28 de abr. de 2008

Brasil de olho nos negócios da Copa de 2010

Ciente da preocupação da África do Sul, sede da Copa de 2010, com relação a prováveis problemas com energia elétrica (ver matéria no arquivo Sport Marketing), empresas brasileiras pretendem vender experiência em superar apagões sem investimentos elevados e faturar parte dos gastos em infra-estrutura que o país africano terá para sediar o evento. Com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), 30 empresas brasileiras vão à África do Sul em maio. A visita faz parte de um programa chamado "Brasil Tecnológico", cujo projeto-piloto foi realizado em novembro, no México. Em fevereiro, empresários que foram ao país venderam US$ 1,9 milhão em transformadores de energia para a concessionária local Eskom. Outra área potencial é a de energia solar. O Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais busca empresas brasileiras para ocupar esse nicho. O Brasil tem a tecnologia mais desenvolvida do mundo em aquecimento de chuveiros com energia solar e o custo é cinco vezes menor que o da Inglaterra, principal fornecedor da África do Sul. Já a indústria de telecomunicações quer aproveitar a necessidade de os sul-africanos instalarem 3 mil pontos de TV até 2010, para transmissão dos jogos da Copa do Mundo. Uma licitação para aquisição e instalação dos transmissores será realizada em setembro. O gerente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica, Carlos Henrique Ferreira, disse que será criado um consórcio brasileiro para disputar a concorrência, cujo contrato é de US$ 45 milhões.

Redação Sport Marketing