7 de abr. de 2008

Chama se apaga na Cidade Luz

Em Paris, a Tocha Olímpica foi apagada duas vezes,pelas próprias autoridades para ser colocada dentro de um ônibus da segurança, em meio a protestos pró-Tibet. Nem mesmo os 3.000 policiais mobilizados, conseguiram evitar manifestações contra a realização dos Jogos Olímpicos em meio à crise entre China e Tibet. O Revezamento foi interrompido depois de vários incidentes entre a polícia e militantes pró-tibetanos. A interrupção aconteceu no segundo trecho do Revezamento, a 200 metros da Torre Eiffel, assim que a Tocha deixou o perímetro de segurança ao redor do monumento. Após a saída da Tocha, uma bandeira preta,DE aproximadamente quatro metros, com os anéis olímpicos em forma de algemas foi pendurada no primeiro andar da Torre Eiffel. Ao longo de todo o percurso previsto para a passagem da Chama Olímpica, homens e mulheres tentam se deitar na calçada, mas foram retirados pela polícia. Quatro pessoas pelo menos foram presas pela polícia parisiense e o Revezamento foi suspenso pela organização do evento. Em pleno noticiário e segundos depois de colocar no ar as palavras "Apagam a tocha na Cidade da Luz", a emissora americana "CNN" ficou com a imagem totalmente escura até voltar com novo título, "Retomado o percurso da tocha após as interrupções".Um novo "apagão" das transmissões aconteceu minutos depois, quando a "CNN" fazia uma análise de como a imprensa chinesa abordou os incidentes registrados em Londres, onde mais de 30 pessoas foram detidas por tentarem sabotar a passagem da Tocha pela cidade. Enquanto a "CNN" e a britânica "BBC" estavam "fora do ar" o canal estatal chinês "CFTV", no noticiário em inglês, mostrava personalidades recebendo a Tocha Olímpica no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Com a manchete "Chama olímpica chega a Paris", a "CFTV" elogiou a passagem da Tocha pela França e evitou qualquer comentário ou imagem que mostrasse os incidentes em Paris. O Governo chinês, em um aparente relaxamento da censura na internet, decidiu permitir o acesso aos sites da "BBC" e da enciclopédia Wikipedia, inclusive a conteúdos relativos à situação no Tibet.

Redação Sport Marketing