21 de abr. de 2008

O lado negro das marcas

A campanha Fair Play 2008 voltou a denunciar problemas nas fábricas de materiais esportivos. Segundo relatório, as condições e os direitos dos trabalhadores de fábricas de materiais esportivos não melhoraram desde os Jogos Olímpicos de 2004. O relatório revela que, além da pressão para suprir em tempo as altas cotas de produção no período olímpico, os trabalhadores freqüentemente não ganham horas extras e são expostos a forte estresse e a manipulação de substâncias químicas tóxicas. As grandes marcas esportivas do planeta entre elas Nike e Adidas seguem explorando operários em fábricas asiáticas. O estudo foi realizado com mais de 300 empregados do setor têxtil esportivo e concluiu que a exploração é norma na maioria dos países asiáticos que produzem produtos licenciados para marcas esportivas, principalmente na Índia, Tailândia e Indonésia. A campanha acusa principalmente a Adidas, patrocinadora olímpica dos Jogos de Beijing e dos Jogos de Londres 2012. O relatório destaca que, apesar da maioria das marcas esportivas terem adotado códigos de ética há mais de 15 anos para evitar exploração, "os trabalhadores seguem submetidos a pressão extrema para cumprir metas de produção e assumindo excesso de trabalho, sem receber benefícios ou hora-extra". Entre as empresas denunciadas estão a Yue Yuen, que produz um sexto dos calçados fabricados no planeta e que tem contratos com Nike, Adidas e New Balance, e a Joyful Long, da China, que produz bolas para Umbro e Fila. O relatório diz que operários podem trabalhar até 230 horas por mês por meio salário mínimo.

Redação Sport Marketing