29 de abr. de 2008

Prisões no Vietnã

Seis pessoas foram detidas em Hanoi, na capital do Vietnã, por protestarem contra os Jogos Olímpicos de Beijing, informou o jornal El País. A Tocha Olímpica chegou a Hanoi e vai percorrer a cidade Ho Chi Minh, antiga Saigão. Duas das pessoas foram detidas por exibirem um cartaz contra os Jogos Olímpicos. A polícia não forneceu esclarecimentos sobre o que terá conduzido à detenção das outras pessoas. De acordo com várias testemunhas, centenas de ativistas concentraram-se diante da embaixada da China em Hanoi, convocados através da Internet, para protestar contra a situação no Tibet e pela questão que divide o Vietnã e a China, devido à soberania das ilhas Spratly. A embaixada da China na Suíça se negou a receber uma delegação da Anistia Internacional (AI) que pretendia entregar um pedido assinado por cerca de 25 mil pessoas reivindicando que o país melhore os direitos humanos antes dos Jogos. A representação diplomática chinesa se negou a abrir as portas e os membros da organização de direitos humanos optaram por deixar diante da sede da instituição as caixas com as assinaturas recolhidas com o pedido "Beijing 2008: um pódio para os direitos humanos". A Anistia Internacional vai insistir em entregar à legação diplomática o pedido e conseguir ser recebida pelo embaixador chinês. "A AI tinha a intenção de lembrar à embaixada chinesa sobres promessas de melhorar os direitos humanos feitas quando foi dada à China a incumbência de organizar os jogos" - declarou Daniel Bolomey, secretário-geral da seção suíça da AI . A China pediu ao Dalai Lama que aproveite a oferta de diálogo e reiterou que, para isto, o líder espiritual dos tibetanos deve acabar com a violência no Tibet antes dos Jogos Olímpicos. "Destacadas autoridades aceitaram manter contatos com o Dalai Lama" - disse a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Jiang Yu, confirmando a informação divulgada semana passada pela agência oficial Xinhua. "Esperamos que o Dalai Lama saiba apreciar esta oportunidade, que reconheça a situação e adote medidas concretas para acabar com ações criminosas de violência. Que pare de sabotar os Jogos Olímpicos e de realizar suas atividades separatistas, para criar as condições do próximo passo das discussões", acrescentou. Jiang Yu afirmou que ainda não existe uma data para os primeiros encontros. "Pelo que sei, as questões específicas do diálogo ainda estão em discussão. Até o momento não temos os detalhes" - disse.

Redação Sport Marketing