16 de abr. de 2008

China - medalha de ouro em execuções

A China aplica uma média de 22 execuções por dia, denuncia a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI), que pediu aos participantes dos Jogos Olímpicos de Beijing que pressionem o governo chinês para obter o fim da pena de morte no país. "É o primeiro país em termos de penas capitais. Segundo estimativas confiáveis, executa em segredo uma média de 22 detentos ao dia, o que representa 374 pessoas durante os Jogos Olímpicos" - declarou Kate Allen, diretora da AI na Grã-Bretanha, que apresentou um relatório sobe a pena de morte no mundo. Os Jogos Olímpicos de Beijing acontecerão de 8 a 24 de agosto e a organização pede ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e aos atletas que exerçam uma pressão maior sobre a China durante o evento olímpico. "Todos aqueles que estão envolvidos nos Jogos deveriam pressionar a China para que revele todo o uso que faz da pena capital, reduza o número de crimes passíveis da pena de morte (quase 60 atualmente) e caminhe para sua abolição", acrescentou a diretora em entrevista à France Presse. O regime comunista não divulga oficialmente os números das execuções capitais, mas segundo algumas informações que se tornaram públicas, pelo menos 470 condenados morreram desta forma em 2007 no país. Para a AI, o número real pode se aproximar de 8.000 ao ano. A AI destaca ainda no relatório os países onde o número de execuções aumentou no ano passado, como Irã, onde subiu de 177 a 317, e Arábia Saudita, de 39 a pelo menos 143. No total, pelo menos 1.250 pessoas foram executadas depois de serem condenadas à morte ano passado no planeta. O Coletivo China JO 2008, criado na França para combater as violações dos direitos humanos na China, pediu em junho uma "trégua olímpica" de todas as execuções capitais no mundo durante os Jogos Olímpicos.

Redação Sport Marketing