17 de abr. de 2008

Gestão colocada em questão no Paraná e na FPF

Babado forte correndo livre nos campos do Paraná. O chefe da Casa Civil do governo Requião, Rafael Iatauro, e o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, foram acusados, em queixa-crime encaminhada no início da semana ao Ministério Público estadual, de utilização de recursos públicos na campanha pelo comando da Federação Paranaense de Futebol. Com o apoio do grupo do governador Roberto Requião, Iatauro é candidato a presidente da federação, tendo Gomyde como candidato a vice. De acordo com a denúncia, protocolada no MP por Valdir da Silva Rosa, os dois teriam usado o repasse de verbas para clubes de futebol amador da Capital como forma de amealhar votos na disputa pelo comando da FPF. A matéria publicada pelo Jornal do Estado, afirma que o chefe da Casa Civil prefeiriu não se pronunciar, repassando a responsabilidade de responder a acusação a Gomyde. O presidente da Paraná Esporte, por sua vez, através de assessores, atribuiu a denúncia a tentativa de adversários de atingir sua chapa. Segundo ele, os R$ 100 mil cujo repasse teria sido assinado no início do mês são parte de uma política adotada pelo governo para incentivar o futebol amador em Curitiba há pelo menos quatro anos, e envolvem verba para o pagamento da arbitragem. De acordo com Gomyde, não teria havido qualquer aumento nos valores, ou vinculação com a disputa na FPF. E não seria justo cortar a verba agora, apenas por conta da campanha. Além disso, segundo o dirigente, o dinheiro seria repassado não diretamente aos clubes, mas à Associação Paranaense do Esporte, presidida por Leônidas Brezek, que seria diretor da federação e coordenador da campanha do adversário Hélio Curi.

Redação Sport Marketing