26 de abr. de 2008

Presidente do COI dá lição de história e pede tempo à China

Em entrevista ao jornal Financial Times, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge disse que "o ocidente precisa parar de intimidar a China acerca dos direitos humanos. Você não ganha nada na China levantando a voz. Esse é o grande erro das pessoas no Ocidente querendo somar suas visões. Manter o respeito na Ásia é de vital importância. Todos os especialistas chineses irão lhe dizer que só uma coisa funciona - discussão firme, mas respeitosa e quieta. Do contrário, os chineses irão se fechar. É isso que acontece hoje. Há muito protesto, muito e forte poder verbal, e os chineses então se fecham" - alertou o presidente do COI. A China anunciou que pretende conversar com enviados do Dalai Lama, líder espiritual tibetano, a quem o país sede da vigésima nona edição dos Jogos Olímpicos culpa por uma onda de manifestações que perseguiu o Revezamento da Tocha Olímpica e queimou o marketing político que o país pretendeia vender ao mundo. "Nós precisamos de 200 anos para evoluir da Revolução Francesa. A China começou em 1949" - lembrou Rogge, observando que houve uma época em que a Grã-Bretanha e outros países europeus também foram potências coloniais. "Libertamos as colônias há apenas 40 anos. Sejamos um pouco mais modestos". Rogge acrescentou que o COI sempre acreditou que sediar os Jogos Olímpicos "abriria a China", e que isto ainda irá ocorrer como o fato da China ter oferecido terreno significativo à instituição sobre o acesso da mídia o qual ele espera seja estendido em 2009. "Temos conseguido alcançar algo que não estou certo que líderes nacionais tenham conseguido chegar mais longe do que nós", concluiu.

Redação Sport Marketing