que Jade está desde janeiro sem receber um centavo, inclusive do Flamengo, que também ainda não formalizou o contrato com a atleta, de acordo com Cesar Barbosa, por discordância com a cláusula sobre direitos de imagem. Barbosa afirmou que, neste ano, fez peças publicitárias para uma construtora. "E foi bem remunerada" - disse o pai. Cesar contou que, assim que soube da recusa da atleta em assinar o contrato, a supervisora da CBG, Eliane Martins, fez represália. Disse que poderia mandar a ginasta (que treina em Curitiba) de volta para treinar no Flamengo. A Vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Patrícia Amorim confirmou que recebeu uma ligação de Eliane no começo do ano. Procurada pela reportagem do Extra, a supervisora da CBG, Eliane Martins, disse desconhecer que o contrato de Jade não foi renovado. O Comitê Olímpico Brasileiro, por meio de sua assessoria, afirmou que a decisão se um atleta pode ou não disputar os Jogos sem o contrato vai de acordo com as regras de cada confederação. Enquanto Jade não recebe salário e também não arruma patrocinadores, a atleta vai lançar um site oficial, que vai vender produtos como camisetas e mochilas com a grife "Jadinha", uma bonequinha com uma lágrima nos olhos, em alusão à ginasta (ler matéria arquivo Sport Marketing -Jade vira personagem de desenho em quadrinhos). A assessoria da Caixa informou que Jade e Daiane dos Santos não assinaram contrato. Segundo a estatal, seriam dois contratos separados: um ligado ao programa Atletas de Alto Nível e outro específico para participar de oito filmes publicitários da Caixa. Mesmo se for aos Jogos Olímpicos sem contrato com a confederação, Jade terá seguro-saúde na competição. O Comitê Olímpico Brasileiro garante que todos os atletas da delegação nacional em Beijing contem com o benefício da Golden Cross - patrocinadora da entidade e da delegação olímpica.

Redação Sport Marketing