3 de abr. de 2008

Chama na Turquia

A Tocha Olímpica chegou à Turquia, segundo país na rota do Revezamento que terminará no dia 8 de agosto, na abertura dos Jogos Olímpicos, em Bejing. O fogo chegou ao país depois de passagem por Almaty, no Casaquistão, onde ficou os últimos dois dias. O vice-presidente do BOCOG - Comitê Organizador, Jiang Xiaoyu, foi quem desembarcou com a lanterna de proteção do fogo olímpico na capital turca. Na Praça Santa Sofia, ele passará a lanterna para Togay Bayatli, presidente do Comitê Olímpico da Turquia, que acenderá a Tocha. A patinadora Tugba Karademir, que representou o país nos Jogos de Inverno de Turim, em 2006, dará início ao Revezamento, que passará pelos principais pontos da principal cidade turca, entre eles o Estreito de Bósforo, que conecta os continentes asiático e europeu. Um homem tentou agarrar a Tocha em Istambul, mas o esquema de segurança reforçado que foi armado na cidade turca, os policiais conseguiram deter o manifestante e evitaram maiores problemas.Como tem sido habitual, o revezamento da tocha foi palco para protestos na Turquia. Durante o trajeto, manifestantes exibiram uma camiseta com a inscrição "direitos humanos na China" em turco. Também foram ouvidos gritos contra o governo de Beijing. Paris, que vai receber o Revezamento na próxima segunda-feira já anunciou que vai fazer um protesto oficial contra a violação dos direitos humanos na China. O prefeito da capital francesa, Betrand Delanoé anunciou que uma bandeira será colocada em frente à prefeitura na passagem da Tocha.A faixa terá o texto:"Paris defende os direitos humanos por todo o mundo". Em San Francisco (EUA) também ocorrerão protestos durante a passagem da Tocha. As autoridades informaram que haverá espaços destinados a manifestantes em vários pontos. O prefeito da cidade fez apelo para que os atletas que estarão carregando símbolo olímpico sejam preservados. Quinze membros do congresso federal norte-americano pediram ao presidente George W.Bush para reconsiderar a decisão de assistir aos Jogos de Beijing. Os 14 democratas e a republicana Dana Rohrabacher consideram a recente repressão aos protestos no Tibet, os estreitos vínculos do governo chinês com o Sudão, e a repressão aos defensores das liberdades religiosas e dos direitos humanos como motivos para que Bush não vá. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também considera boicotar a Olimpíada por causa da repressão às manifestações no Tibete. Já a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, disse em uma entrevista para a rede ABC que também pediu a Bush que considere a possibilidade de não participar da cerimônia de abertura dos Jogos, mas que não apoiaria um boicote por parte dos atletas. Em resposta ao pedido dos congressistas, a Casa Branca disse que esse não seria o melhor caminho para tratar a crise do Tibet. Outros líderes políticos de países como Alemanha, Noruega, Austrália, Polônia, Estônia e República Checa também já se pronunciaram no sentido de boicotar a cerimônia de abertura.

Redação Sport Marketing