31 de mai. de 2008

Nike e Flamengo vão para a justiça e Olympikus entra em campo

O contrato entre Nike e Flamengo, que venceria em 30 junho de 2009, foi rescindido de forma unilateral. O processo, que deve demorar cerca de três anos, corre na Câmara de Comércio Internacional, na França. O Flamengo pretende receber multa por falta de cumprimento das cláusulas do contrato, como a entrega adequada do material esportivo. A empresa americana enviou uma nota oficial avisando que tomará medidas para preservar seus direitos. "Sobre as notícias referentes à decisão do Clube de Regatas do Flamengo de quebrar, unilateralmente, o contrato de patrocínio vigente com a Nike, a empresa informa que está tomando providências para esclarecer o fato. Estamos seguros de que o Flamengo não tem o direito legal de descumprir o acordo vigente até junho de 2009 e tomaremos as medidas necessárias para preservar e manter os nossos interesses comerciais e contratuais. A Nike tem como premissa respeitar os termos de suas parcerias e espera o mesmo de seus parceiros e concorrentes. Como uma marca líder no esporte mundial, a Nike se mantém extremamente comprometida com o mercado brasileiro de futebol" - afirmou a nota oficial Nike do Brasil. Enquanto isso, o clube já aboliu a Nike da rotina e dentro de 60 dias, a coleção da Olympikus, novo fornecedor do time da Gávea, composta por 40 peças, estará nas lojas do país. A nova parceria do Rubro-Negro foi confirmada e destaca-se por ser a assinatura do maior contrato de fornecimento de material esportivo da América Latina, conforme anunciou o Sport Marketing na matéria publicada em 11 de maio entitulada Flamengo e Olympikus fecham acerto verbal - ver arquivos de matérias Sport Marketing. Em entrevista coletiva, na Gávea, o presidente Marcio Braga anunciou que graças ao contrato com a a empresa do Grupo Azaléia/Vulcabrás (até dezembro de 2013), o clube receberá algo em torno de R$ 173 milhões nos próximos cinco anos e meio. O clube receberá fixo R$ 20,6 milhões por temporada e mais royalties de dez lojas espalhadas pelo Brasil. Estima-se que esta verba gere mais R$ 10 milhões por ano. Parte do dinheiro recebido da Olympikus será destinado pelo clube para a construção do museu do Flamengo. A nova fornecedora de materias esportivos do Flamengo atua no esporte no Brasil desde 1975 e patrocina o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde 1999. Quem sabe a partir de agora, com a chegada da Olympikus, o clube, a diretoria e os responsáveis pelo departamento de marketing do Mengão, aprendam a valorizar mais empresas e profissionais, direta ou indiretamente, ligados ao olimpismo. Afinal de contas, por ironia do destino, os mesmos responsáveis pelo departamento de marketing que hoje comemoram o patrocínio com a empresa patrocinadora do COB, são os mesmos que na época dos Jogos Pan-americanos, desdenharam a importância do evento, a importância em ter funcionários do marketing do clube atrelados ao evento e, não pensaram duas vezes, em prescindir do know how de profissionais ligados ao Movimento Olímpico na equipe rubro-negra! Verdade seja dita, se a visão do marketing do clube não mudar, principalmente, com relação à importância dos esportes olímpicos e do Movimento Olímpico para o crescimento do marketing esportivo, em breve a Olympikus terá problemas de relacionamentos dentro da Gávea. Uma coisa, pelo menos é certa, o departamento de esportes olímpicos do Flamengo, comandado da ex-atleta Patrícia Amorin, o qual sofreu sérios problemas de fornecimento na era Nike, agora, com a Olympikus na área, deve respirar um pouco mais aliviado. Ao menos, é o que se espera... justiça seja feita! Nada como um dia atrás do outro.

Redação Sport Marketing