21 de jun de 2008

Palavras e promessas de liberdade de imprensa na China

Em um esforço da China de reagir a críticas sobre o controle da imprensa no país, Liu Qi, presidente do BOCOG - Beijing Organizing Committee Olympic Games - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos garantiu ao jornal China Daily. que "o BOCOG irá aplicar uma política de recusa zero a pedidos de entrevistas, o que significa que todas as solicitações de entrevistas serão respondidas". Os organizadores haviam prometido total liberdade de imprensa na campanha para sediar os Jogos, mas, enquanto a situação melhorou para jornalistas estrangeiros, o país não relaxou o controle sobre os repórteres locais, política criticada por grupos de direitos humanos. Esta semana, oficiais não permitiram que jornalistas estrangeiros que cobriam o Revezamento da Tocha Olímpica na região de Xinjiang entrevistassem as pessoas que acompanhavam a passagem da Tocha, e deixou que apenas um grupo limitado da mídia estrangeira acompanhasse o Revezamento na passagem pelo Tibet. Beijing irá prover "um abundante serviço de informação e de entrevistas agendadas" para criar um "lar para os repórteres", também teria afirmado Liu, segundo informou o jornal do Partido Comunista, o People's Daily, durante discurso em um encontro na capital chinesa. O braço norte-americano do PEN, organização internacional que luta pela liberdade de expressão, disse em uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e à secretária de Estado, Condoleezza Rice, que China tem intensificado os abusos de liberdade de imprensa com a proximidade dos Jogos.

Redação Sport Marketing