10 de jun de 2008

Detentores de direitos de transmissão enfrentam problemas com BOCOG

Os detentores dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de Beijing que se preparem, porque terão que apresentar um planejamento a BOCOG - Beijing Organizing Committee Olympic Games. O maior problema diz respeito às transmissões ao vivo. As autoridades chinesas querem saber com antecedência o local onde as redes farão as entradas ao vivo em cada um dos 16 dias dos Jogos. Apenas para as entradas ao vivo haverá em Beijing cerca de 3 mil unidades móveis (caminhões equipados) com links para conexão com satélites. As emissoras já pagaram milhares de dólares pelo aluguel destes equipamentos, mas ainda não receberam do governo chinês a garantia de que terão as freqüências necessárias para as transmissões, segundo relato de um executivo envolvido nas negociações. As autoridades chinesas também querem saber onde as redes vão utilizar câmeras e microfones sem fio, que dão mais mobilidade às equipes. Outro assunto que continua indefinido é se haverá ou não transmissões ao vivo da Praça Tiananmen, um dos principais símbolos de Beijing. Quando começaram a se preparar para a cobertura, há dois anos, as TVs receberam a informação de que poderiam fazer entradas ao vivo do local. Mas as autoridades de Beijing mudaram de idéia depois das manifestações realizadas durante o Revezamento mundial da Tocha Olímpica e dos protestos ocorridos no Tibet. As restrições impostas pela China foram discutidas no dia 29 de maio, entre representantes das emissoras, do International Olympic Committee - Comitê Olímpico Internacional (COI) e do BOCOG - Comitê Organizador dos Jogos de Beijing. "Eu penso que o que nós escutamos aqui é um número de condições e exigências que simplesmente não são exeqüíveis", afirmou na ata da reunião, o representante do COI, Gilbert Felli. "Há um número de coisas que simplesmente não são viáveis." O representante do Comitê Organizador no encontro, Sun Weijia, pediu que as queixas fossem apresentadas por escrito, o que provocou reação de Manolo Romero, diretor do Beijing Olympic Broadcast (BOB), a empresa contratada pelo COI para prestar serviços às emissoras. "Quantas vezes nós vamos ter que fazer isso?", perguntou, segundo a ata.

Redação Sport Marketing