17 de jul de 2008

Esporte Clube Bahia com problemas na justiça

Além das suspeitas sobre a ligação do Bahia com empresas laranjas do banqueiro Daniel Dantas, as contas o time referentes aos exercícios financeiros 2005 e 2006 foram rejeitadas pela Justiça Estadual. O fato ocorre uma semana depois das insinuações da Polícia Federal do clube ter sido usado para lavagem de dinheiro de um fundo de investimentos do Grupo Opportunity. O clube nega o envolvimento. A ação, de autoria do sócio e conselheiro Jorge Pires, ingressada em julho do ano passado, teve sentença favorável publicada no Diário do Poder Judiciário. De acordo com o portal Tarde on Line, o juiz Manuel Bahia, substituto da 4ª Vara Cível de Salvador, condena o presidente Petrônio Barradas a apresentar uma nova documentação, corrigida, no prazo de 48 horas. Se não fizer isso, não poderá mais tentar impugnar as peças de Pires, que já vislumbra a próxima medida a ser tomada: a destituição de Barradas e de todo o Conselho Deliberativo do clube, que aprovou as contas consideradas irregulares em julho de 2007, fora do prazo legal e estatutário. A decisão judicial também cobra esclarecimentos tanto sobre o contrato com o Opportunity, firmado em 1998, quanto sobre as negociações de lá para cá da empresa Bahia S/A. A assessoria de imprensa do clube divulgou papelada para provar que a venda do lateral-direito Daniel Alves ao Sevilla, em 2004 (hoje no Barcelona e da Seleção Brasileira), ocorreu sem cometimento de nenhum dos crimes investigados pela Polícia Federal baiana, como evasão de divisas e fraude ao sistema financeiro nacional. A nova situação enfrentada por Petrõnio Barradas acontece exatos sete meses após a juíza Aidê Ouais, da 8ª Vara Fazenda Pública, determinar o afastamento do cartola, acatando liminar do Ministério Público Estadual. A alegação, na época, era de que o presidente seria um dos resposnsáveis pela tragédia da Fonte Nova, em 25 de novembro último, quando sete torcedores do Bahia morreram no desabamento de uma laje da praça esportiva. O retorno de Barradas se deu seis dias depois, amparado em agravo de instrumento, que conferiu efeito suspensivo à decisão, aceito pela desembargadora Vera Lúcia Freire de Carvalho.

Redação Sport Marketing